Você é muito especial para mim significa

Esse é o começo de um livro que estou escrevendo. Ele se chama "A menina que queria comer o mundo"

2020.11.27 01:31 frustratedwriter15 Esse é o começo de um livro que estou escrevendo. Ele se chama "A menina que queria comer o mundo"

Parte 1: Sobre novos começos. A menina que queria comer o mundo Eu tenho um sonho recorrente, onde eu estou de frente ao oceano, as ondas batendo no meu tornozelo como uma gelada lembrança de que eu estou caindo aos pedaços e assim como o vento, eu desapareço. Me faço ar e água, eu viajo a mundos desconhecidos que são feitos de sussurros e histórias não terminadas que foram engolidas pela minha forma. Nesse sonho eu não sou feita de pedaços quebrados, eu não sou feita de beleza invisível, eu não sou feita de lágrimas derramadas em vão ou gritos ao silêncio. Eu sou de água e ar, eu mudo conforme necessário, eu sou amada incondicionalmente. Nesse sonho eu não existo. Mas então eu acordo, e estou de volta na minha cama e sentindo o sol esquentar o meu rosto, lembro o que realmente é real. Esses são os meus dias mais difíceis, na escola nada parece certo, eu fico com aquele sentimento no coração que é pesado demais pra carregar e difícil demais para explicar, são nesses dias que meus ombros abaixam e minha cabeça fica presa entre o real e o imaginário. Às vezes eu me pergunto se eu vou conseguir chegar até o dia seguinte, afinal como eu vou continuar sabendo que sou de carne e osso e existem limites para o meu ser? Eu não posso fugir, então fico presa nesse pequeno corpo que pouco significa comparado a grandeza de tudo e eu, continuo. A escola pode ser considerada um local de sentimentos mistos, lá eu consigo me superar e sinto que prenchoo um pequeno vazio de tudo o que falta em mim, mas também é lá onde ponho todo meu esforço para ser engraçada, ser compreendida e amada, é como uma constante prova onde eu tenho que passar e ganhar o respeito de todos, apesar disso eu ainda me sinto invisível. Sou um daqueles fantasmas de filme, posso ser sentida um toque ali, uma risada aqui, no entanto ninguém me enxerga, consigo ver atrás das risadas e das conversas animadas. Consigo sentir as pessoas se perguntando de onde ela surgiu? Eu continuo apesar de tudo. Eu então me refugio no meu quarto, entro no começo da noite e só saio quando o mundo fica quieto. Esse horário é perigoso, a quietude e a solidão te dão uma segurança falsa, elas contam mentiras de liberdade e falta de consequências. Esse é o momento em que eu ataco, de repente me vejo sem controle do que eu penso, sinto ou faço. Eu começo a comer, não importa o que, são poucos minutos em que o mundo me traz prazer e felicidade. Sou inundada por gostos e cheiros que me preenchem, cada lugar onde um dia foi vazio é preenchido por um sabor diferente.Salgado, azedo, doce, amargo não me faz diferença, contanto que sirva o seu propósito. Aos poucos volto a me sentir cheia até a respiração ficar difícil, e o meu corpo se sentir grande demais, assim faço o meu caminho de volta ao quarto e lá me faço a vítima de tudo o que eu acabei de fazer, e de tudo o que já fizeram comigo. Enquanto a culpa desce sobre mim eu vou adormecendo, deixando a dor se ajustar ao meu corpo, dominando tudo. Eu chamo isso de ciclo, estou presa nele, sobrevivo por causa dele, estou viva por ele e eu não sei como quebrá-lo, consigo o enganar fugir por algumas semanas, meses às vezes, mas ele sempre me acha e me traz de volta. Poucas pessoas sabem sobre ele, minha mãe foi a primeira a notar, no começo eu não quis acreditar. Afinal, como eu poderia estar me sabotando? No entanto, quanto mais as palavras ecoavam na minha cabeça, mais sentido fazia não apenas o que ela me disse, mas a minha vida inteira. Quando entendi o que ela me disse, entendi os vazios. Parecia que minha vida toda tinha sido finalmente posta em uma luz fria. No dia seguinte, a tarde fui a aula de pintura e contei pra uma pessoa, minha amiga Maria. A partir daquele momento ela passou a guardar meu segredo mais precioso, a razão da minha derrota. Não contei pra Maria sem motivo, para entender o meu porquê, você precisa entender ela. Maria é uma daquelas pessoas que emana luz e cheira a campos de flores em dias ensolarados, ela vê algo mais profundo e de alguma forma entende. Você não quer ser apenas conhecida por ela, quer ser enxergada por ela e, eu, fui. Ela viu por trás do esforço e das falsas personalidades, ela enxergou minha essência, o que quer que ela seja. Eu decidi a fazer minha confidente, guardei todos os seus segredos e ela os meus. Dessa forma, quando eu a contei sobre o ciclo e os vazios, ela não sentiu pena, não me perguntou se eu precisava ser ajudada. Não, ela compreendeu o que representava e o que significava. Acho que esse foi o primeiro dia em que eu estava completamente presente, eu não era um espírito observando todos e tentando agir de maneira certa, não, naquele dia eu existi. Pela manhã o dia não se misturava em fragmentos e borrões, eu conseguia ver os acontecimentos claramente. Ainda sim, no café o nevoeiro havia voltado, mas naquela manhã eu não me importei, porque agora eu tinha uma memória para guardar e não importava o quão escuro ficasse nada poderia tirá-la de mim. O dia seguiu normal, os momentos e as pessoas voando por mim, todas com um propósito, com um lugar para ir. Quando eu cheguei em casa, o vazio me invadiu, a noite e a sua solidão tomaram conta de novo, era como um tsunami que recuava ocasionalmente, mas sempre voltava com o dobro de força. Me arrastei até o quarto, deitei e fechei meus olhos e por uma hora imaginei praias brancas com as ondas indo e voltando, imaginei o ar da montanha batendo na minha cara e grandes florestas me rodeando, imaginei um campo florido com uma brisa leve me abraçando, imaginei um lago fundo e gelado, imaginei ser feliz e quando eu não consegui mais imaginar eu fui pra cozinha. Apesar de ter sido a primeira a notar, minha mãe nem imagina que eu ainda estou presa no ciclo, com muito esforço eu convenci ela de que eu melhorei. Meu último desejo era preocupar ela. Nós vivíamos sozinhas, meu pai desapareceu quando eu ainda era pequena e desde então a casa ficou vazia e o escritório foi ocupado por várias noites em claro. Meu pior dia foi uma noite fria de julho, a casa vazia fazia o meu coração arder e como uma tempestade de verão eu fui arrastada até a cozinha. Quando cheguei lá não consegui parar, eu estava no olho do furacão e assim eu comi, e comi e até os meus olhos arderem como o meu coração, e minha respiração ficar fraca eu não parei de comer. Eu acordei na minha cama no dia seguinte. Minha mãe já trabalhava na cadeira do meu quarto, e assim que percebeu que eu estava acordada ela apertou minha mão e me deu um olhar de pena. Eu nunca me senti tão inferior e envergonhada como naquele dia. As aulas de arte eram a minha salvação, meu porto seguro. Por arte você não precisa descrever sua dor, não precisa explicar, a dor só precisa ser sentida. O pincel passou a contar meus segredos, ele coloriu minhas cicatrizes e enfeitou a névoa. A arte era única parte minha, que não havia sido tocada pelo ciclo ou pela dor, ela era meu pequeno presente e eu a guardava com todo o meu ser. Como você já deve ter reparado, Maria é minha única amiga. E eu não digo isso para ser engraçada, apenas conto a verdade. Eu já estava acostumada e por mim nada precisava mudar. Quando uma das meninas se aproximou de mim na escola, eu não dei muita importância, eu não sou uma pessoa falante e em pouco tempo ela desistiria de mim. Mas recreios viraram almoços, e almoços viraram tardes na companhia dela. Por algum motivo ela não necessitava que eu conversasse, ela fazia isso por mim. O nome dela era Esther, de acordo com o que eu conseguia ouvir ela viraria uma arquiteta e pretendia fazer a casa de várias celebridades. Esther virou uma constante na minha vida. Quando eu fui parar no hospital, minha mãe e Maria já não estavam mais na companhia uma da outra, Esther estava lá e iluminava o quarto com suas conversas animadas e gargalhadas feitas de música. Esther tinha uma vida, um namorado e dois pais, ela morava perto da escola e pretendia se mudar quando se formasse. De acordo com ela eu tinha muita sorte de ser acolhida por ela. Eu não discordava, eu realmente tinha sorte. Esther era como um anjo caído do céu, a sua pele é da cor da noite e brilha quando o sol bate nela, os seus cabelos são grandes e cacheados e ela ama por ele em penteados. Ela ama abraços e consegue me deixar sem graça toda vez que me beija na bochecha para me dar tchau, eu não sou boa em demonstrar amor. Você deve estar se perguntando qual é o meu nome, ele é estranho, mas minha mãe o ama porque ele significa divina e pra ela eu sou completamente divina. Meu nome é Diana, ele não combina comigo, mas eu gosto de imaginar que em outra vida eu realmente fui divina. É tão estranho como pequenas coisas fazem diferença na nossa vida. Um sanduíche a mais, domingos sonolentos e ensolarados, uma amiga a mais, um beijo. No dia 15 de abril meu mundo brilhou, uma coisa dentro do meu coração foi acordada, algo que eu não sentia há muito tempo. Nesse dia, eu e Maria fomos visitar Esther, era aniversário dela e a ideia de festa dela era nós duas e seu namorado. Maria gosta de ser pontual, então chegamos 10 minutos mais cedo, ela segurava uma bandeja cheia de biscoitos e eu segurava a pintura que eu havia feito pra ela de presente, ela merecia, 17 não é uma idade fácil de chegar. A casa de Esther não era muito grande, mas também não era pequena, ela tinha um quintal e até o ar parecia diferente aqui, como em um filme. Andar pela casa dela era como ver o que sua vida deveria ser, a casa dela parecia ser tirado de um poster do prédio do serviço social. Quando entramos no quarto dela a felicidade se foi, eu nunca me senti tão desconfortável como quando vi Esther chorando. Enquanto eu entendia o que estava acontecendo, uma raiva também descia sobre mim, porque ninguém jamais deveria machucar Esther. Após alguns copos de água, finalmente conseguimos descobrir que seu término era o motivo do choro. Ele tinha arranjado uma menina melhor, de acordo com ela e ele tinha decidido que hoje era o dia ideal para contar-lá. Eu não me lembro de muito depois disso, os sons e as vozes viraram um só. Tudo o que eu conseguia ouvir era minha raiva, eu me sentia um vulcão prestes a explodir, como alguém ousava machuca-lá? Por que as pessoas eram tão cruéis? O que eu, ou Maria ou Esther havíamos feito para merecer tanta merda? A raiva borbulhava por baixo da minha pele e eu precisava socar alguém. Aos poucos decidi que eu não tinha força suficiente para socar alguém, invés disso pela primeira vez em meses eu decidi falar. - M...Man..Manda ele sse fuder. Foi a primeira vez que falei na frente de Esther, ela me olhava com os olhos arregalados, enquanto Maria colocava o copo de água no criado-mudo. -Você fala! Eu estava prestes a começar aula de sinais - ela falou com um sorriso no rosto, enquanto me encarava, eu apenas acenei com cabeça e soltei uma risada baixa. Eu nunca tinha passado um dia como aquele, só nós três comendo besteira sem culpa, elas conversando enquanto eu observava e ria eventualmente. Nesse dia eu descobri o que era felicidade. A noite veio rapidamente, e levou Maria com ela para sua casa, no entanto eu decidi segurar aquele sentimento e dormir na casa de Esther. Eu estava com medo, as noites não eram meus momentos mais fáceis, ainda sim eu queria pelo menos uma vez na minha vida falar que eu fui verdadeiramente feliz. Nós comemos e assistimos um filme, e por fim Esther quis ir até o seu quintal. Enquanto observamos o céu, uma tristeza desceu sobre mim, não era a tristeza que eu estava acostumada, mas sim uma saudade antecipada do sentimento que preenchia meu coração, eu queria poder congelar esse momento, mas ele escorregava aos poucos pelos os meus dedos. - Eu sei que minha vida parece perfeita, mas às vezes eu me pergunto se eu mereço isso, sabe? Eu nem sei se eu sou uma boa pessoa, alguém me ama? - Isso me pegou de surpresa, porque pra mim não existia uma versão dela que não fosse amável, para mim ela era tudo que existia de amável no mundo. - Eu te amo - eu sussurrei e peguei sua mão na minha, enquanto as palavras caíam sobre ela, eu decidi que era amar ela o que me fazia uma pouco mais próxima da luz. Se ela era tudo de amável no mundo e se eu era a única que a amava, então eu também era mesmo que só um pouco. Certos momentos ficam marcados na sua memória, eles não sempre fazem sentido, mas são esses pequenos momentos que te trazem de volta, quando o oceano tenta te puxar e te afundar, essa noite foi um desses momentos. Nada grande aconteceu, nada especial, eu não virei uma pessoa diferente, ainda sim eu nunca esqueceria o cheiro de grama molhado e calor dos dedos dela entre os meus, se isso era felicidade eu nunca mais queria largar-lá.
aqui vc encontra tudo que eu já escrevi, até agora
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2020.11.08 01:25 darkssister Você não sabe nada, Jon Snow

Depois de muito tempo vou analisar mais um capítulo de A Guerra dos Tronos e a Filosofia, continuando a Parte Três “O Inverno está chegando”, essa parte fala principalmente sobre o sobrenatural da saga.
11- “VOCÊ NÃO SABE NADA, JON SNOW”: HUMILDADE EPISTÊMICA PARALÁ DA MURALHA por Abraham P. Schwab
“A epistemologia, uma das principais ramificações da investigação filosófica, é o estudo do que sabemos, de como sabemos e do que significa saber algo.” (p.155) Schwab defende que o estudo da epistemologia é importante pois pode nos ajudar a tomar decisões de forma mais inteligente.
Embora muitos capítulos deste livro lidem com questões filosóficas a respeito de como alguém deve se comportar, responder a essas perguntas depende, em primeiro lugar, de determinar o que essa pessoa sabe.
(p.156)
O autor da como exemplo Stannis ofertar Winterfell para Jon Snow. A atitude que Jon toma ganharia uma luz diferente caso ele soubesse que Bran e Rickon estão vivos (mas ele sabe que Sansa está viva e afirma a pretensão dela de Winterfell).
Schwab diz que a humildade epistêmica exige a capacidade de reconhecer o que não sabemos e também que reconheçamos o que deveríamos saber. Jon não aceita totalmente a ligação especial que tem com Fantasma. (...) Muitos de seus amigos e inimigos lhe dizem que ele é um warg, e mesmo assim ele duvida. Como resultado, Jon não consegue aproveitar as possibilidades de sua ligação com o animal, como faz Bran com Verão. Sam também tem dúvidas infundadas sobre si mesmo: "ele não sabe que é corajoso, mesmo tendo atacado e matado um Outro. (...) Por não se achar corajoso, os atos de bravura de Sam são aleatórios e pobremente planejados."
De um jeito ou de outro, tanto Sam quanto Jon têm dificuldade para progredir por não conhecerem a si mesmos. (...) Eles não conseguem ser epistemicamente humildes, porque não reconhecem quando uma suposição de ignorância foi questionada por fortes evidências.
(p. 158-159)
Ele compara os rapazes com Bran, que assim como Jon é um warg e não tem dúvidas disso, isso permite que ele ajude Jon a escapar dos selvagens através de verão. Para mim, o posicionamento de Bran não é necessariamente uma humildade epistemológica e se trata mais do contexto que ele está inserido.
“(...) a humildade epistêmica também exige uma tentativa de ajustar a certeza que temos no que alegamos saber” (p.159). Ajustar a certeza nos permite distinguir os momentos em que sabemos e não sabemos de algo e também nossos níveis de sabedoria.
Crença verdadeira justificada
Para saber algo, você precisa acreditar, mas para a crença se tornar conhecimento ela precisa ser justificada. Sam não sabe que o vidro de dragão é eficaz contra um Outro, mesmo assim ele ataca a criatura acreditando que ela pode ser eficaz, quando o Outro morre Sam tem uma justificativa para sua crença, nesse momento ela passa a ser conhecimento. Vale lembrar que algumas crenças justificadas podem acabar não sendo verdadeiras. Os patrulheiros acreditam que Othor e Jafer Flowers estão mortos por causa do estado de seus corpos, mas há algo de errado neles e eles não estão tão mortos assim. Para mim, Schwab deu exemplos muitos bons para entender como o conhecimento é criado, principalmente em uma sociedade em que a ciência não é difundida, e mesmo assim esse conhecimento pode não ser certeza absoluta.
René Descartes (1596-1650) despejava o ácido da dúvida em tudo, só para ver o que permanecia. Mas quase nada resiste a esse ácido; afinal, do que não se pode duvidar? (...) Se esperarmos até termos certeza absoluta, nunca poderemos alegar ter uma justificativa para uma crença que acaba não sendo verdadeira. A desvantagem, contudo, é que teríamos pouquíssimas crenças para as quais poderíamos alegar justificativa.
Há uma alternativa que merece ser mencionada: o confiabilismo. (...) Uma epistemologia confiabilista tem por objetivo identificar processos confiáveis a fim de produzir crenças. Quanto mais confiável o processo, mais valioso (em termos epistêmicos) ele é. O confiabilismo permite um conjunto mais amplo de crenças justificadas, mas algumas de nossas crenças justificadas podem acabar sendo falsas.
(p. 161-162)
O testemunho de outra pessoa obviamente não entra no critério de certeza absoluta para justificar uma crença, mas se a lógica do confiabilismo for adotado pode até ser. Nas sociedades de Planetos os testemunhos são muitas vezes a única ‘prova’ que eles têm. O autor dá o exemplo da morte de Ned Stark, da qual só Sansa Stark viu, sem confiar no relato de outra pessoa o resto da família não teria a certeza absoluta da morte dele.
Confiar nem sempre dá certo, já que uma mentira (muito justificável por sinal) levou Catelyn e Ned a acreditarem que Jon Arryn foi morto pelos Lannister, a ‘queda’ de Bran parece dar mais força ainda ao relato, é quase uma crença justificada...que mundo cruel.
\*
O autor analisa uma perspectiva epistêmica que encontramos em muitos personagens de ASOIAF, entre eles Melissandre e Aeron Cabelo Molhado: o dogma. “O Dogma é inimigo da humildade epistêmica. Ele sabe porque sabe.” (p.164).
O inimigo do dogma é o ceticismo que, em sua versão moderada, leva a pessoa a duvidar de algumas coisas. Esse tipo de ceticismo leva Harma cabeça de cão e o Camisa de chocalhos a duvidar de Jon Snow, mesmo ele tendo matado o meia-mão e se deitado com Ygritte, os selvagens duvidam que ele tenha realmente deixado de ser um patrulheiro. Mas nem sempre o ceticismo nos leva a bons caminhos, Jon duvida que ele viu os selvagens pelos olhos de Fantasma, ele estava cético enquanto a essa verdade o que o afasta da crença verdadeira. “o ceticismo sobre conclusões específicas nem sempre ajuda a evitar falsas crenças ou nos afasta da arrogância epistêmica.” (p.165)
O Berrante do Inverno
A arrogância epistemológica faz com que Mormont acredite que Mance Rayder aje como um rei nos sete reinos, por isso sua ordem de combate é para agir como no sul da muralha. Se o Lorde Comandante tivesse se dado o benefício da dúvida poderia pensar que os selvagens não fazem como o grupo dele e “poderia ter poupado a espera no Punho dos Primeiros Homens” (p. 158).
Para aqueles que estão ao sul da muralha está claro que Mance e os selvagens querem derrubar a muralha, eles “sabiam” disso. Jon acha que se os selvagens tivessem o berrante que supostamente derruba a muralha iriam soprar, quando Jon entra em contato com os selvagens ele vê o tal do berrante. Será que o item tem realmente esse poder? Talvez tivesse, mas eles querem na verdade é passar da muralha e salvar seu povo da morte.
Se o povo dos Sete Reinos tivesse sido humilde o bastante para pensar nessa possibilidade, poderia ter conseguido trabalhar com os selvagens e conversar sobre o inimigo em comum: os Outros. Pois, afinal, o inverno está chegando.
(p.165)
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2020.11.07 23:27 janos-leite A natureza tem uma mente?

Você acredita que tudo, inclusive o surgimento da vida, ocorre ao acaso, como o lançar de dados? Ou você acredita que tudo que acontece simplesmente “era pra ser assim”, como o martelo que foi feito para pregar pregos? Ou você acredita que algumas coisas ocorrem ao acaso (como terremotos) e outras “eram pra ser” (os martelos, por exemplo)? Caso escolha esta última opção, você escolheu a opção mais complicada. Quer ver só?
É que dizer que algumas coisas são resultado de ação “consciente” (planejada, voluntária, premeditada) e outras não nos obriga a definir o que é, onde e como começa essa tal “consciência”. Como é possível que ela exista? Afinal, como algo capaz de agir planejadamente surge num mundo em que tudo até então tinha acontecido pelo mero acaso?
Isso é tão complicado que muitos preferem simplificar e dizer que tudo é ao acaso e a consciência é uma ilusão. Ou então jogar a carta “Deus” e explicar que a consciência humana vem desse ser superior. Deus é uma resposta fácil. Mas sem Deus, parece que todo sentido é inventado, e portanto a vida não tem valor intrínseco. Ela pode ser apreciada porque o pôr-do-sol ou o formato das galáxias são coisas impressionantes, mas em si os fenômenos do universo são só um monte de partículas arranjadas numa ordem aleatória, incluindo a consciência humana.
Pela visão científica de mundo, sabemos que a evolução não tem finalidade, não há um ser dirigindo a evolução. Há apenas sobrevivência. Quando surge uma nova espécie, é porque pequenas mudanças aleatórias se acumularam. Se evoluímos para ter um cérebro capaz de pensar sobre o que estamos fazendo, ou mesmo pensar sobre o nosso próprio pensamento, isso aconteceu por pura coincidência, e permaneceu porque arranjamos alguma utilidade pra isso.
Todas as mudanças aleatórias que acontecem no nosso código genético são armazenadas num filete incrivelmente longo de proteínas que fica guardado no núcleo de cada célula do nosso corpo. Em cada célula do seu corpo está a informação necessária para construir seu corpo inteiro, mas não só isso. Você herda metade dos cromossomos da sua mãe e metade do seu pai. A maior parte dessa informação não é utilizada pelo seu corpo. Apenas 1% é utilizado, o resto está inativo. Nesse resto estão informações que vem desde nossos antepassados mais primitivos, desde antes de sermos mamíferos, enfim, desde o primeiro ser vivo.
Desse ponto de vista, a evolução acontece como se fosse um texto que vai sendo criado com palavras aleatórias. As palavras vão sendo jogadas e o texto vai aparecendo, mesmo que incoerente. Agora suponha que esse texto seja corrigido por uma professora de redação. Ela sublinha as mudanças que tornam o texto mais coerente e anota: “ficou bom, mantenha isso”, enquanto risca as que tornam o texto menos coerente e anota: “tire isso, não ficou bom”. Com algumas repetições, no fim desse processo você terá um texto razoavelmente coerente que não foi escrito por ninguém! Não é preciso escritora, só é preciso uma leitora capaz de identificar um texto coerente. A questão agora é: quem é que seleciona as mudanças da natureza? Quem decide o que fica e o que vai embora?
Perceba como esse processo se assemelha à criação de uma obra artística. A artista testa um monte de coisas, desiste do que não faz sentido; fica com o que faz sentido pra ela, e continua o processo até achar que está bom. Podemos conceber a natureza como uma artista criando a si mesma? Podemos conceber uma consciência inerente à natureza mesmo sem nenhuma concepção de divindade? Suponha, só por um momento, essa comparação entre o modo como a natureza evolui com o modo como se cria arte.
Pode parecer que dizer isso seria atribuir características humanas à natureza (antropomorfismo), mas calma. Afinal, se você diz que só humanos criam arte, voltamos aquele problema lá em cima: como é que se explica a origem de tal capacidade? Devemos realmente tratar a natureza como objeto inanimado, incapaz de escolher ou ter uma sensibilidade artística? Ou será que, talvez, esse processo que nós chamamos de “criação” é na verdade um resultado inevitável da mudança? Que a natureza está em constante mutação, isso é inegável. As coisas estão se movendo e o movimento de partículas dentro de você é suficiente para mudar a natureza das coisas. Talvez seja por isso que a arte é uma coisa tão poderosa. Não precisa concordar agora, apenas considere isso por um momento:
Imagine dez caixas de papelão, cada uma cheia de livros tratando de assuntos diferentes. Cada caixa tem um conteúdo totalmente diferente, e vai agradar pessoas diferentes. Agora imagine que você triture os livros de cada caixa num triturador, até virarem confete, e coloca esse confete nas caixas de novo. Você teria dez caixa iguais, todas elas cheias de papel picado que só vai servir pra jogar pra cima no carnaval.
Percebe o que aconteceu? O que antes eram coisas diferentes, agora são coisas iguais. Por que as coisas ficam mais iguais na medida em que as trituramos? Porque o que diferencia um diamante de um grafite de lapiseira não é o material que são feitos, são ambos moléculas de carbono. O que diferencia as coisas é o “arranjo”, a organização das partes. Quando as coisas se desorganizam elas perdem informação. Porque no fundo somos todos feitos do mesmo tipo de partículas, o que nos diferencia é como essas partículas estão organizadas, ou seja, a informação acumulada na conexão entre as partes.
Se o universo era só poeira cósmica e agora se organiza na forma de estrelas, nebulosas, cometas e planetas, e dentro desses planetas, diferentes elementos, minerais, vegetais, animais e diversas espécies de seres vivos, isso significa que houve acúmulo de informação. Quando as coisas mudam de lugar, elas acabam se encaixando, isso é, há uma criação e organização espontânea de estruturas. Mesmo que tudo isso tenha sido aleatório, ainda assim é um processo de “aprendizagem”. Ordem foi sendo criada a partir do caos, a informação foi surgindo a partir do movimento errático de partículas que acabam se juntando aqui e ali. Chamemos esse processo de “cognição”.
Tudo é cognição. Tudo é informação indo e vindo. Se acumulando e se perdendo. Não há nada de especial na cognição. Ela é o efeito natural de coisas mudando de lugar. Para haver cognição, basta haver movimento. Este não é o conceito usual de cognição, estamos criando um novo conceito, dando um novo sentido para ele. E com esse conceito, podemos dizer: o pensamento existe desde que existe movimento. Ou ainda, o pensamento é movimento. Alguns filósofos se aproximaram dessa conclusão, mas vamos seguir adiante mais um pouco.
Não há nada de especial no nosso cérebro. Ele faz o que qualquer caixa cheia de coisas dentro faz quando está num caminhão de mudança passando por uma estrada esburacada: processa informação. O universo processa informação. Seu estômago processa informação. Seu coração processa informação. Tudo que muda e se move processa informação. A única diferença é o tipo desse processamento.
Em outras palavras, tudo pensa, e tudo tem uma consciência. Então os dados, quando caem na mesa, não estão fazendo algo absolutamente diferente de você quando decide comprar um carro. Coisas estão se movendo e se chocando com uma condição material, o que as faz reagir segundo sua estrutura. “Essa é uma visão determinista demais”, você pode dizer, “Não deixa espaço para liberdade humana”. E você estaria correto em dizer isso, mas peço que acompanhe esse raciocínio só mais um pouco.
A nossa mente é uma imitação do universo, ela é composta de um número incrivelmente grande de partes que se conectam e se desconectam muito rápido, com pequenos impulsos elétricos. Isso permite que criemos muita ordem e muito caos. Podemos ver padrões em tudo, e podemos desmontar tudo com a mente e misturar partes e criar coisas novas e absurdas com nossa imaginação. Nada disso é especial, é o que sempre ocorreu no universo, só que numa versão condensada. Nós acumulamos informação e criamos coisas porque temos um órgão que funciona basicamente como a natureza que o criou. Não há nada de mágico nisso, os padrões sempre se repetem, é inevitável.
Como então, podemos dizer que nosso movimento é “voluntário” e o movimento de uma planta, enquanto cresce, é “involuntário”? Dizemos que as plantas não se movem para onde querem porque elas são lentas. Mas é só uma questão de tempo. Assim como um espinho é um modo de dizer: não encoste em mim. Se a diferença é a velocidade, não somos tão complexos quanto pensamos, só somos apressados. O importante não é quanta coisa passa, mas quanta coisa fica. E o mundo está muito mais repleto de informação que nós não criamos. Em grande parte, nossas invenções são imitações da natureza.
Concluindo, a cognição humana surge em continuidade com o processo cognitivo da natureza, não como algo distinto. A natureza constrói conhecimento. Nós usamos o que conseguimos aprender com ela. Mas há muito que não sabemos. A floresta é mais sábia que nós. Nosso corpo muitas vezes é mais sábio que nossa cultura. Estamos sempre pensando em conjunto.
Referências:
GARCIA, Agnaldo. Cognição e evolução: a contribuição de Konrad Lorenz. Ciênc. cogn., Rio de Janeiro, v. 4, p. 89-100, mar. 2005. Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-58212005000100010&lng=pt&nrm=iso>
ZUANON, Átima Clemente Alves. Instinto, etologia e a teoria de Konrad Lorenz. Ciênc. educ. (Bauru), Bauru, v. 13, n. 3, p. 337-349, Dec. 2007. Disponível em <http://www.scielo.bscielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-73132007000300005&lng=en&nrm=iso>
Fonte: https://contrafatual.com/2019/02/22/a-natureza-tem-uma-mente/
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2020.11.03 15:30 Tetizeraz Megathread das eleições nos Estados Unidos

Olá pessoal, estamos fazendo uma megathread sobre todas as notícias relacionadas às eleições americanas. Aqui. Evitem postar no subreddit enquanto este post estiver pinnado.
Sistema eleitoral americano
Os EUA utilizam o chamado "Colégio Eleitoral". Isto significa que não é suficiente ganhar o número total de votos nos EUA (o chamado "Voto Popular") para se tornar presidente. Ao invés disso, é necessário ganhar um certo número de eleitores que são distribuídos com base no estado.
Os EUA não elegem o presidente diretamente, mas através dos eleitores delegados. Há 538 deles, uma maioria simples é suficiente. A eleição do eleitorado está sujeita à lei dos respectivos estados, mas em 48 dos 50 estados há uma maioria relativa de votos, o que significa que o candidato com mais votos no estado recebe todos os votos eleitorais do estado. As exceções são Maine e Nebraska, onde cada círculo eleitoral (para a eleição da Câmara dos Deputados) elege um eleitor, mais dois eleitores de todo o estado.
Washington D.C. não é um estado dos Estados Unidos, mas envia 3 eleitores. Os quatro milhões de cidadãos americanos em Guam, Ilhas Virgens Americanas, Porto Rico, Ilhas Marianas do Norte e Samoa Americana não têm o direito de votar nas eleições presidenciais.
Um mapa com os eleitores
O Senado e a Casa dos Representantes - O Congresso
Há um sistema de duas câmaras nos EUA, a casa dos representantes e o senado. Para muitas decisões importantes, é necessário que ambas as câmaras concordem com a legislação correspondente. Atualmente, a Câmara dos Representantes nos EUA é dominada pelos democratas, com uma maioria de 233 a 198. Todas as cadeiras estão prontas para reeleição.
O Senado é atualmente governado pelos republicanos com 53-47 assentos. Desses assentos, 35 estão prontos para eleição e os senadores correspondentes são eleitos para um mandato de seis anos.
Os candidatos
Donald Trump irá para a corrida como Presidente e Mike Pence como Vice-Presidente. Os competidores são Joe Biden e Kamala Harris.
Candidato Partido Idade Estado Atualmente
Donald Trump R 74 Florida Presidente dos EUA
Joe Biden D 77 Delaware -
Mike Pence R 61 Indiana Vice presidente dos EUA
Kamala Harris D 56 California Senadora dos EUA
Pesquisas antes das eleições
Com a derrota de Hillary Clinton nas eleições de 2016, o foco deste ano é ainda mais os institutos de pesquisa nos EUA. Muitos deles foram acusados após as eleições de que seus dados estavam fundamentalmente errados. Enquanto os pesquisadores tiveram que admitir que não prestaram atenção suficiente a certos aspectos na última eleição, a taxa de erro geral não foi tão alta quanto se alega com freqüência. Na verdade, o resultado final estava dentro da margem de erro da maioria das pesquisas.
Não obstante, muitos institutos de pesquisa mudaram sua metodologia nos últimos anos. Isto significa que ainda há uma tolerância de erro de até 5%, dependendo do estado e do instituto, e as pesquisas devem ser vistas com a devida cautela, mas foi feito um trabalho para melhorá-las.
FiveThiryEight Surveys RealClearPolitics National RealClear Politics Battleground States
Swing states
Há 50 estados nos EUA, alguns dos quais tradicionalmente elegem um partido em particular. Por exemplo, sabe-se que a Califórnia é um reduto do Partido Democrata e votará nos candidatos deste partido com uma certeza de ~99%. A situação é semelhante com estados como Vermont, Washington ou Nova York. Por outro lado, os republicanos podem ter certeza de que podem vencer estados como Alabama, Kentucky, Louisiana ou Idaho. Por outro lado, os estados de campo de batalha são estados contestados - os swing states - nos quais o resultado não é conhecido de antemão. Na maioria das pesquisas, apenas alguns poucos pontos percentuais separam os candidatos. Isto é importante porque no final serão estes estados que decidirão se a maioria necessária dos votos eleitorais será alcançada. Nesta eleição, estes estados devem ser o principal foco de atenção:
Ohio*: Um, se não o clássico estado de balanço. Ohio é considerado o ensaio geral para uma presidência bem sucedida. Há até mesmo o lema de que não se pode ser presidente se não se ganhar Ohio. Trump venceu o estado em 2016 com 51,5% a 43,5% dos votos. As pesquisas prevêem uma corrida completamente aberta este ano.
Pennsylvania*: A Pensilvânia é outro desses estados balançantes que não são seguros para ninguém. Este ano é um, se não o único estado em que os candidatos investiram a maior parte de seu tempo. Além de sua posição significativa como estado de balanço, tem uma característica especial: os votos por correspondência podem ser avaliados aqui até 12 de novembro, se eles forem lançados a tempo. Isto pode levar a um atraso nos resultados. O Trump ganhou aqui em 2016 com 48,2% a 47,5%. Enquetes vêem Joe Biden com ~5% de vantagem.
Wisconsin*: Nos últimos 30 anos, Wisconsin só votou uma vez para um candidato republicano - para Donald Trump, 2016, com 47,8% a 47%. No entanto, o estado é contestado e é considerado um dos estados do campo de batalha absoluto nesta campanha eleitoral. Mais uma vez, a maioria dos institutos de votação vê Biden com uma clara maioria.
Arizona*: O Arizona é exatamente o oposto do Wisconsin e só votou uma vez nos últimos 30 anos para um candidato democrata, ou seja, para Bill Clinton em 1996. Trump venceu 2016 com 48,7% a 45,1%. No entanto, o estado é agora um dos maiores estados do campo de batalha e Biden tem uma vantagem de cerca de três pontos percentuais nas urnas.
Carolina do Norte*: A Carolina do Norte não sabe o que fazer com ela mesma e tem alguns dos resultados mais próximos em qualquer eleição. O Trump ganhou aqui em 2016 com 49,8% a 46,2%, mas este ano o estado é contestado nas urnas com um ligeiro viés em relação a Biden. Além disso, a Carolina do Norte também recebeu uma prorrogação do prazo para os votos por correspondência - os votos por correspondência são contados até 12 de novembro.
Michigan*: Com 47,5% a 47,3%, Michigan foi um dos resultados eleitorais mais próximos em 2016 e um dos três estados que provavelmente custaram a Clinton a presidência. Atualmente Joe Biden lidera as urnas com 5 a 8 pontos percentuais.
Florida*: A Flórida tornou-se tristemente famosa no máximo com a eleição entre George Bush e Al Gore. Os eventos em torno das eleições de 2000, que ainda hoje são considerados altamente questionáveis, criaram um triste precedente que poderia possivelmente se repetir este ano. Aqui temos um caso clássico de "muito perto para chamar" - a corrida está completamente aberta.
Texas*: O Texas tem uma história emocionante em termos de seu relacionamento com democratas e republicanos. Até bem nos anos 70, o estado era "azul" - ou seja, democrático - antes de se tornar o lar dos republicanos. A razão? Os Democratas do Sul, que pouco tinham a ver com a segregação racial e os direitos civis, passaram para os republicanos depois que os democratas romperam com estas questões. Nos últimos anos, no entanto, o Texas tem visto o surgimento de uma classe média branca e abastada com tendência a votar nos democratas, enquanto os "hispânicos" estão fazendo sua parte para mudar. O Texas ainda é fortemente favorecido pelo Trump - mas uma vitória de fora para Biden não parece impossível.
Por que pode não haver resultado hoje à noite
Pq eles não usam máquinas eletrônicas
Nos últimos meses e semanas, tem ocorrido repetidas conversas de que a noite eleitoral pode não produzir um vencedor no final. Isto é definitivamente um perigo real e vamos tentar explicar brevemente por que isto é assim:
A pandemia também tem seus efeitos sobre a eleição. Este ano, muitas pessoas optaram por votar ou por voto postal ou por voto antecipado. De acordo com os números atuais, 90 milhões de votos foram emitidos um dia antes das eleições - cerca de 25 milhões de votos a mais do que na última campanha eleitoral. Ao mesmo tempo, há dúvidas sobre a eficiência dos sistemas de processamento desses votos e do serviço postal que tem que fornecer a infraestrutura para a maior parte dessa transmissão de votos.
Como é possível que a contagem continue até a próxima semana, já que isto afetará particularmente os swing states, e como também é esperado um número recorde de votos, é possível que nenhum resultado final esteja disponível na noite da eleição.
Se você tiver sugestão de links pra adicionar no post, sinta-se livre para mandar uma PM para mim ou no modmail.
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2020.09.09 22:37 TiaSayu Fui babaca por humilhar minha mãe depois dela ter contado o noivado surpresa que meu namorado preparou?

Yo Mina, Daijobu deska? ♥
Hoje vou contar mais uma desgraça da minha vida e tentar rir com ela pq realmente, tá complicado...
Vim aqui desabafar uma coisa que anda me machucando a cada minuto que passa. Minha mãe sempre foi uma pessoa difícil de lidar... O temperamento dela nunca se deu bem com o meu, e isso já causou muitas brigas e discussões entre nós duas. Uma vez já postei aqui uma outra situação entre nós duas (Acho improvável que alguém se lembre, estava em outra conta na época, mas tentarei repostar para quem queira ler.)
Enfim, sem mais delongas, vamos direto ao desabafo... Semana que vem será meu aniversario de namoro (12/09) vamos completar dois anos de namoro e tudo corria bem. Estávamos preparando nossos presentes e eu estava ansiosa por mais um Level up na relação. Lutamos muito para seguir com esse relacionamento fantástico, e dou graças a Deus por tudo ter dado certo. Somos felizes e tratamos um ao outro com muito respeito e carinho, e não deixamos de ser melhores amigos mesmo na relação de namorados (Não acredito nesse lance de ''há diferença entre amigos e namorados'' é muito melhor ser os dois em vez de escolher apenas um) Enfim, vamos direto ao ponto.
Minha mãe hoje (09/09/2020) veio até mim e me pergunta ''Você e o Carls (Não vou expor) Vão ser noivos?'' A reação que eu tive foi de choque e surpresa, meu pai e minha irmã tiveram a mesma reação e tudo ficou em um silêncio desconfortável.
Logo eu perguntei, incrédula: ''Ele vai pedir minha mão?..''
Depois disso minha mãe arregalou os olhos assustada, vendo que eu não sabia de nada sobre os planos dele. Eu, logicamente, me emocionei e desabei a chorar. Minha mãe, doce como sempre, disse: ''Pare de chorar e controle-se. Larga de ser tonta e pare de chorar'' Além de outros comentários calorosos para o consolo de minha pessoa. Nisto, meu pai interveio e falou: ''Você tinha que abrir a boca? Você achou mesmo que ela soubesse disso?'' e foi assim que tudo explodiu... Minha mãe estava sendo fria como sempre, ela nunca se importou com coisas que feriam meu emocional e psicológico, tudo na visão dela era ''banal'' e ''frescura'' e eu me cansei disso. Minha reação foi imediata e refutei ela de varias maneiras e isso se tornou uma briga feia. Ainda mantive minha educação, mas fui bem sincera e ela não gostou disso (Por que né, a verdade dói) e ela começou a envolver minha sogra e meu namorado, humilhando os dois para ver se conseguia ganhar nos argumentos que eu lançava. (Um detalhe importante... Quando eu estou prestes a discutir com alguém, sou bem linguaruda e irônica demais, isso de certo irrita qualquer um. Mas em nenhum momento a ofendi e nem disse nenhum palavrão, apenas disse algumas verdades que ela não gostou. Obviamente)
Como sempre ela apelou na presença do meu pai e se fez de coitada, saindo da discussão como vitima de uma filha má. Meu pai pediu educadamente para eu pedir desculpas, já que ''peguei pesado com ela''. Me neguei até o momento e não estou disposta a mudar de ideia só por que ela é minha mãe.
Não foi a primeira vez que ela estraga um prazer meu com sua frieza. Ela já errou comigo varias vezes e fui compreensiva em perdoar. Já eu, quando erro, só falta ser exposta para meio mundo e ser humilhada na frente de quem for; O que ela diz e faz, não é exagero na visão das outras pessoas (O que eu acho doentio de certa forma, por que não deixa de ser uma atitude toxica)... Ela pode destruir minha auto-estima e isso não costuma ser exagero por que né, ela é minha mãe e tals.
Na minha opinião não acho isso. Só por que é mãe ou pai não significa que eles tem o Direito total de fazerem exatamente o que querem ou falar o que querem e quando querem, e a criança/adolescente tem que aceitar e pronto. Eu posso ter sido errada em ser grossa e etc, mas eu realmente fiquei chateada pelo o que aconteceu e creio que toda menina (Pelo menos quase todas) teriam essa reação diante de uma resposta tão fria em um momento considerado especial na vida de uma mulhecasal. Meu namorado confiou nela para não contar e ela me faz isso? Além de ter sido um erro grave e um desrespeito com a nossa relação, ela ainda quis se justificar com frieza e grosseria? Eu realmente não deixaria isso barato e foi o que eu fiz.
Então... Fui babaca em fazer isso com ela?
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2020.08.15 19:01 HoBaLoy Descendo para a Toca do Coelho: Um Guia Refinado para as Teorias, Análises, etc de ASOIAF para se Perder Durante a Quarentena

Traduzido diretamente do Guia elaborado por u/BryndenBFish
Aviso: contém trocadilhos e piadas que são mais engraçadas para americanos.
Aviso 2: Contém pequenas modificações para a tradução ficar condizente.
Aviso 3: Contém MASSIVA quantidade de SPOILERS. E, sendo uma tradução, a imensa maioria está em inglês com poucas exceções que já tivemos aqui no Valiria
Descendo para a Toca do Coelho: Um Guia Refinado para as Teorias, Análises, etc de ASOIAF para se Perder Durante a Quarentena
Introdução
Então, você está sentado em casa assistindo novamente The Office pela nona vez na Netflix, tentando se convencer de que foi a maior comédia de todos os tempos (não era). Entre mordidas em Cheetos rançosos de duas semanas, você abre seu celular flip da Motorola, toca no botão do navegador, aguarda 3 minutos para que o aplicativo seja iniciado, digita "Teorias das Crônicas de Gelo e Fogo" no buscador e espera outros 6 minutos para a página carregar e violá, você está dentro.
Mas espere! Há muitas para escolher? Quais são boas?
E é aí que eu entro. Estou aqui para ajudá-lo a se perder.
Embora eu seja um co-apresentador de um podcast e tenha participado de vídeos do YouTube de vez em quando, estou fazendo deste um post somente escrito. (Sinta-se à vontade para postar no youtube ou podcast ou sei lá o quê!) Portanto, nesta lista cultivada de teorias de análises ESCRITAS, APENAS PARA LIVROS, etc, listarei textos que me deliciei ao longo dos anos e espero mantê-los entretidos durante nossos problemas atuais.
ANÁLISE
Meta: Como GRRM escreve ASOIAF
Uma Crônica de Fatos e Números: análise detalhada de / u / werthead de como cada livro no ASOIAF foi escrito com informações básicas do processo de escrita, contagem de palavras, etc:
AGOT a-song-of-facts-and-figures-game-of.html
ACOK a-song-of-facts-and-figures-clash-of.html
ASOS a-song-of-facts-and-figures-storm-of.html
AFFC a-song-of-facts-and-figures-feast-for.html
ADWD a-song-of-facts-and-figures-dance-with.html
Não quero promover meu próprio trabalho, mas escrevi bastante sobre metatópicos que podem ser do interesse de alguns de vocês. Vou criar um link para alguns deles abaixo:
Como o sucesso de GAME OF THRONES provavelmente contribuiu para a espera de OS VENTOS DE INVERNO spoilers_extended_meta_how_the_success_of_game_of/
Como uma virada sombria no POV favorito de GRRM contribuiu para a longa espera por ADWDspoilers_extended_meta_how_a_dark_turn_in_grrms/
A história que GRRM originalmente queria contar: examinando os presságios do GRRM no contexto da lacuna de cinco anosspoilers_extended_the_story_grrm_originally/
Uma teoria sobre por que GRRM pensou que poderia terminar TWOW em 2015spoilers_extended_meta_a_theory_on_why_grrm/
Uma análise e exploração do nó meereenêsspoilers_all_an_analysis_exploration_of_grrms/
Como uma profecia em ADWD foi alterada por GRRM antes do lançamento, e o que isso poderia significar para a análise de TWOW: / u / indianthane95 de como uma leitura GRRM de ADWD, Daenerys III em 2005 foi editada antes do livro ser publicado e por quê.spoilers_all_how_a_prophecy_in_adwd_was_changed/
A carta de 1993 nos mostra GRRM foreshadowing que ele mais tarde abandonou: / u / feldman10 a análise da carta de apresentação de 1993 e como GRRM mudou seus principais foreshadowings quando publicou AGOT três anos depoisspoilers_all_the_1993_letter_shows_us_some_grrm/
Na luz do sol, sem culpagrrms-thinly-veiled-gone-with-the-wind-obsession
A linha descartável em AGOT que sugere o ultimato: / u / zionius_ teoria que Daniel Abraham foi instruído por GRRM a manter nos quadrinhos, pois tem ramificações do "final”.spoilers_extended_the_throwaway_line_in_agot_that/
The ASOIAF Archives Series: / u / jen_snow análises magistrais de todas as maneiras como os capítulos base foram alterados antes de sua publicação.spoilers_extended_asoiaf_archives_september_2000/
Como GRRM reescreve ASOIAF: visão detalhada de / u / zionius_ sobre as reescritas de ASOIAF por GRRM com foco especial em AFFC / ADWD.how_grrm_rewrites_comparing_affc_draft_chapters/
Análises Narrativas
Um guia completo para a sucessão Westerosi por / u / galanix: um dos recursos mais úteis para tentar determinar quem é o próximo a realeza / senhorio / o que quer que seja.spoilers_all_complete_guide_to_westerosi/
O Meereenese Blot forneceu as melhores defesas da escrita de GRRM dos arcos de personagens de Dany, Jon, Tyrion e enredos Dorneses em AFFC / ADWD. Escrito entre 2013 e 2014 por / u / feldman 10, estou incluindo-os nesta seção como o foco no valor narrativo desses personagens POV
Desembaraçando o nó meereenês: Dany
Parte 1: Quem envenenou os gafanhotos?untangling-the-meereenese-knot-part-i-who-poisoned-the-locusts/
Parte 2: A paz era realuntangling-the-meereenese-knot-part-ii-the-peace-was-real/
Parte 3: A luta de Dany consigo mesmauntangling-the-meereenese-knot-part-iii-danys-struggle-with-herself/
Parte 4: Uma Daenerys Sombriauntangling-the-meereenese-knot-part-iv-a-darker-daenerys/
Parte 5: Hizdahr e Paz ou Daario e Guerrauntangling-the-meereenese-knot-part-v-hizdahr-and-peace-or-daario-and-wa
Outras Guerras: Jon
Parte 1: O Coração Nobre e o Maior Dever de Jonother-wars-part-i-jons-noble-heart-and-greater-duty/
Parte 2: Apoio de Jon a Stannisother-wars-part-ii-jons-support-for-stannis/
Parte 3: A Missão de Manceother-wars-part-iii-the-mance-mission/
Parte 4: Pessoas Querendo Ajuda: Alys Karstark e a Missão Hardhomeothers-wars-part-iv-people-wanting-help/
Parte 5: A Paz, a Carta Rosa e o Discurso do Salão dos Escudosother-wars-part-v-the-peace-the-pink-letter-and-the-shieldhall-speech/
Parte 6: Três perguntas sobre o futuro de Jonother-wars-part-vi-three-questions-about-jons-future/
Pagando Suas Dívidas: Tyrion
Parte 1: Tyrion em Porto Realpaying-his-debts-part-i-tyrion-in-kings-landing/
Parte 2: Sofrimentos, Prostitutas e um Jogo de Cyvassepaying-his-debts-part-ii-sorrows-whores-and-a-game-of-cyvasse/
Parte 3: Tyrion e Pennypaying-his-debts-part-iii-tyrion-and-penny/
Jardins de Água e laranjas sanguíneas: Dorne
Parte 1: A Víbora e a Gramawater-gardens-and-blood-oranges-part-i-the-viper-and-the-grass/
Parte 2: Ambições de Ariannewater-gardens-and-blood-oranges-part-ii-ariannes-ambitions/
Parte 3: Dever e Destino de Quentynwater-gardens-and-blood-oranges-part-iii-quentyns-duty-and-destiny/
Parte 4: Termina em Sanguewater-gardens-and-blood-oranges-part-iv-it-ends-in-blood/
A última tentação de Jon Snow: nesta série de duas partes, / u / MaesterMerry analisa o mandato de Jon Snow como Senhor Comandante da Patrulha da Noite, prestando atenção especial à narrativa e às lutas filosóficas do mundo real que GRRM escreve na história de Jon em ADWD
Parte 1: Matando o Meninohttps://upfromunderwinterfell.wordpress.com/2019/06/15/the-last-temptation-of-lord-commander-snow-part-1-killing-the-boy/
Parte 2: A escolhahttps://upfromunderwinterfell.wordpress.com/2020/02/05/the-last-temptation-of-lord-commander-snow-part-2-the-choosing/
Sansa, Jeyne, Theon: Saber seu nome: A especulação de/ u / Zombie-Bait sobre a repetição de temáticas em TWOW e como Sansa irá emular Cat em TWOW para os Senhores do Vale.https://liesandarbor.wordpress.com/2018/12/04/sansa-jeyne-and-theon-you-have-to-know-your-name/
Momentos de Arranhão de Disco: GRRM e Misdirection: Como GRRM confunde seus leitores com misdirection com uma súbita sacudida na narrativaspoilers_extended_record_scratch_moments_grrm_and/
Clube das Donzelas Mortas: Uma análise crítica de como GRRM usa as mortes de mulheres e mães, em particular na ASOIAFhttps://joannalannister.tumblr.com/post/162408885186/the-dead-ladies-club
Milhões de pêssegos, pêssegos para mim: análise de / u / fat_walda de como os alimentos são usados ​​na ASOIAF para iluminar temas e a divisão socialspoilers_all_millions_of_peaches_peaches_for_me/
Memórias de Limão, ou Lemories, ou Como eu Aprendi a parar de ingerir papel laminado e compreender ASOIAF: reflexão de / u / jonestony710 sobre como ele começou a pensar “através do papel alumínio” no que se refere à Casa com a Porta Vermelhaspoilers_extended_lemon_memories_or_lemories_o
São lobos que pretendo caçar: Matt do podcast Davos Fingers rastreia todas as conspirações Frey / Bolton / Lannister para chegar ao Casamento Vermelhohttps://davosfingers.tumblr.com/post/146273054899/it-is-wolves-i-mean-to-hunt-the-motivations-of
Análises Políticas / Legais
Coroas ocas e espinhos mortais - Parte IV: Renly e Stannis: Esta série inteira de Steven Attewell foi excelente, mas este ensaio é o “crème de la crème”. Nele, Attewell analisa as concepções e visões de Renly & Stannis sobre a realeza.https://towerofthehand.com/blog/2013/06/17-hollow-crowns-deadly-thrones/index.html
Mãos do Rei: / u / vikingkingq dá uma olhada nas mãos de várias Mãos do Rei na ASOIAF:
Os primeiros Mãoshttps://towerofthehand.com/blog/2012/04/17-hand-of-king-early-hands/index.html
Mãos em crise (Bloodraven e Baelor Quebra-Lanças)https://towerofthehand.com/blog/2012/04/24-hands-of-king-hand-in-crisis/index.html
Tywin, o Grande?https://towerofthehand.com/blog/2012/05/22-hands-of-king-tywin-great/index.html
Os homens honestos (Jon Arryn e Ned Stark)https://towerofthehand.com/blog/2012/10/23-hands-of-king-two-honest-men/index.html
Tyrion Lannisterhttps://towerofthehand.com/blog/2012/12/12-hands-of-king-tyrion/index.html
Em uma série de ensaios que examinam as leis e costumes de Westeros, / u / LawsOfIceAndFire desconstrói a estrutura legal do reino
Governe o reino (meninas): Uma Análise do Grande Conselho de 101https://lawsoficeandfire.wordpress.com/2019/04/10/rule-the-realm-girls/
O fim de Game of Thrones e o enigma da sombra de Varys: O enigma de Varys no contexto da série e dos livroshttps://lawsoficeandfire.wordpress.com/2019/05/09/power-resides-where-men-believe-it-resides-but-which-men/
O grande não varrida de Tyrion Lannister com a Justiça Criminal de Westerosihttps://lawsoficeandfire.wordpress.com/2019/07/12/tyrion-lannisters-not-great-interactions-with-westerosi-criminal-justice/
Oferta, aceitação, pão e sal: uma análise jurídica do contrato de direito de hóspede: Direito de Hóspede, como funciona, costumes, o que acontece quando foi violadohttps://lawsoficeandfire.wordpress.com/2019/09/16/bread-and-salt-offer-and-acceptance-a-legal-analysis-of-the-guest-right-contract/
Por que não deveríamos nos governar novamente? - Westeros e o contrato socialhttps://lawsoficeandfire.wordpress.com/2020/01/29/why-shouldnt-we-rule-ourselves-again-westeros-and-the-social-contract/
O gênio financeiro de Mindinho, de / u / Militant_Penguin, sobre como Mindinho está negando suas perdas financeiras no Vale em AFFC.spoilers_affc_the_financial_genius_of_littlefinge
Análise Geográfica / Regional / Casas / Diversos
Uma ordem dos sussurros, uma cidade dos segredos: Uma Análise de Braavos, o Banco de Ferro e os Homens Sem Rostohttps://upfromunderwinterfell.wordpress.com/2018/03/16/an-order-of-whispers-a-city-of-secrets/
O lado escuro dos Portões da Lua: / u / Zombie-Bait examina o Vale na História e em TWOWhttps://liesandarbor.wordpress.com/2018/12/04/the-dark-side-of-the-moon-doo
Fosso Cailin, Fosso de Problemas: análise de / u / bookshelfstud de Fosso Cailin como um cenário em ASOIAF e o que está reservado para TWOWspoilers_extended_moat_cailin_moat_problems_a/
A ascensão e queda da casa Velaryon: / u / bookshelfstud's análise de como uma das casas históricas mais poderosas de Westeros perdeu seu poder na época do AGOThttps://offmichaelsbookshelf.wordpress.com/2015/06/23/high-tide-the-rise-and-fall-of-house-velaryon/
Como o Cão foi armado: uma reflexão sobre a arte e a armadura da Idade Média: análise de / u / fat_walda sobre a armadura de Sandor Clegane e como ela se compara à armadura medieval realspoilers_main_how_the_hound_was_helmed_an/
Escamagris em ASOIAFhttps://justadram.tumblr.com/post/57454498995/meta-monday-greyscale
Água, água, em todos os lugares: análise de / u / mightyisobel da água e como GRRM escreve belas cenas de água em toda ASOIAF (mas especialmente em AFFC) e o que isso significaspoilers_affc_water_water_everywhere/
Os mapas de ASOIAF: / u / werthead's um olhar para a geografia de Planetos com extensa análise de como a geografia do mundo foi criadahttps://atlasoficeandfireblog.wordpress.com/page/16/
Filhos Targaryen + não Targaryen sempre favorecem o pai não Targ: Uma teoria que pode ter influenciado GRRM a mudar a cor do cabelo da Princesa Rhaenys.targaryen-non-targaryen-children-always-favor-the-non-targ-parent/
Análise de Personagem
Meu co-apresentador de podcast e amigo / u / poorquentyn fez algumas das melhores análises de personagens POV em ADWD. Vou criar um link para todos eles aqui:
Tyrion em ADWDhttps://poorquentyn.tumblr.com/tagged/tyrion-in-adwd/chrono
Davos em ADWDhttps://poorquentyn.tumblr.com/tagged/davos-in-adwd/chrono
Quentyn em ADWDquentyn-in-adwd/chrono
De Peão a Jogador: Repensando Sansa: Leitura incrivelmente detalhada do enredo de Sansa com toneladas e toneladas de análises - tanto literárias quanto in-story.from-pawn-to-player-rethinking-sansa-xxi/
Tantos votos: juramentos em conflito: / u / somethinglikealawyer excelente análise e ensaio sobre a Torre da Mão e sobre como GRRM usa juramentos como um veículo para conflito pessoal e nacional em ASOIAFso-many-vows-oaths-in-conflict/index.html
Filha da Morte: As Crônicas de Gelo e Fogo, o Herói Trágico Shakespeariano Análise de / u / glass_table_girl sobre os temas de Shakespeare da história de Daenerys Targaryen e por que isso significará sua morte nos livrosdaughter-of-death-a-song-of-ice-and-fires-shakespearean-tragic-hero/
Vocês não são as pedras, mas os homens: Ned Stark e Brutus: O olhar de ShakesOfThrones sobre as comparações entre Gaius Brutus e Ned Starkyou-are-not-stones-but-men-ned-and-brutus/
Stannis Baratheon: MacBeth Revisited: Análise de ShakesOfThrones de Stannis Baratheon, comparando-o à figura shakespeariana de MacBethstannis-baratheon-macbeth-revisited/
Herói com Mil Faces: Os Mentores de Jon Snow, Parte 1: O Lobo Quieto: / u / housemollohan dá início a uma série sobre os mentores de Jon com uma análise do relacionamento de Jon com seu pai Ned Stark.spoilers_extended_the_hero_with_a_thousand/?utm_source=share&utm_medium=ios_app&utm_name=iossmf
Ben Mulato Plumm: mau jogador de Cyvasse, pior poker face: / u / SerDonalPeaseburyspoilers_extended_brown_ben_plumm_bad_cyvasse/
Uma estrela cadente em Westeros por / u / Zombie-Bait: Analisa Ashara na história: quem era ela, o que ela queria, ela está viva?a-falling-star-in-westeros-pti-analyzing-ashara-dayne/
Sansa e a boa rainha Alysanne: / u / Zombie-Bait compara a Eleanor de Aquitânia "Histórica" ​​e "Moderna" em ASOIAF.sansa-and-good-queen-alysanne/
Misericórdia, misericórdia, misericórdia: explorando os enredos de Arya, Sansa e Sandor: / u / Zombie-Bait explora os temas de personagens paralelos e dispositivos de narração de histórias que GRRM usa para Arya, Sansa e Sandor.mercy-mercy-mercy-sansa-sandor-and-arya/
Senhora Catelyn: o vazio da Coração de Pedra: / u / Zombie-Bait dá uma olhada detalhada em quem Catelyn Stark é antes e depois de se tornar Senhora Coração de Pedralady-catelyn-the-stone-hearted-emptiness/
O valor da prata: rainhas e moedas - ou "Como a história de Daenerys se parece com a origem de seu nome": análise de / u / glass_table_girl do nome de Dany e uma moeda romana para a qual GRRM pode ter chamado a atençãospoilers_all_the_value_of_silver_queens_and_coins/
A conexão de Papel Alumínio: Por que não devemos confiar em Marwyn: análise crítica de / u / bookshelfstud sobre Marwyn, o Mago, e como ele pode ser um loucothe-tinfoil-link-dont-trust-marwyn/
Perseguindo o Dragão, Parte 1: Analisando um Alquimista: / u / 4187021 a análise abrangente do que o alquimista está fazendo em Vilavelha.chasing-the-dragon-part-1-analyzing-an-alchemist/
Análise Militar
Estratégias de guerra em Westeros por Ken Mondschein: Uma análise aprofundada das Táticas de Guerra Westerosi e como ela se compara à história militar medieval na Europa Ocidental.strategies-of-war-in-westeros/
Muitos anos atrás, escrevi vários ensaios sobre os vários comandantes da ASOIAF. Você pode encontrá-los abaixo:
Robb Starka-complete-analysis-of-robb-stark-as-a-military-commande
Stannis Baratheona-complete-analysis-of-stannis-baratheon-as-a-military-commande
Jaime Lannisterthe-evolution-of-jaime-lannister-as-a-military-commande
Daenerys Targaryena-complete-analysis-of-the-slavers-bay-campaign/
Tywin Lannister:
Parte 1: a lealdade não é opcional até que sejawins-and-losses-a-command-analysis-of-tywin-lannister-part-1-loyalty-isnt-optional-until-it-is/
Parte 2: O Senhor Orgulhosowins-and-losses-a-command-analysis-of-tywin-lannister-part-2-the-proud-lord/
Parte 3: Os frutos da derrotawins-and-losses-a-command-analysis-of-tywin-lannister-part-3-the-fruits-of-defeat/
Parte 4: Penas e Corvoswins-and-losses-a-command-analysis-of-tywin-lannister-part-4-quills-and-ravens/
Parte 5: Alimentando Corvoswins-and-losses-a-command-analysis-of-tywin-lannister-conclusion-feeding-crows/
A Guerra dos Cinco Reis: Análise militar de Stefan Sasse da Guerra dos Cinco Reisfivekings/index.html
TEORIAS
Teorias Gerais
Teoria Blackfyre - Teoria que Aegon VI Targaryen não é filho de Rhaegar Targaryen, mas é na verdade um pretendente Blackfyre.teoria_blackfyre/
O Rei Afogado e o Corvo Sem Rosto: Uma análise bastante convincente sobre a culpabilidade de Euron Greyjoy na morte de Balon Greyjoy.the-drowned-king-and-the-faceless-crow-complete-analysis/
A Grande Conspiração Nortenha - Teoria de que os nortenhos estão jogando Roose e Stannis um contra o outro para colocar Rickon Stark ou Jon Snow como o novo Rei do Norte.a_grande_conspira%C3%A7%C3%A3o_nortenha_parte_7/
Sandor Clegane é o Coveiro - Teoria de que Sandor Clegane não morreu e é o coveiro que Brienne encontrou na Ilha Quieta em AFFC.GravediggeTheories
Lyanna Stark é o Cavaleiro da Árvore que Ri - Teoria de que o CDAQR é Lyanna Stark que defendeu a honra de Howland Reed contra os Freys e combateu no torneiro contra os Freys.Knight_of_the_Laughing_Tree/Theories
R + L = J - O melhor artigo sobre a teoria de que Rhaegar Targaryen foi para a cama com Lyanna Stark e o fruto de sua união foi Jon Snow.https://www.reddit.com/Valiria/comments/ea8tcv/rlj/
Uma morte fria na neve: a teoria de / u / JoeMagician de que Waymar Royce foi identificado como um Stark por Craster. Os Outros aceitaram essa informação e colocaram Waymar em algum tipo de teste ritualizado de suas habilidades de esgrima e que tipo de espada ele possuía.spoilers_extended_the_killing_of_a_range
O Apocalipse Eldritch: / u / poorquentyneldritch-apocalypse/
Mil olhos e uma névoa cinzenta: teoria de que sempre que uma névoa cinza aparece nos livros, isso significa que Bloodraven e/ou Bran estão observandoa-thousand-eyes-and-one-grey-mist/
Irmã Sombria: A conexão de Meera e Arya está por vir, e como ambas irão empunhar a Irmã Sombria.https://liesandarbor.wordpress.com/2018/12/04/the-dark-sister-on-meera-and-arya/
A Pedra de Georgetta: Decifrando uma Mensagem Final A teoria do almirantekird sobre como as últimas palavras de Robert para Ned podem ser comparadas às últimas palavras de Lyanna para Ned.spoilers_all_the_georgetta_stone_deciphering_a/?utm_source=share&utm_medium=ios_app&utm_name=iossmf
Quem era o patrono de Mandon Moore: uma análise de / u / galanix em que teoriza que Mandon Moore foi apoiado por Mindinho, que disse a ele para matar Tyrion na Água Negraquem_mandou_mandon_moore_matar_tyrion/
Stannis enviou uma carta: / u / a4187021 teoria de que Stannis usa o corvo do Meistre Tybald para enviar informações falsas a Winterfell, dizendo-lhes que ele está mortospoilers_all_stannis_sent_a_lette
Teorias históricas
Ambições Sulistas - Teoria de Stefan Sasse de que os Starks, Arryns e Tullys estavam se unindo através do casamento para se opor e possivelmente depor Aerys II Targaryen. (Esta é a minha teoria ASOIAF favorita de todos os tempos)ambi%C3%A7%C3%B5es_sulistas/
A Conspiração de Harrenhall / u / KingLittlefinger: A teoria de que Rhaegar estava planejando convocar um Grande Conselho contra seu pai Aerys II no Torneio de Harrenhall em 281 AC, mas tudo deu errado
Parte 1: As Três Facçõesspoilers_everything_the_harrenhal_conspiracy_part/
Parte 2: um banquete, uma justa e uma coroathe_harrenhal_conspiracy_part_ii_a_feast_a_joust/
Parte 3: Um Rato na Masmorraspoilers_everything_the_harrenhal_conspiracy_part/
Parte 4: O Dragão e a Bruxaspoilers_everything_the_harrenhal_conspiracy_part/
S + B = M: Mel – A Estrelha Vermelha Sangrando / Melony Seastar (revisado): teoria de que Melisandre é filha de Bloodraven e Shiera Seastarspoilers_all_sbm_mel_the_red_star_bleeding_melony/
Resgate na Encruzilhada: / u / lady_gwynhyvfar a teoria de que Rhaegar Targaryen resgatou Lyanna Stark na Estalagem da Encruzilhada para evitar sua captura e assassinato por Aerys II Targaryenrescue-at-the-crossroads/
Sexto Campeão de Rhaegar: / u / jen_snow especula sobre quem foi a sexta pessoa envolvida no "sequestro" de Lyanna Stark por Rhaegar Targaryenspoilers_everything_rhaegars_six_companions/
Teorias TWOW
A Lamparina da Noite: uma teoria alternativa sobre como Stannis vai destruir os Freys em TWOW - / u / cantuse postula que Stannis usará um farol falso para atrair os Frey para a morte na Vila dos Arrendatários.lamparina_da_noite/
A Tragédia dos Três Cavaleiros: a teoria de / u / M_J_Crakehall de que Jaime exigirá um julgamento por combate e, quando o fizer, Senhora Coração de Pedra nomeará Brienne de Tarth, mas Hyle Hunt assume seu lugar como campeã por despeito pelo relacionamento de Jaime e Brienne.spoilers_extended_a_tragedy_of_three_knights/
A Dragon Dawn: Em 2014, escrevi uma série de várias partes prevendo como a Batalha de Fogo seria em TWOW. Algumas das informações estão um pouco desatualizadas (Afinal, Euron não está seguindo Victarion para Meereen), mas vou criar um link para a série abaixo
Parte 1: A tempestade se aproximaa-dragon-dawn-a-complete-analysis-of-the-upcoming-battle-of-fire-part-1-the-gathering-storm/
Parte 2: Cidade na Bordaa-dragon-dawn-a-complete-analysis-of-the-upcoming-battle-of-fire-part-2-city-on-the-brink/
Parte 3: Os Portões do Destinoa-dragon-dawn-a-complete-analysis-of-the-upcoming-battle-of-fire-part-3-the-gates-of-fate/
Parte 4: A Canção do Doce Açoa-dragon-dawn-a-complete-analysis-of-the-upcoming-battle-of-fire-part-4-a-sweet-steel-song/
Parte 5: A Pirâmide Ardentea-dragon-dawn-a-complete-analysis-of-the-upcoming-battle-of-fire-part-5-the-burning-pyramid/
Parte 6: Fogo e Sanguea-dragon-dawn-a-complete-analysis-of-the-upcoming-battle-of-fire-conclusion-fire-and-blood/
O mercenário mais ousado de todos: / u / lady_gwynhyfvar a análise detalhada de Bem Mulato Plumm e a teoria de que Ben Mulato tentará roubar um dragão e se juntar ao Jovem Griffbrown-ben-plumm-the-boldest-sellsword-of-them-all/
Conectando os pontos na Senhora Dustin: teorias de / u / ser_dunk_the_lunk sobre o que a Senhora Dustin está tramando em Winterfell e como ela está trabalhando com Mance Rayderspoilers_all_connecting_the_dots_on_lady_dustin/
Ondulações na paisagem dos sonhos: GRRM mostra sua mão: teoria de / u / bookshelfstud de que Euron está planejando cometer um sacrifício de sangue na batalha contra a Frota Redwyne para levantar krakens spoilers_twow_ripples_in_the_dreamscape_grrm/
O Rei Ferido em Winterfell: / u / Teoria de Bookshelfstud de que Stannis Baratheon será ferido em uma de suas próximas batalhas e se tornará o rei pescador em Winterfellspoilers_extended_the_wounded_king_of_winterfell/
O Retorno do Lobo Branco: A análise intensiva de / u / bookshelfstud de como o personagem de Jon Snow retornará como em TWOW pós-morte.return-of-the-white-wolf-jon-is-coming-back/
Vou Encontrar Outro e o Casamento Vermelho 2.0: / u / indianthane95 nos mostra como Coração de Pedra está planejando um segundo Casamento Vermelho contra os Freys e Lannistersspoilers_all_ill_find_another_and_the_rw_20/
Teoria do Prólogo de TWOW: O Homem Silencioso: teoria de / u / feldman10 de que Ser Ilyn Payne será o ponto de vista do Prólogo para TWOWspoilers_extended_twow_prologue_theory_the_silent/
Teorias mágicas
Sob a estrela sangrenta: A fantástica análise de Stefan Sasse sobre o papel da profecia e da magia na ASOIAF.20-under-bleeding-sta
O inferno é real: / u / JoeMagician's teoria de que os valirianos usam a magia do fogo para criar criaturas do fogo como escravos eternos sem memória, o que fez com que os homens sem rosto se levantassem para acabar com elesspoilers_extended_hell_is_for_real_the_fourteen/
Origens do dragão: / u / CrowfoodsDaughter, a teoria de que os dragões se originaram no Grande Império do Amanhecer.153592-dragon-origins-part-i/&tab=comments#comment-8323214
No lado mais leve
Como seria se todas as teorias da ASOIAF se tornassem verdadeiras?spoilers_published_what_would_asoiaf_be_like_if/cjd15oh/
Desenhe sua cena favorita no ASOIAF com o MS Paintspoilers_main_draw_your_favorite_scene_in_ms_paint/
O membro de Tormund e a questão da percepção de escala em Westeros .: / u / fat_walda avaliação de quão grande o pau de Tormund Giantsbane realmente éspoilers_all_tormunds_member_and_the_issue_of/
Conclusão
Espero que vocês considerem tal tópico útil.
submitted by HoBaLoy to Valiria [link] [comments]


2020.01.31 20:20 DoomMortal Propaganda em Portugal (Um país de Migração ?)

Boa tarde a todos.
Eu queria começar aqui um grande debate entre os portugueses sobre a minha opinião para saber se os portugueses aqui pensam a mesma coisa e
se os portugueses têm a mesma consciência de certas problemas que eu vejo em relação a política, informação e migração.
Por favor leiam o artigo ate ao fim. E vejam tambem os links externos. Eu prometo que vale a pena para mim e para voces.
Primeiro eu quero pedir já desculpa se a minha ortografia ou gramatika não esta, cem por cento.
Para entender o meu texto ou a minha motivação melhor, aqui umas informações sobre mim.
Eu sou de nacionalidade portuguesa e vivo dês de eu nascer em 1989 na Alemanha.
Sou filho de pais portugueses. O meu pai emigrou para a Alemanha em 1969. A minha mãe casou em 1989 e emigrou também para a Alemanha.
Por isso eu digo já de início que eu sei muito bem o que significa no exemplo do meu pai deixar tudo para trás para encontrar trabalho e uma vida melhor noutro pais.
Num paisque não sabe falar a língua. Que tinha de trabalhar no duro e sujo ate a reforma porque não tinha outra qualificação.
Ariscando a sua saúde e trabalhar horas extraspara ter uma vida melhor e dar uma vida melhor aos seus filhos. Mas eu também entendo e tenho de respeitar que há cidadãos nos seus países que não querem essa forma de migração. Isto não e racista nem xenofobia isto e democracia.
O que eu noto aqui na Alemanha e que o debate aqui esta intoxicado ou emocionado. Se chagar a houver um debate.
Os esquerdos argumentam de forma moral e os da direita argumentam de forma racional sem moralidade nenhuma.
Há uma grande separação dês da crise dos refugiados nesta sociedade alma que divide famílias, amigos e mesmo os partidos políticos em si.

Também vejo televisão portuguesa. E vejo também o que esta passando aqui, passa também no programa televisivo português.
Jornalistas e apresentadores argumentam de forma moral. Não há critica, nem na televisão nem nos jornais virtuais.
E sempre uma argumentação moral, de cima para baixo. Parece me que existe um esquecimento histórico e não há racionalidade nenhuma.
Há coisas que não tenham de ver com outras coisas.

Há pessoas perdendo o trabalho por denúncias por serem racistas ou xenofobias, ou são ameaçados por simplesmente serem de outra opinião.
Eu acho que isto esta, errado.
Esta separação esquerda contra direita e entendida. Nós precisamos unir a moralidade e a racionalidade. E por isso eu escrevo este texto.

Eu acho que em Portugal e em especial nos media portugueses(e igual se for privado ou publico), e nem só em Portugal
estão publicando informações descontextualizadas, fragmentadas.
Por isso e que há o debate dos fake news.
Porque há pessoas que descobriram que há alguma coisa ou coisas que não batem certas.

Aqui na Alemanha há uma grande perca de confiança nos jornais e na televisão pública.
Eu queria já que eu não connheco bem os media portugueses todos, se há media alternativos aonde vocês se informam ?

Aqui vai uma cronologia e analise histórica do meu ponto de vista dês de 2012/2013 ate hoje.
A minha tese e "A crise dos refugiados. Uma história cheia de mentiras no exemplo da Síria"
Digam se sabem ou não sabiam de estes eventos.

---------------

Tudo começou a partir de 11 de setembro de 2001 A agenda para derrotar 7 países em 5 anos. Como o general dos Estados Unidos Wesley Clark disse numa entrevista. Aqui o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=c4Y2TPSra4Y

Mas eu vou passar a guerra do Afeganistão, Iraque e Líbia e vamos diretamente para guerra da Síria.

Guerra na Síria:
Todos pensaram que havia uma grande revolução por parte da população da Síria. A Primavera Árabe. Quem não se lembra.

Esta guerra civil começou em 2011 e persiste. Como a RTP e outras estações televisivas documentaram essa guerra? Depois da guerra em Líbia e o começo da guerra na Síria parece me que eu tinha já um dejavu. E um ditador o Bashar-Al-Assad. O próximo ditador como foi o Putin e o Gadaffi. Matam o povo. Mesmo a RTP, uma estação que e paga para por os contribuintes faz propaganda. O mesmo narrativo de todos.

Como isso pode ser? Não há investigação nenhuma? Quem tem interesses? De aonde são as armas e o dinheiro para continuar uma guerra por esses anos todos ? Nada. Eu ainda achei que só contar o que se passa não e propaganda. Mas com a crise de Venezuela, eu hoje tenho outra opinião. Depois em 2017 uma grande bomba!!!!!
Nem eu cheguei ouvir a bomba. Só em 2019 eu dei notícia. Quase ninguem ouviu nem escreveu sobre essa bomba internacional. Onde estão os jornalistas. Tanta gente formada de jornalistas a espera de sensações para fazerem um euro. Trabalham dia e de noite. Recebem prémios por serem melhor jornalistas. NINGUÉM. Nem em jornais nem na televisão pública ou privado. Silencio.
Os Estados Unidos revelam um programa administrado pela CIA para fornecimento de dinheiro, armas e treino de forcas "rebeldes" (Al -Quada e o Estado Islamico) para combate de Bashar al-Assad. O programa chama-se Timber Sycamore.
https://en.wikipedia.org/wiki/Timber_Sycamore

O que muitos no estrangeiro e mesmo dentro da Alemanha não sabem que há uma base militar alma "Ramstein" de onde os Estados Unidos pilotam drones para matarem "Terroristas". Mas neste caso utilizaram a base para mandar armas e ajuda para terroristas na Síria. Aqui um artigo de num jornal alemão sobre esse tema.
https://translate.google.de/translate?hl=de&sl=de&tl=pt&u=https%3A%2F%2Fwww.faz.net%2Faktuell%2Fpolitik%2Ffluechtlingskrise%2Fwie-der-fluechtlingsandrang-aus-syrien-ausgeloest-wurde-13900101.html
https://translate.google.de/translate?hl=de&sl=de&tl=pt&u=https%3A%2F%2Fwww.faz.net%2Faktuell%2Fpolitik%2Ffluechtlingskrise%2Fwie-der-fluechtlingsandrang-aus-syrien-ausgeloest-wurde-13900101-p2.html

Alguém no Telejornal chegou a explicar ao povo que EUA estava fazendo.
Como e possível que uma pessoa como Jose Rodrigues dos Santos que e praticamente a cara do noticiário e quase todas as noites pisca o olho ao publico, que esses jornalistas não são capaz de ver o que esta a passar?

Guerra na Síria e observatório sírio de direitos humanos:
Durante a guerra da Síria houve uma fonte de onde todos os jornalistas recebiam informações como fotos e vídeos. Foi o "Observatório sírio de direitos humanos". Esse observatório e dirigido por uma pessoa que vive dês de 2010 no exílio em Londres e tem simpatias com a "Irmandade muçulmana". Porque que os jornais e a estacões televisivas tinham de recorrer a esse material que não se sabe de onde veio.
Qual e a credibilidade de essa pessoa ?
Aonde estão os correspondentes da RTP. Já não há investigação e nem dinheiro e vontade ?

Depois vieram do nada os capacetes amarelos. Paramédicos equipados com comerás ? Nas noticias da RTP com o título "Imagem de menino sírio associada aos capacetes brancos" a RTP transmite 1 por 1 as noticias falsas.
https://www.rtp.pt/noticias/mundo/imagem-de-menino-sirio-associada-aos-capacetes-brancos_v941771
E a "RT Deutsch" que e um programa Russo que e dirigido a população almã, que dizem que e o nosso inimigo e que faz a investigação ? https://www.youtube.com/watch?v=cowLqWdycCE

Afinal eu ainda encontrei um artigo que critica isto em português: https://www.abrilabril.pt/internacional/falsa-fachada-dos-capacetes-brancos

Agora vem o evento central que mudou tudo. Foi o começo da crise dos refugiados. Crise ? Não. Isso foi intencional. https://translate.google.de/translate?hl=de&tab=wT1&sl=de&tl=pt&u=https%3A%2F%2Fwww.faz.net%2Faktuell%2Fpolitik%2Ffluechtlingskrise%2Fwie-der-fluechtlingsandrang-aus-syrien-ausgeloest-wurde-13900101.html

Por causa dos cortes de dinheiros para os refugiados a UNHCR já não tinha dinheiro para alimentar tanta gente. Assim esta crise começou. Muita gente puseram-se em movimento para a Europa. Eu ainda me lembro quando tantos os refugiados chegaram a ilha de Lampedusa e ninguém se importava dos chefes dos estados da união europeia.

Eu quero dizer que isto tudo o que aconteceu são coisas que os nossos governos fizeram. E os nossos jornalistas e apresentadores tapam os culpados e apelam a humanidade para ajudar. Quem fez as guerras ? Quem não ajudou quando foi preciso? Quem se aproveitou dos refugiados/migrantes no passado e agora ?

Em Setembro 2015 chegaram os refugiados ou migrantes que vieram da Hungria a Áustria e Alemanha. Ainda hoje há um debate se a chancelar Angela Merkel deixou a fronteira aberta ou não. Porque a argumentação e que dentro de Schengen não há fronteiras. Porque isso e uma violação da lei porque os migrantes são obrigados a pedir asilo no primeiro pais que seja seguro.
As críticas dizem que Merkel violou a lei e que ela mandou o sinal a outros refugiados/migrantes que as portas estão abertas. E os outros dizem que e um ato humanitario.

Pacto Global para Migração:
Depois veio uma evento central que me assustou e preocupou no mesmo tempo. A assinatura do Pacto Global para Migração. Eu pensei: Isto não será um truque para legalizar a migração ilegal desde 2015? Já antes disto houve 21 petições que foram todas rejeitadas pela comissão de petição do Deutscher Bundestag.
https://translate.google.de/translate?hl=de&sl=de&tl=pt&u=https%3A%2F%2Fwww.welt.de%2Fpolitik%2Fdeutschland%2Farticle184254452%2FUN-Migrationspakt-Bundestag-veroeffentlicht-doch-Petition-gegen-Abkommen.html

Mas perto da assinatura do pacto foi autorizado uma petição que atingiu em recorde as votações necessárias para ser debatida em frente da comissão de petição. Mas essa conferencia podia só já ser depois da assinatura do pacto.

De um lado dizem que o pacto não muda nada em relação a migração, que e só afirma que os estados cumprem os direitos humanos e com o objectivo de reduzir a emigração.
Os estados continuam a ter a sua soberania.
Por ou outro lado este pacto e considerado um "compromisso politicamente vinculativo" ("Nos comprometemos") que promove: (Exerto do pacto de Migração)

O pacto chega a ser numas declarações contraditorias. Nos últimos dois pontos o pacto diz que migração e uma coisa boa.
Aqui há uma fonte de criticas que e neste caso não pode haver vozes que criticam a migração nem hipoteticamente haja algum impacto negativo.
Mas aqui já vou dizer: Os nossos media já antes do pacto não forram diferentes.


Excerto media portugueses (Aqui umas vozes portuguesas que promovem a migração):
---------------------------------------------------------------------------------
Aqui ainda gravei uma politica que diz que migração e uma coisa boa:
https://youtu.be/sG_U8zyT3zs

Aqui esta uma parte que diz que Portugal e um pais de migração:
https://youtu.be/uq80Bl-MpAY

E aqui vai mais uma parte, que diz não há diferença entre refugiados e migrantes:
https://youtu.be/169G1mZD1hU

Mesmo o nosso presidente Marcelo Rebelo de Sousa diz que Portugal “é um país de migração”.
https://news.un.org/pt/story/2018/09/1639682


Situação hoje na Alemanha:
Há mais violência nas estradas. Há mais criminalidade nas estradas.
Há criminalidade com facas e violação de mulhares em grupos de migrantes.
O negocio de droga no parque em Berlim foi legalizada porque não conseguem combater.
Coisas que nunca vi na minha vida.
Quem e esta gente? De aonde são? Alguns fazem por deposito tirarem com os papeis para não serem expulsos do pais.
O que vocês viram nas noticias em 2017 que houve mulheres serem agredidas por "refugiados" em Colonia ("silvesternacht 2017 köln"), só foi uma parte.
Eu já vi reportagens no programa regular televisão a noite para ninguém da população alma ver, aonde mostraram pessoas que fizeram parte do Estado Islâmico pediram asilo na Alemanha ou conseguiram se esconder na Alemanha.
Há pessoas que imigraram para a Síria para combater no Estado Islâmico e agora regressam.
Não quero saber se Portugal já tem também o mesmo problema.
Isto não há controlo nenhum. Em vez de fazerem constróis a essa gente e ao contrario:
E o combate a "Fake News" o combate a extrema direita o que eu vejo na televisão.
Em Portugal tambem ja comecou esse combate:
https://youtu.be/niDghq0yg-4
https://mediaveritas.pt/?area=noticias&n=13
A AFD e o resultado de essa politica errada. O partido e estigmatizada medial e politicamente.
O que eu não compreendo porque em Portugal não há ainda um partido como esse.

Minha conclusão:
Eu estou a ver um plano por trás de isto.
Primeiro eram refugiados da Síria.
Depois foram refugiados por razoes económicas/climáticas
E agora e a migração porque as populações de Portugal/Europa estão descendo(Portugal envelhecendo) e nos precisámos mais pessoas para trabalhar
Outras razões saram: Promover diversidade (Multiculturalismo), Nos precisamos profissionais (gente formada)
Já o ultimo ponto alguém pensou o que se passa nos países de origem se gente formada sair colectivamente de esses países ?
Qual e o impacto para essa sociedade ? Estão destruindo esses países economicamente.

O que eu digo e que isto e uma grande propaganda medial e politica. Alguém já ouviu uma critica contra essa crisa migratória na TV ou Jornal?
O que eu sinto, e que há portugueses abandonar o pais porque não conseguem sustentar as suas famílias e são obrigados a abandonar o pais.
E depois por trás são capaz de acolher pessoas de outros países e pagarem formação, residência etc.
E um cuspo na cara de cada pessoa que abandonou o pais e esta com saudades um dia regressar a Portugal.
E uma exploração das pessoas laborar para pagar em fim menos de salário e exploração por parte da nossa elite humanitária para eles sentirem-se com a consciência tranquila.
E depois vem uma deputada no link acima a relatar que migração e uma coisa boa? Pensa que as pessoas gostam de abandonar o pais aonde sabem falar a língua aonde estão os seus amigos, familiares etc.?
Eu afirmo outra vez que eu não tenho nada contra emigrantes. Os emigrantes também são vitimas de isto tudo.
São os políticos corruptos, jornalistas e apresentadores que pensam que são melhores e humanitários depois da merda de trabalho que fizeram estes anos todos.
Por isso e que è o combate a "Fake news", por isso e que há um combate a extrema direita.
Eu não sou pessoa que comunique muito em comunidades. Eu gosto em ler e saber de todas as opiniões e igual se for direita ou esquerda.
Qual e a voca opinião. Como e a situação em Portugal? Aonde voces se informaam.
Estou muito curioso.
submitted by DoomMortal to portugal [link] [comments]


2020.01.11 19:42 ORoxo Como investir Keep it simple, Stupid!

Olá,
Se chegaste até aqui é porque estás preocupado com as tuas finanças, por isso, parabéns!
De facto, é uma preocupação fundamentada, uma vez que, de acordo com Relatório sobre a Sustentabilidade Financeira da Segurança Social publicado em Outubro de 2018 como anexo do Orçamento de Estado de 2019, a Segurança Social como a conhecemos hoje esgotar-se-á no final da segunda metade da década de 2040.
O FEFSS (Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social), a ser utilizado perante saldos negativos do sistema previdencial a partir do final da segunda metade da década de 2020, teria com a atual projeção, um esgotamento no final da segunda metade da década de 2040, representando uma melhoria face à projeção do relatório de sustentabilidade anexo ao Relatório do OE de 2017, em cinco anos.
Assim, se, tal como eu, estás a iniciar a tua vida adulta, provavelmente serás responsável pelo teu próprio sustento durante a idade da reforma. Como tal, temos de arranjar uma forma de garantir que o nosso dinheiro rende, para garantir esse conforto futuro.
A melhor forma que conheço para o fazer é através de investimentos, algo que começa agora a ser falado no nosso país, mas sobre o qual a generalidade das pessoas ainda sabe muito pouco.
Ao contrário de subs de outros países relacionadas com finanças pessoais onde existem vários tópicos Guide, em Portugal, tal não acontece.
Para colmatar essa lacuna, decidi escrever este post que espero ajudar aqueles que buscam conselhos financeiros e que se deparam com esta comunidade pela primeira vez.
Infelizmente (ou felizmente) não venho de famílias abastadas. Como tal, há cerca de 2/3 anos quando comecei a ganhar alguma autonomia financeira coincidente com a minha entrada no mercado de trabalho, comecei a pensar como viria a fazer face às minhas despesas - casa, carro, alimentação, etc.
Desta reflexão resultaram muitas horas de leitura e lições que agora partilho aqui convosco:
Lição 1: ninguém cuidará melhor do vosso dinheiro do que vocês.
Começo por partilhar convosco que uma das coisas que mais me irrita na indústria financeira - e no qual tenho a minha quota-parte de culpa, dado que é a minha área de formação - é da necessidade de complicar. Alguém que esteja de fora, ficará intimidado pela complexidade de palavras que usamos como asset alocation, derivatives, bonds, stocks, optimal portfolio allocation, options, warrants e futuros. Como se isso não bastasse, não educamos os jovens em finanças - em muitos casos temos dificuldade em poupar e noutros tantos em perceber como investir.
Claro que toda esta iliteracia financeira é um paraíso para portfolio managers e outros agentes dispostos a investir o vosso dinheiro por vocês. Porquê, perguntam vocês?
Existem três formas através das quais um porfolio manager consegue fazer dinheiro para a empresa:
  1. Comissões sobre produtos;
  2. Assets Under Management;
  3. Aconselhamento 1-on-1.
Em primeiro lugar, parte do salário de um portfolio manager, é variável. Por outras palavras, está dependente do lucro que trouxer para a empresa. Como tal, não é de admirar que vos sugerirão aqueles produtos que lhes dêem maior retorno, independentemente do retorno que vos trouxerem para vocês. Como tal, aqueles produtos que vos tentarão enfiar pela garganta abaixo são precisamente aqueles que vão de acordo com os objectivos deles (maximizar lucro) e não necessariamente os vossos (maximizar o retorno).
Para além disso, existe também o modelo AUM (Assets Under Management) que na práctica é 1-2% que vos cobrados pelo valor de activos na vossa carteiro. A título de exemplo, suponham que eu tenho 100.000€ investidos na institução A cuja taxa AUM é de 2%. Todos os anos terei de pagar 2.000€ à instituição financeira que faz a gestão dos meus activos, independentemente de ter, ou não lucro. Imaginem que num dado ano tive 6% de retorno, a inflação foi de 3% e a AUM é de 2%. Resta-me 1% de um retorno que deveria ter sido 3%. De repente, um ano que até teria sido bastante positivo transformou-se num mísero 1%. (Parece-vos justo? Nem a mim...)
Por último, alguns advisors estão ainda disponíveis para vos aconselha por uma módica quantia de X, sendo X um valor absolutamente ridículo para o qual não existe qualquer justificação lógica. Como se tal não bastasse, muitas vezes esse aconselhamento não se traduz em qualquer valor acrescentado para nós. Com sorte, vai de encontro ao ponto 1 e comem-nos por parvos duas vezes: no aconselhamento que roçou o medíocre e na venda de um produto com comissões altíssimas e retornos pelas ruas da amargura.
Dito isto, aqui fica a primeira lição: ninguém cuidará melhor do vosso dinheiro do que vocês!
No entanto, identificar um problema sem o tentar resolver soa-me um pouco hipócrita. Por isso, deixem-me introduzir-vos à segunda lição: é mais fácil do que parece.
Dado que, como já partilhei convosco acima, a minha formação base é finanças, comecei a pensar "como é que se investe?". Esta questão levou-me a ler vários livros sobre investimento e apercebi-me que, ao contrário do que todos os profissionais da área faziam parecer crer, investir, era bastante simples.
Tão simples, de facto, que alguém com zero experiência como investidor conseguirá obter um retorno melhor do que 80% dos ditos portfolio managers utilizando apenas as ferramentas que partilharei convosco neste thread.
O quê?! 80%?! Mas investir não é difícil?!
Não.
O quê?! Melhores retornos que portfolio managers que vivem, respiram e comem informação financeira?
Sim.
Afinal eu não preciso de pagar fees ao meu banco para investir por mim?!
Não.
Contudo, antes de partilhar convosco quais são essas ferramentas há três questões que são imperativas que saibam responder:
  1. Em que fase da vossa vida é que estão? Acumulação ou Preservação de riqueza?;
  2. Que níveis de risco é que estão disponíveis a aceitar?;
  3. O vosso horizonte temporal a nível de investimentos é longo ou curto prazo?.
Certamente repararam que as três questões estão intrinsecamente ligadas e que existe um tema comum a todas elas, risco. Pelo que gostava de começar por abordá-lo em primeiro lugar.
Ao contrário do que vos possam dizer ou vocês próprios possam pensar, não existe nenhum investimento 100% seguro.
Experimentem colocar o vosso dinheiro debaixo do colchão durante 20 anos e depois contem-me como os 20k€ que com tanto esforço, suor e lágrimas amealharam valem agora apenas 5k€ em bens e/ou serviços. Ou talvez vocês seja pessoas conservadoras e decidam comprar títulos do tesouro, mas nesse caso apresentar-vos-ei a minha inflação ou então são completamente o oposto e decidem que acções is the way to go, caso em que opto por vos dar a conhecer a minha outra amiga, deflação.
Estes exemplos não servem para vos desincentivar de investir. Queria apenas de uma forma, mais ou menos, lúdica demonstrar-vos que, qualquer que seja a nossa opção, nunca estamos 100% seguros. Consequentemente, a única opção que nos resta é fazer as escolhas que julgamos serem as mais correctas com a informação que temos disponível de momento - e atenção que não fazer escolha é, em si, uma escolha.
Dito isto, existem apenas outras três ferramentas que necessitam para construir o vosso portfolio:
(já repararam que eu gosto de manter as coisas simples?)
  1. Acções
E se invés de apostarmos numa única equipa e rezássemos para que essa equipa vencesse, pudéssemos apostar que uma qualquer equipa entre todas as que estão na competição poderia ganhar? As nossas odds seriam bem melhores, verdade?
É isso que constitui um index fund - um cabaz de acções de várias empresas. Regra geral, cada index fund tem um benchmark que segue o que acaba por definir as ações nas quais esse index fund invest. Tudo o que precisam de saber são três siglas muito simples, IWDA:NA, VUSA e VWRL.
Quais as diferenças?
Dentro dos fundos cotados (aka ETFs), existem duas sub-classes no que toca à distribuição dos dividendos consoante o fundo reeinvista autmaticamente os dividendos ou caso os distribua aos investidores, chamados accumulation ou distribution, respectivamente*.*
Isto é relevante principalmente para efeitos fiscais. No que toca a investimentos desta natureza, existem dois momentos nos quais estás sujeito a imposto.
Na altura de receberes os dividendos e no momento da venda propriamente dito.
Aquando da distribuição dos dividendos, o teu broker transferirá para a conta bancária associada o valor dos dividendos retirados os 28% de imposto. No momento da venda, analisar-se-á qual a mais ou menos valia que há a realizar. Isto é, se vendeste o investimento a um preço superior ao que compraste, o valor de imposto a pagar será de 28% sobre essa diferença. Se o valor de venda for inferior ao valor de compra, não terás qualquer imposto a pagar.
Logo, salvo raras excepções, é aconselhável que se invista num ETF que seja cumulativo (IWDA:NA). Desta forma, tiraremos proveito da capitalização composta dos juros ao mesmo tempo que adiamos o pagamento de impostos desnecessários.
  1. Obrigações
As obrigações proporcionam uma viagem ao longo do percurso de investidor um pouco mais suave. Pessoalmente, dada a minha idade, não creio que tenha muito interesse para mim. No entanto, para investidores mais conservadores, BND e AGGG-fund?switchLocale=y&siteEntryPassthrough=true) são as única sigla que precisam de conhecer neste sub-universo.
  1. Dinheiro
Um fundo de emergência é algo que devemos sempre ter. Ninguém sabe o que acontecerá no dia de amanhã e enquanto investidores de longo-prazo não queremos ter de liquidar os nossos activos devido a uma emergência. Por isso, três a seis meses de despesas fixas é um bom objectivo para se ter em dinheiro numa conta a ordem ou conta poupança que possa ser movimentada sem incorrer em custos.
Lição 2: Todos os portfolio managers acreditam que conseguem bater o mercado. Por sua vez, nós, investidores, acreditamos que conseguimos escolher aqueles que o fazem. Estamos todos enganados.
Imaginem uma sala cheia de crânios financeiros, vestidos nos seus fatos com tecidos italianos. Estes profissionais contam com anos de experiência nos mercados de capitais, para não falar das décadas passadas a estudar em grandes Business Schools.
Para além disso, têm à sua disposição inúmeras ferramentas da Bloomberg, Reuters e outros grandes players que lhes permitem ter acesso a toda a informação, constantemente actualizada, a qualquer instante.
Apesar de trabalharem noite e dia, estes guerreiros também descansam para um ocasional café, cigarro e almoço de negócios. Nesses raros e curtos momentos, encontram-se com outros analistas, experts, insiders das empresas nas quais investem e outra panóplia de gente importante.
Ao conviverem tão próximos com a realidade na qual investem, de certeza que eles sabem o que andam a fazer, certo?
Ahhhhh...think again.
Está comprovado impericamente (clicar irá fazer o download de um pdf) que os vários fundos de investimento não são capazes de dar rendibilidade superior ao seus investidores, quando comparado com o mercado.
Num horizonte temporal de 5 anos, 84,15% dos fundos de investimento tiveram uma performance pior do que o S&P500.
Logo, para terem um retorno superior ao mercado, vocês teriam de escolher o melhor fundo de investimentos possível, de um conjunto de 10! Como se isso não bastasse - e supondo que escolhiam o fundo vencedor -, ser-vos-ia cobra entre 1 a 2% em comissões. Não é muito? Para ilustrar a diferença que isto pode fazer, sigam o meu raciocínio:
Suponham que investiram 10.000€ há 30 anos num dado activo. A rentabilidade média desse mesmo activo foi de 7%, já tida a inflação em conta. Se tivessem investido vocês mesmos esse valor num index fund, teriam aproximadamente 66.000€. Por sua vez, se tivessem escolhido o fundo vencedor teriam apenas 43.000€. Uma diferença de 23.000€ tendo por base apenas 2%. Funny, right?
(aqui estou a supor que o fundo vencedor vos proporcionava apenas a mesma rentabilidade dada pelo mercado, mas dado que assumi, de 10 fundos de investimento, vocês escolhiam o único cuja rentabilidade não era pior que a do mercado, parece-me justo para balançar o cenário)
Este exemplo introduz-nos à próxima lição.
Lição 3: Controlem o que conseguem controlar
Esta conversa é toda muito bonita, mas o que raio é essa coisa da Vanguard e porque é que todos os EFTs que sugeres são geridos por eles? Afinal, também és um vendedor?!
Bom ponto, tens estado atento!
Um mercado de capitais é um sítio feio, se não soubermos gerir as emoções provavelmente perderemos muito dinheiro - mais sobre isto numa edição futura do post. A verdade é que os nossos investimentos irão desvalorizar e valorizar várias vezes ao longo do tempo. Como tal, uns anos serão positivos e outros nem tanto. Isto para dizer algo que ninguém gosta de ouvir: não podemos controlar o retorno que o mercado nos dá. Felizmente, há algo que nos cabe a nós controlar: o custo do nosso investimento.
Uma vez que o lucro do nosso investimento será nada mais do que retorno - custo, minimizando o custo estamos a optimizar esta equação.
É aqui que entra a Vanguard, fundada por um grande senhor, John Bogle, em 1975.
O que a torna tão especial é que, no momento da sua fundação, John Bogle estruturou-a de forma a que fosse customer-owned e cujo objetivo fosse o breakeven (i.e., não é suposto ter lucro, mas sim apenas ser capaz de fazer face às suas despesas).
Para compreenderem a diferença, uma empresa de investimento pode ter duas formas:
  1. É uma empresa privada. Funciona da mesma forma que um negócio familiar e o objectivo é gerar valor para os donos - a Fidelity Investments é um exemplo;
  2. É uma empresa cotada em bolsa, detida por accionistas.
Em qualquer um destes casos, o objectivo da empresa é gerar lucro. Apenas deste modo serão capazes de pagar as suas despesas e remunerar os seus donos, sejam eles privados ou accionistas. Não é difícil perceber que quanto maior for o lucro, maior será a fatia dada a cada um destes agentes. Logo, há todo um incentivo para a maximizar tanto quanto possível. E imaginem de quem virá essa fatia...nós, investidores, claro!
Por outras palavras, quando investimos com uma destas empresas, estamos a pagar pelo investimento financeiro propriamente dito e mais alguns pózinhos para os seus donos/accionistas.
Logo, é claro que há aqui um conflito de interesses - o mesmo se passa com portfolio managers, mas isso fica para uma outra versão do post. O dono de uma empresa de investimento quer que os fees sejam tão altos quanto possível. Eu, enquanto investidor, quero pagar o mínimo.
Ainda que este modelo de negócio seja perfeitamente digno. Nós, investidores, temos uma solução melhor! Acontece que John Bogle quando fundou a Vanguard, fê-lo de modo a que a mesma fosse detida pelos fundos que esta opera. Ora, uma vez que são os investidores que detêm os fundos, na práctica, os investidores detêm a própria Vanguard.
Logo, qualquer lucro que a empresa tivesse entraria directamente para a nossa carteira. No entanto, dado que este circulo Investidor - Vnaguard Mutual Funds - Vanguard - Investidor seria um pouco non-sense, a Vanguard opera no breakeven, cobrando os custos mínimos para garantir a sua operação.
No que é isto se traduz, na práctica? No facto de que o expense ratio (ou seja, a taxa de encargos correntes) média dos fundos da Vanguard seja 0.2% contra 1,20% da indústria. Pode não parecer muito, mas considerando este valor sobre vários anos e sobre um capital considerável, dá uns bons mlhares de euros poupados no final de uma vida de investidor.
Lição 4: Fazer para crer
Dito isto, como é que se compra essas coisas estranhas, ETFs? Para o fazer, precisam de uma correctora ou broker. Cada correctora practica o seu próprio preço. Por isso, é importante compararem-nos antes de abrirem conta numa delas. Deixo-vos aqui e aqui e aqui imagens de tabelas comparativas das várias correctoras a operar em Portugal (obrigado, Bárbara Barroso). Para além dos custos de aquisição de títulos, algumas delas cobram ainda custos de manuntenção e/ou outros.
Muitas destas correctoras permitem criar contas demo. Caso estejam indecisos. criem uma e experimentem a plataforma de negociação.
Feito este passo, é uma questão de acederem à dita plataforma, procurar os títulos indicados acima e adquiri-los.
Frequently Asked Questions
Os mercados estão em máximos históricos. Por isso, uma recessão está para breve. Será que devo esperar que a dita recessão chegue e que os mercados acalmem?
Ninguém sabe ao certo quando - e sequer se - estaremos perante uma recessão. A pesquisa feita em torno dos retornos históricos demonstra que se tiveres X€ para investir, a melhor solução é colocá-los de uma só vez no mercado.
Mas ainda ontem ouvi o Miguel Sousa Tavares a dizer que estaria para breve!
Não.
Ah, mas a minha tia, que é economista, disse no jantar de Natal que a guerra comercial da China e dos EUA...
Não.
Ah, mas o meu piriquito...
Não.
Ninguém consegue fazer timing ao mercado e quem vos disser o contrário está a tentar enganar-vos. No caso de serem vocês próprios, sentem-se à espera que a vontade passe, 99.9% das vezes estarão enganados.
Devo investir com a Degiro?
Antes de usarem a DeGiro como vossa correctora leiam este thread e pesquisem Amsterdamtrader Degiro no Google.
Com este tópico pretendo apenas informar-vos. Como tal, ainda que vos possa partilhar convosco como giro os meus investimentos, tento ser o mais imparcial possível. No entanto, sou defensor que devemos fazer escolhas conscientes. Não digo que não seja uma boa opção, estejam apenas consciente do que se passa no background.
Qual é a correctora que usas, u/ORoxo**?**
Comecei por usar o Banco Invest porque me dava uma segurança adicional fazê-lo através de um banco no qual confio. No entanto, os custos eram demasiado elevados e agora faço-o pela DeGiro, apesar do indiquei no ponto imediatamente acima. O importante é termos consciência dos riscos, lembrem-se.
O que acontece se a correctora que uso for à falência?
Regra geral, as correctoras mantêm os nossos activos numa entidade legal separada. Na práctica, isto significa que a correctora teria uma entidades para o negócio de corretagem propriamente dito através da qual realiza todas as actividades inerentes à operação (i.e., pagar os salários dos empregados, receber os fees dos clientes, etc, etc) e outra entidade à qual os nossos activos estariam alocados (dinheiro que temos em conta e os nossos produtos financeiros). A vantagem deste tipo de estrutura é que, em caso de falência do negócio, os ativos dos investidores não poderiam ser usados para pagar aos credores da correctora.
Não vos posso dizer se na práctica é 100% assim mas, pelo menos em teoria, isto acontece (ver e ver). Usando a DeGiro como exemplo:
DEGIRO holds Financial Instruments for you in such a way that they cannot be accessed by creditors of DEGIRO, even if DEGIRO would be bankrupt.
Ainda assim, supondo que a DeGiro ia à falência, dado que está sediada na Holanda, estaria ao abrigo do Investor Compensation Scheme que fará face às obrigações da correctora até um limite de 20k€ por investidor.
Para vos dar outro exemplo, caso investissem através da Interactive Brokers, o limite seria 500k€, uma vez que estariamos ao abrigo da SIPC (Securities Investor Protection Corporation).
Estes valores/regras dependerão do país no qual a correctora está sediada. Caso queiram optar por outra, as preocupações deverão rondar as seguintes questões:
Qual é a rentabilidade anual que posso esperar do meu portfólio, se seguir as estratégias deste post?
Tendo em consideração os dados do último século, o retorno médio anual do mercado de capitais foi de 10%. Na práctica, isto quer dizer que se adquirires um ETF cujo benchmark seja o S&P500 ou um índice global (muitas vezes os ETF deste tipo têm WLR ou World no nome), no longo prazo (20+ anos), podes esperar um retorno anual de 10% nos teus investimentos. Atenta, por favor, que isto não quer dizer que terás todos os anos 10% - poderão haver anos que ganhas 30% e noutros perdes 15%, por exemplo. Ainda assim, no longo-prazo, em média, poderás esperar um retorno de 10%/ano.
O importante é que não faças o que a maior parte das pessoas faz: vender quando o mercado está a cair e comprar quanto o mercado está em alta. O nosso objectivo enquanto investidores de longo prazo deve ser comprar sempre o mesmo em valor absoluto (supõe que defines como objetivo uma taxa de poupança de 30%/mês; deverás investir sempre esses 30% quer o ETF custe 10€ ou 80€). Uns anos essa poupança de 30% comprará mais unidades do dito ETF, outras menos. Ainda assim, no final da nossa vida de investidor, poderemos esperar um retorno de 10%/ano, em média.
Para aqueles que são conservadores, usem 6% como referência.
O ETF xpto é uma boa alternativa aos que mencionas no teu post?
Quando consideramos investir num ETF há algumas questões que devemos colocar:
  1. Qual é o activo subjacente ao ETF?
  2. Qual o custo de gestão do ETF?
  3. O ETF é cumulativo ou distribuí dividendos?
  4. Em que praça é cotado?
  5. Em que moeda está denominado o ETF?
Em primeiro lugar, importa perceber qual é o activo que está subjacente ao ETF.
Em segundo lugar, importa analisar os custos.
Eu posso pensar "epah estar exposto ao mundo todo é melhor do que estar apenas exposto ao mercado dos EUA." Certíssimo. No entanto, o retorno que irei ter ao estar exposto a empresas de diferentes geografias vai compensar a diferença de custos de gestão anuais que terei de pagar? Para além disso, supondo que estou a investir em empresas do S&P500, a maior parte delas operam em vários mercados. Será que faz sentido optar por um ETF que diversifica ainda mais, incorrendo em custos superiores, quando as grandes empresas são, hoje em dia, na sua grande maioria, globais?".
O ponto 3, ainda para mais em Portugal, é fulcral. Cada vez que te forem pagos dividendos, pagarás 28% de imposto. Logo, supondo que recebes 1.000€ de dividendos, só receberás à cabeça 720€. Num ano, pode não parecer muito, capitaliza isto pela tua vida de investidor, no meu caso 50 ou 60€ e tens uma valente fortuna paga ao Estado, sem motivo para isso.
Qual é então a solução? Fácil! Investir num ETF que invés de te dar os 1.000€ todos os anos, os investe automaticamente no ETF. Não só poupaste 28% em imposto como o poder do juro composto vai multiplicar este valor inúmeras vezes. Lembra-te, sempre que possível, accumulating.
O próximo ponto também é essencial uma vez que se o EFT for cotado nos EUA não está sequer acessível para nós. Infelizmente, as normas europeias exigem que os issuers forneçam uma série de informação, sem a qual os ETF não poderão ser transacionados em bolsa Europeias. Consequentemente, não são sequer solução para nós porque simplesmente não estão disponíveis.
Por último, há pessoas que consideram que seja bastante importante a moeda na qual o ETF está cotado devido ao currency risk (i.e., supõe que tens um activo em USD e gastas o teu dinheiro em EUR. O risco é que o USD desvalorize face ao EUR e que, consequentemente, percas poder de compra).
Pessoalmente, não é algo que me faça perder o sono, mas é uma questão a considerar.
O que acontecerá às minhas poupanças daqui a 20 anos se conseguir investir mais 50€/mês?
De acordo com esta calculadora, daqui a 20 anos terás mais 36.199,34€ ou 22.782,29€, consoante a tua perspectiva face à taxa de juro seja optimista ou pessimista, respectivamente.
Quero aprender mais sobre o tópico. O que me aconselhas?
Infelizmente, muito do conteúdo que existe está extremamente vocacionado para o mercado Norte-americano, em particular os EUA - surprise, surprise, han?
De qualquer modo, existem muitas (e boas!) lições que podemos adaptar à nossa realidade. Por isso, caso se sintam à vontade a ler inglês aconselho os seguintes livros:
Creio que para a maior parte deles poderão encontrar a versão em PT. No entanto, caso considerem que há interesse posso fazer um breve resumo de cada um deles e incluí-lo no âmbito do thread.
Para aqueles cujas versões de inglês forem suficientes, mas cujo valor dos livros faça diferença no orçamento familiar, mandem-me dm.
Tenho mais de 100.000€ disponível para investir, devo seguir o mesmo processo?
Não.
Nesse caso, por favor, abre uma garrafa de champanhe. Para além de estares entre os 20% mais ricos de Portugal e dinheiro não ser uma preocupação para ti, podes investir directamente com a Vanguard.
Para o fazeres, envia um e-mail para [email protected] com a indicação de que pretendes investir no index fund cujo ISIN é IE0002639668. Infelizmente, a partir daqui não te consigo ajudar mais, uma vez que ainda não estou neste patamar. Contudo, para questões particulares, estou sempre disponível por dm, se necessitares.
Caso pretendas consultar os restantes fundos disponíveis para investidores portugueses podes fazê-lo aqui.
Creio que já deu para entender que adoro este temas. Por isso, caso tenham alguma questão, estejam completamente à vontade para a colocar nos comentários ou enviar-me dm. Terei todo o gosto em ajudar cada um de vocês em tudo o que me for possível.
Como qualquer pessoa, sou humano e, como tal, não sei tudo. Ainda assim, se for esse o caso, estou disponível para ir aprender de modo a ser capaz de vos explicar e partilhar convosco.
Provavelmente editarei este tópico várias vezes à medida que me for lembrando de mais informação. Até lá, espero que vos seja útil!
submitted by ORoxo to literaciafinanceira [link] [comments]


2019.12.28 05:51 altovaliriano GRRM deixou a peteca cair? [Parte 2]

Link: https://towerofthehand.com/blog/2014/01/12-did-grrm-drop-ball/index.html
Título original: Did George R. R. Martin drop the ball?

[Link para a Parte 1]
Stefan Sasse : Não tente me convencer da qualidade literária de nada comparando-a com O Senhor dos Anéis - acho os livros um tédio. Eles são, para mim, o principal exemplo de informação inútil e subtramas estúpidas destruindo as coisas interessantes. Mas aí eu estou fugindo do assunto.
Eu realmente não ligo para Essos também – a importância daquele lugar reside no fato de termos que saber de tudo aquilo antes que venha a se tornar importante. É importante para a missão de Dany e para delinear a conspiração Varys-Illyrio, eu penso.
Mas acho que se resume a uma questão de gosto. Você está definitivamente certo de que há partes do Festimdança que poderiam ser cortadas e ainda teríamos o mesmo enredo, mesmo que eu queira enfatizar que gosto delas e não gostaria de vê-las desaparecer. Para mim elas são importantes na construção do mundo. É gosto, eu acho.
Mas vamos avançar para o próximo ponto sobre o(s) livro(s). Argumentei desde o início que é importante visualizá-los como um único volume em vez de dois volumes separados, e é por isso que eu os chamo de Festimdança (quando não estou me referindo especificamente a um deles). Ambas as histórias são muito profundamente entrelaçadas, e somente quando lidas juntas – na ordem de leitura sugerida por Sean T. Collin, por exemplo – é que você poderá desbloquear o verdadeiro potencial delas, que reside principalmente nos temas governo, guerra e paz. Chamei a multidão de tramas entrelaçadas de "A Guerra no Norte", "A Paz no Norte", "A Guerra no Leste" e "A Paz no Leste" porque Jon e Dany tentam governar sob circunstâncias muito difíceis e diversas, e ambos fracassam. Até certo ponto, esse desenvolvimento é refletido pelas tentativas de Cersei de governar em Porto Real, que são um assunto incidental neste tópico.
Somente quando vistos em conjunto Festimdança se torna um livro muito bom (comparado à experiência bastante medíocre de que você e muitos outros se queixam). Fiquei decepcionado no começo. É por isso que definitivamente concordo com sua avaliação anterior de que foi definitivamente a errada a decisão de George de dividir o livro da maneira que ele fez.
Remy Verhoeve : Suponho que me valer de O Senhor dos Anéis foi uma péssima jogada. Nada como duzentas páginas expositivas sobre os hobbits antes de a história sequer começar... (ainda assim, uma vez que começa a rolar... não, foi um exemplo ruim). Suponho que há uma importância para Essos, já que Martin gasta tanto tempo construindo-o para nós. Mas quando não atrai o leitor (e aqui parecemos concordar que Essos não é muito interessante) por que devo me importar mais tarde durante a história sobre o que acontece ou não acontece em Essos?
Não li os livros na ordem sugerida, mas não me importaria de tentar. Só tenho medo – e falo sério – de reler aqueles capítulos horríveis de Tyrion e Daenerys (os capítulos de Jon são ligeiramente mais interessantes, em geral). Embora eu possa reler qualquer capítulo dos três primeiros livros com alegria, não suporto ler sobre Daenerys sentada ali conversando com todos aqueles personagens que não consigo distinguir.
Os livros também se tornaram mais repetitivos, e estou quase arrancando os olhos sempre que leio outro "Onde quer que as putas vão". Você está certo de que a história provavelmente precisava diminuir de intensidade para reconstruir o momento. Concordo com isso. Mas mesmo nos capítulos e momentos mais silenciosos dos três primeiros livros, Martin mantém o leitor envolvido e interessado.
Sim, existem temas abrangentes, e as semelhanças entre as histórias de Jon e Dany são agradáveis ​​e os vinculam aos pólos "gelo" e "fogo" da balança. Mas há muita encheção de linguiça. Muita encheção, mesmo para um entusiasta como eu. Veja os capítulos de Bran em Dança. Eles se movem rapidamente. E em três capítulos o arco de Bran para o livro está pronto e parece satisfatório. Parece uma continuação natural de sua história dos três primeiros livros. Daí olhe para o arco da história de Tyrion. Tudo o que ele faz é viajar e dar espaço para exposições.
Stefan Sasse : Eu não seria tão rápido em vincular isso à qualidade, por si só. Está diferente, tudo bem –ac não vou negar isso. Afinal, não adiantaria, pois está óbvio. É como reclamar que o quarto ato do drama clássico não oferece tanto quanto o terceiro. A história precisa se resumir para poder recuperar o ritmo novamente no quinto ato. No caso de "A Song of Ice and Fire", estamos falando de uma estrutura de três atos, é claro, mas isso não altera a questão.
Eu diria que Festimdança nos permite aprofundar questões que os três primeiros livros apenas tangenciaram, uma vez que estávamos muito envolvidos nas perspectivas dos agentes principais. O conflito foi intenso e relativamente curto, e precisava ser contado de diferentes perspectivas.
Porém, Festimdança permite que nos aprofundemos em outras questões. Um dos pontos mais importantes é o enredo de Brienne, que é o primeiro olhar verdadeiro para o mundo do “Time dos Plebeus” (fora aqueles capítulos de aventura de Arya). É impossível imaginar o monólogo de Septão Meribald sobre os Homens Quebrados (que também é exposição, lembre-se) nos três primeiros e mais compactos romances. Mas é fundamental entender o que esses livros verdadeiramente falam sobre. E o processo de paz que compõe grande parte da política da Festimdança (exceto, notadamente, na campanha de guerra de Stannis no Norte) é uma tarefa árdua, sim. E assim foi deliberadamente concebida para ser, acredito.
Adam Feldman, do Meereenese Blot, argumentou de forma convincente que o que Martin está propondo é um processo de paz altamente complexo, tedioso e opaco, precisamente porque manter a paz é complexo, tedioso e opaco. Existem muitas camadas em toda a história e em toda a tediosidade. Camadas que pedem para serem analisadas e afastadas. Feldman, por exemplo, defendeu que Daario Naharis e Hizdahr zo Loraq personificam as opções da guerra e paz para Dany. Os beijos de um são quentes e emocionantes, os do outro são tépidos. Mas, como insiste a Graça Verde, a paz é uma pérola sem preço. Infelizmente, não há como entrar nestes pontos sem literalmente demolir tudo. A menos que você espelhe isso na narrativa, que é o que Martin faz.
Obviamente, ele arriscou a ira do fandom por causa dessa mudança, especialmente porque a dedicada fanbase levou mais de dois anos para entender o cerne da questão. Entretanto, aqui o desapego de GRRM pela fanbase é útil. Ele não precisa titubear diante dos fãs, já ele não parece se importar. E assim ele pode basicamente escrever a história em seu próprio tempo, com o melhor resultado que ele acha que pode alcançar. Na maioria do tempo, isso se mostrou recompensador (embora, como observado, a divisão dos livros não pareça uma decisão sábia, olhando em retrospectiva).
Já espero que você discorde veementemente com relação o tratamento de Martin com sua fanbase, é claro, mas, por favor, também leve em consideração o que eu disse sobre a narrativa.
Remy Verhoeve : Está diferente. E eu diria que um fator é que, de fato, a qualidade não é tão boa quanto costumava ser. Não estou dizendo que menos qualidade é a única razão pela qual Dança não se tornou um dos favoritos. Se você olhar, digamos, A Fúria dos Reis e A Dança dos Dragões lado a lado, existem vários elementos que tornam o primeiro bom e o segundo não tão bom.
No lado técnico, eu argumentaria que há muito mais erros de digitação e erros editoriais em Dança. Às vezes, o livro parece uma compilação feita às pressas, o que tenho certeza de que foi. Desenhar sobre uma tela maior também reduz a qualidade da pintura. Onde os três primeiros livros parecem compactos, Festimdança incha conforme o número de capítulos de POVs aumenta. A tal ponto que temos tantos personagens novos que Martin começa a lutar para torná-los especiais.
Veja personagens antigos como Sansa, Arya ou Tyrion, por exemplo. Você pode definir rapidamente essas personas por um número de características distintas. Eles são completamente bem caracterizados. Nos primeiros capítulos, você pode começar a formar uma imagem dessas pessoas em sua mente. No caso dos novos POVs, eles começam a se misturar, não são mais tão únicos e – para mim, pelo menos – tornam-se menos interessantes porque estão "apenas lá".
Em alguns desses novos POVs eu enxergo certas qualidades redentoras porque elas estão em uma história interessante ou foram melhor desenhadas (Asha Greyjoy me vem à mente), mas outros são muito genéricos em comparação com os POVs 'originais'. Até Melisandre, que permaneceu um dos grandes e interessantes mistérios da série, é reduzida a um ponto de vista não muito interessante (foi um grande erro em dar a ela – e a Sor Barristan – pontos de vista, eu acho; estes são personagens épicos que só devemos ver de fora; outra falha em minha opinião).
Eu também argumentaria que foi péssimo jogar, de repente, Jovem Griff na história em um momento tão tardio – embora eu esteja ciente de que ele poderia ser um arenque vermelho [red herring]. No entanto, antes dessa 'reviravolta', eventos importantes na narrativa foram profusamente ofuscados. Jovem Griff parece surgir do nada, o que contribuiu para uma experiência, na verdade, chocante. O POV de Barristan também é muito genérico. Martin precisa equilibrar todo o conhecimento que um personagem como Selmy tem para não revelar muito. E o resultado é, bem, não muito especial.
Não estou reclamando de nada ser diferente, aí é você colocando palavras na minha boca. Estou argumentando que a qualidade da redação é reduzida. Não me importo das coisas serem 'diferentes' porque, se tudo é igual, também não é muito interessante. A história fornece personagens, enredos e localidades muito diferentes. E geralmente estou interessado na maior parte deles, seja um capítulo "quieto" ou cheio de ação e aventura.
A escrita está tão diferente que eu e outras pessoas de fato já cogitamos se algumas partes não foram escritas por ghost-writers. No momento em que não parece mais com As Crônicas de Gelo e Fogo, podemos perguntar se é porque está diferente ou se é porque não está tão bom como costumava ser (tecnicamente).
Na verdade, eu não me importo com as histórias reais apresentadas em Festimdança. Gosto dos conceitos apresentados, incluindo as viagens de Brienne, os problemas políticos de Dany, o desvio de Jaime para Correrrio etc. (o único enredo em que sinto que Martin saiu terrivelmente do curso foi o de Tyrion). É uma questão de como essas histórias são executadas que deixa algo a desejar. Os personagens parecem ter perdido suas características. O diálogo perdeu a nitidez. Tantas cenas pareciam escritas para chocar, em vez de aprofundar a história. Tantos erros gramaticais que escaparam ao processo de edição. A repentina mudança nos títulos de capítulos, em vez de manter a estrutura no lugar, para que a série possa parecer mais com um todo.
Quanto a ver o mundo da perspectiva do “Time Plebeu”, com certeza é bom, mas será que realmente precisamos de um arco inteiro para isso? Pessoalmente, senti que o Time Plebeu já estava bem representado nos capítulos de Arya – através de suas jornadas, vemos realmente como a guerra afetou a população.
Prefiro dizer que os capítulos de Brienne permitiram que Martin colocasse um elemento que ele realmente não havia destacado antes - o religioso. De repente, com Festim, sacerdotes, monges e crenças são jogados na mistura de uma maneira um tanto abrupta. Ela exemplifica como Martin, tardiamente, decidiu que não havia dedicado tempo suficiente à religião. Afinal, a religião era tão importante nos tempos medievais e ele também assim queria, e ficamos com um aumento repentino na exposição sobre religião em Westeros. Alguém poderia arguir que esse é outro ponto contra os livros mais recentes - parece que Martin quer cobrir todas os pontos. Em vez disso, ele poderia ter mantido o foco mais restrito. Ninguém disse que ele precisava incluir tudo o que tem a ver com a história medieval.
Eu tenho o mesmo sentimento na Dança quando, de repente, o rito da prima noctis é mencionado pela primeira vez em mais de 3000 páginas. Como se Martin tivesse assistido Coração Valente e percebesse que ele precisava adicionar esse ritual curioso (e talvez nem verdadeiro) a sua própria obra. Quando uma obra já se estabeleceu tanto ao longo dos três primeiros livros, ela parece 'amarrada' e não soa verdadeiro quando coisas novas aparecem nos livros quatro e cinco. Especialmente quando essas coisas novas parecem que deveriam ter sido introduzidas mais cedo, se elas eram assim tão importantes.
De qualquer forma, você pode argumentar que a história de Brienne é uma maneira de vermos a luta dos plebeus com as consequências da Guerra dos Cinco Reis, enquanto eu posso arguir que a história é usada mais para apresentar e integrar facções religiosas à história. E talvez estamos ambos certos ou ambos errados (ou um de nós está certo...). Mas tudo ainda se resume à apresentação técnica.
É interessante ler sobre Brienne viajando pelas terras fluviais em busca de Sansa, quando sabemos onde Sansa está (e ela definitivamente não está por perto)? Veja bem, eu não diria que isso é uma narrativa de alta qualidade. Se houvesse alguma esperança de que Brienne pudesse encontrar Sansa, talvez isso aumentasse o interesse pela história. Ou se Brienne tivesse alguém atrás de si que representasse um perigo real, poderíamos nos preocupar com ela e, assim, estar mais envolvidos com a história. Páginas do monólogo que parecem ter sido copiadas e coladas diretamente de alguma fonte medieval (há pelo menos algumas linhas que são literalmente tiradas de algum lugar, lembro-me de protestar quando a li) não nos envolvem da mesma maneira, eu acredito.
Não há tensão, é tudo um "vamos dar uma olhada no campo". Muitas das informações recolhidas nos capítulos de Brienne parecem mais pertencer a "O Mundo de Gelo e Fogo". Mais uma vez, gosto da jornada de Brienne, mas, como narrativa, ela trabalha contra si mesma; apenas um fanático por Westeros diria que isso é uma boa narrativa. Porque você estaria tão vidrado no cenário que qualquer representação dele se torna interessante. Nossa, eu estou divagando.
No final, o enredo de Brienne poderia ter sido condensado, com alguns capítulos a menos, ou então a enorme quantidade de exposições deveriam ter sido trabalhadas na narrativa de uma maneira mais sutil. Aliás, o único objetivo dessa história (fora a exposição) é que ela dá de cara com uma certa mulher no final, o que leva ao seu confronto trilateral com Sor Jaime e Senhora Coração de Pedra, possivelmente interessante.
Quanto à paz, ou processos de paz, só posso dizer isso: a paz é a ausência de conflito, e o conflito é o que impulsiona uma narrativa. Se o "trabalho árduo", como você diz, é intencional ou não, não importa. Se você admitir que seja árduo de ler, você está, em minha opinião, admitindo que o Festimdança (ou partes dele, pelo menos) simplesmente não são tão boas. Contudo, admito que, para alguns leitores, também pode haver partes 'arrastadas' nos três primeiros livros – eu sei que existem leitores que acham os capítulos de Bran menos interessantes, por exemplo – mas esses capítulos movem a história – o que eu não tenho certeza se todos os capítulos de Festim dança realmente fazem.
Eu não me importaria se Quentyn Martell não aparecesse em Dança até o momento em que ele se apresenta na corte de Daenerys. O que teríamos perdido? Os elefantes em miniatura no Volantis? Nós realmente precisamos de tantos capítulos de Tyrion no rio ou no mar? A história poderia funcionar sem Penny?
Para que você não me entenda muito literalmente, é claro que vejo conflito em Festimdança, no nível pessoal. Há um conflito dentro de Daenerys Targaryen (vários, na verdade); há um conflito dentro de Jon Snow (talvez o mais óbvio – sua história sempre foi sobre lealdade, lealdade, honra, dever). Mas a ação exterior diminuiu, isso é verdade. Quase nada com consequência acontece até o livro terminar. “Diferente”? Sim. Mas “melhor”? Os livros antigos misturavam ação interior e exterior com grande sucesso. Por que repentinamente só estamos olhando para o próprio umbigo (por tanto tempo)?
Eu acho que seria simples demais dizer que Martin está intencionalmente tornando sua história menos interessante. Isso é uma desculpa insatisfatória. Martin sabe escrever cenas arrasadoras, sejam lentas ou não. Ou você está dando muito crédito a ele ou eu estou dando muito pouco. Pois bem, suponha que Martin queira nos mostrar que a paz é chata. Então ele teria que usar outros truques para nos manter interessados pela história. Ele nos daria personagens secundários fáceis de distinguir. Em vez disso, temos uma série de personagens com nomes semelhantes. Ele deveria elaborar o desenvolvimento do personagem de modo que acompanharíamos uma trajetória interessante. Em vez disso, Daenerys é a mesma pessoa do primeiro ao penúltimo capítulo (apesar de que, com certeza, ela não é a personagem que vimos em A Tormenta de Espadas).
Vamos deixar a interação de Martin com seus leitores para outro dia, porque só de pensar nisso sai vapor dos meus ouvidos. Eu espero que eu tenha esclarecido meus argumentos e, se algo não estiver claro, diga-me e poderemos analisar melhor esta parte do debate.
Stefan Sasse : Eu ainda acho que muitas das críticas que você faz ao(s) livro(s) vêm de uma perspectiva distinta do que está por vir. Sim, eu e muitos outros intencionalmente acreditamos que isso faz parte do todo, o que permite não se aborrecer com histórias como a de Brienne, onde nada de grande monta acontece (exceto para os personagens envolvidos, é claro). Mas, como você diz a si mesmo, para muitas pessoas, ocorria (e ocorre) o mesmo com os livros antigos.
Acho difícil na maioria das vezes lembrar minhas primeiras impressões sobre o livro, porque elas acabaram misturadas irreconhecivelmente com minha compreensão posterior e com o conhecimento decorrente de releituras. Mas tenho certeza de duas coisas: fiquei aborrecido com os capítulos de Brienne na primeira e na segunda vez que li O Festim dos Corvos em 2005 e 2006. E também não gostei muito dos capítulos de Bran nos três primeiros livros, precisamente pelo fato de que nada parecia estar acontecendo. Veja, de verdade: você precisa ser um leitor excepcionalmente perspicaz para apreciar a história do Cavaleiro da Árvore que Ri em sua primeira leitura. Se você não entende do que se trata, simplesmente acharia uma leitura muito chata a longa lista de personagens mortos há muito tempo identificados apenas por seus brasões.
O mesmo vale para as provações de Brienne. Já sabíamos que ela não encontrará Sansa (exceto naquele momento em que pensa em ir ao Vale, mas isso é descartado rapidamente). Em vez disso, nos envolvemos em uma variedade de subtramas e na resolução de subtramas (o destino de Podrick Payne, Sor Shadrich e colegas, Gendry, a Irmandade e Senhora Coração de Pedra) e também passamos por uma subnarrativa realmente atraente (especialmente na parte de Lagoa da Donzela). Mas levei um tempo para me aquecer.
Da mesma forma, ao ler A Dança dos Dragões pela primeira vez, sinceramente desejei que os capítulos de Tyrion fossem mais rápidos. Eu não conseguia lembrar nem mesmo uma das malditas cidades em ruínas que eles passam no Rhoyne. Também não fiquei particularmente intrigado com Aegon, até porque nunca gostei da “teoria da conspiração” segundo a qual Varys traficou o garoto (a qual já estava circulando há um longo tempo, assim como a de que Tyrion seria um bastardo Targaryen). Mas em releituras posteriores, quando você já sabe o que vai acontecer (como Brienne não encontrar Sansa), você pode se envolver pelas coisas que realmente estão lá.
A propósito, é isso que eu queria dizer com o problema das expectativas. Esperávamos que várias coisas acontecessem em Festimdança, e muito disso não aconteceu (nenhum Outro na Muralha, nenhum encontro entre Tyrion e Dany e assim por diante). Entretanto, apesar de que Martin certamente poderia ter cortado muito do que está lá e "ido ao ponto" mais rapidamente, eu acho que isso tornaria estes livros uma leitura menos convincente (mesmo que ele adotasse sua abordagem, mantivesse as histórias intactas e apenas cortando fora a carne – ou gordura, conforme o ponto de vista).
Da mesma forma, simplesmente ainda não sabemos qual é o objetivo com os nomes de capítulos alterados. Martin enfatizou repetidamente que existe um sistema por trás, que ainda não podemos compreender apenas com base nos dois livros, mas que no final entenderemos. Então estou reservando o julgamento final sobre isso para mais tarde, quando os livros finais forem lançados.
A propósito, fiquei desapontado com o aparecimento do Ius Primae Noctis, porque é apenas um mito medieval criado por Coração Valente. Mas achei lógico que aparecesse só agora. É claro que os Boltons (que só agora vimos de perto) ainda o praticariam. E é claro que eles não contariam aos Starks (que têm sido nossa única janela no Norte até agora).
Na verdade, eu achei essa uma das coisas mais interessantes e envolventes sobre a história do norte em A Dança dos Dragões: o Norte "sombrio". Bran aprendendo que os Stark costumavam sacrificar as pessoas sob as árvores-coração; pendurarem entranhas nas árvores; os Bolton e suas práticas cruéis; os clãs das montanhas e Karstarks e o descarte dos velhos e doentes no inverno para preservar a comida para os saudáveis; e assim por diante. O que víamos até agora era o belo Norte, através das lentes rosas dos benignos senhores Stark. Por baixo, há um norte muito mais sombrio, que foi despertado pelo conflito Bolton-Stannis. E isso torna as coisas muito boas de ler.
Também poderíamos argumentar facilmente que as culturas orientais nos três primeiros livros eram praticamente figurante feitos de papelão (escravistas do mal com penteados ridículos) e só foram aprofundados em Festimdança. Claro que você pode dizer que simplesmente não se importa com eles, já que a história deveria estar em Westeros. Mas eu gosto do toque de realismo e credibilidade que isso traz à história. Torna o lugar mais real, ao invés de somente um ponto da trama a ser riscado da agenda.
Isso me leva à minha última questão com seus argumentos: a questão da luta. Sim, a paz por definição é a ausência de guerra, mas esta última tem sido por muito tempo a doença da fantasia, que se baseou em conflitos armados para contar histórias envolventes. O experimento que Martin fornece com Festimdança é realmente ousado: ele usa dois livros realmente volumosos para verdadeiramente nos mostrar o que vem depois. Martin certa vez fez uma observação (estou parafraseando) que, em O Senhor dos Anéis, nunca aprendemos como Aragorn governaria e qual seria, por exemplo, sua posição sobre rotação de culturas em três campos ou sobre tributação. Isso ocorre porque a fantasia tradicional se mantém convenientemente afastada das questões cabeludas.
Mas ele não se afastou. Quando Dany anunciou no final de A Tormenta de Espadas que ela iria ficar e governar, acho que ninguém acreditou de verdade. Até agora, sua jornada era marcada por contínuo sucesso, crescimento e progresso (sim, mesmo com a morte de Drogo). Mas em A Dança dos Dragões, testemunhamos de perto o quão difícil é vencer. Esse desenvolvimento foi refletido na história de Jon na Muralha, onde ele teve que lidar com os selvagens (que provaram ser a parte mais fácil) e com seus próprios homens (com quem ele constantemente falhou). E em Porto Real, Cersei consegue jogar fora, em questão de semanas, os sucessos que os Lannisters conquistaram em uma guerra realmente sangrenta.
Ganhar a paz é o objeto mais difícil de todos. É duro, difícil e confuso. Lutar uma guerra, por outro lado, é a parte mais fácil. É como o lado negro em Star Wars: fácil de sucumbir, já que é tão direto e emocionante (se você não é um membro do Time Plebeu, claro). Mas é o lado negro. A paz é muito mais difícil, o caminho não está posto para você, e você deve enfrentar seus demônios internos de uma maneira muito mais pronunciada, pois você não pode apenas canalizá-los para o inimigo da vez. Jaime Lannister aprende isso também – assim que ele não pôde acertar alguém com uma espada, ele passou a estar realmente perdido.
E veja como estão todos perdidos, e como gostariam de voltar à guerra: Cersei faz de tudo para criar um fronte em Porto Real: ou você está com ela ou com os Tyrells. Não há acordo, nada no meio. Essa é a atitude da guerra, não da paz. E conflito é tudo o que ela recebe de volta. Dany tem que escolher continuamente entre o caminho mais fácil, fornecido por Cabeça-Raspada e Daario, e a paz complicada e insatisfatória, fornecida pelo Senescal, Graça Verde e Hizdahr. E Jon aproveita todas as oportunidades para deixar Castelo Negro e liderar patrulhas, e por fim, desnecessariamente, dá suporte à campanha de Stannis pelo Trono de Ferro, provocando guerra com Forte do Pavor (e sua traição).
Tudo isso é uma narrativa muito forte, ainda mais forte do que nos três primeiros livros, onde os elementos dela já eram aparentes. Robb Stark conseguiu derrotar facilmente todos os oponentes na batalha, mas ele era totalmente incapaz de ganhar a paz, ou qualquer tipo de paz. Esse é o lado negro. Toda a corrente subjacente à saga já está configurada aqui, e Festimdança capitaliza isso. Mas apenas se você estiver disposto a ler o que está lá e não a fantasia “Lado Negro” que você esperava. Aqui não há George Lucas, que deixou Luke agir dos dois lados, atacando Darth Vader e ainda saindo limpo porque seu pai mudou de idéia. Isso não acontece aqui.
E acho que o trabalho de base da Festimdança se tornará realmente importante nos livros a seguir, quando Jon, Dany e Cersei, todos tendo aprendido as lições erradas do fracasso em manter a paz, tomarão realmente algumas decisões ruins e desdenharão da carnificina durante o ataque arrebatador dos Outros. E estou bastante convencido de que muitos olharão com mais carinho para Festimdança então.
Remy Verhoeve : Você faz alguns argumentos convincentes em referência à paz e essa é provavelmente uma maneira melhor de enxergar tudo caso deseje manter a fé de que não há nada errado com Dança. Eu gostei de ver o 'norte sombrio', embora isso também dê a Martin uma chance de se aprofundar ainda mais na depravação, o que não estou certo de que seja algo que faltava na série.
Agora, eu ainda mantenho que a maioria das coisas que tornam Dança não tão bom tem a ver com tecnicidades, como mencionado, e que o enredo em si não é ruim. Sim, você tem algumas observações interessantes e eu particularmente gosto de como todos pensam que o caminho mais fácil teria sido guerra, mas quando estou lendo um dos dois romances, não estou sob juramento. Eu não precisava que ninguém me dissesse exatamente o que procurar ou sentir ao ler A Guerra dos Tronos. Ele apenas me deu um chute na cara e disse "Preste atenção".
Com Dança, as pessoas são forçadas a entrar na Internet para encontrar explicações detalhadas sobre por que Martin talvez tenha decidido escrever isso ou aquilo, mais ou menos. Mas até chegarmos ao Os Ventos do Inverno, não podemos saber exatamente o que é construção de bases e o que é escrita desleixada. Se ele pretende resolver tudo o que apresenta, então teremos mais dez livros. O que novamente significa que você deve julgar Festim e Dança por seus próprios méritos. E eles estão em falta - para muitos. Gostaria de observar que gosto mais desses livros do que a maioria dos romances de fantasia, mas eles não são tão surpreendentes quanto os três livros originais.
Existem também algumas objeções pessoais aos romances, é claro, contra as quais você não pode fazer nada. Não acho a história de Cersei convincente, sendo a profecia de 'Maggy, a Rã' um enredo particularmente ruim. Esta não era o Cersei que eu pensava conhecer dos três primeiros livros, e não sou capaz de reajustar minha percepção da personagem. Isso é culpa minha, claro. Mas isso serve como outro exemplo de escrita ruim. Não apenas porque parece tão forçado no quarto livro (embora eu entenda que você possa defendê-lo tecnicamente porque não tivemos o ponto de vista de Cersei antes), mas também porque Martin, com Festimdança, começa a fazer todas essas conexões entre os personagens, ao ponto de tornar tudo um pouco bobo - especialmente em comparação com os três primeiros livros, onde ocorria praticamente o contrário.
Agora você tem personagens se encontrando regularmente (de preferência na mesma Estalagem na Encruzilhada), nomes de personagens vinculados de várias maneiras etc. Sim, ele precisa começar a amarrar os pontos, mas essa é uma maneira ruim de fazê-lo, em minha opinião. O mundo de Westeros, que era vasto, fica menor a cada capítulo. De qualquer forma, agora estou saindo pela tangente de novo.
Tendo dito tudo isso, sou totalmente em seu favor - a dificuldade de conquistar a paz é definitivamente um tema importante e grande. No entanto, não torna mais emocionante a leitura de Tyrion a bordo de uma embarcação por dez capítulos consecutivos. Não me enche de encanto ler uma página de cima a baixo com os pensamentos de Daenerys sobre Daario. E o ponto de vista sombrio de Jon Snow também não fica mais emocionante com nada acontecendo.
Stefan Sasse : Receio que isso nos deixe em um impasse, onde tudo se resume a uma questão de gosto. Pelo menos acho que podemos ter certeza de que você dará a Os Ventos do Inverno uma chance de trazê-lo de volta ao redil.
Remy Verhoeve : Suponho que não podemos conciliar nossas opiniões, mas é bom discutir isso com você de maneira civilizada e concordar em discordar. Estou pronto e disposto a aceitar Os Ventos do Inverno. Também decidi tentar abordar os dois livros usando a reorganização dos capítulos que você sugeriu. Concordo que o gosto é o fator divisor essencial aqui, mas você parece concordar comigo que, por exemplo, os capítulos de Tyrion Lannister em Dança não são tão bons. Isso me faz pensar por que você está defendendo o desenvolvimento de As Crônicas de Gelo e Fogo se também vê certas falhas. De qualquer forma, obrigado pela conversa :)
Stefan Sasse : Foi um prazer. E para usar o privilégio da última palavra, acho que os capítulos de Tyrion precisavam de mais tempo para que se estivesse aquecido para eles. Gosto do desenvolvimento e estou ansioso para ver mais. Apenas levei um pouco de tempo para ver a luz. ;)
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2019.12.28 03:48 altovaliriano Vento Cinzento está vivo

Link: https://www.reddit.com/asoiaf/comments/4dhyal/spoilers_extended_mother_he_said_grey_wind/
Autor: alaric1224
Título Original: "Mother," he said, "Grey Wind . . ."

Muitos acreditam que o lobo gigante de Robb, Vento Cinzento, morreu com Robb no casamento vermelho. No entanto, afirmo que essa é apenas uma das interpretações possíveis e que o GRRM, na verdade, deixou várias pistas de que Vento Cinzento ainda vive.
Primeiro, precisamos analisar por que achamos que Vento Cinzento está morto. Existem quatro fontes principais.
  1. Bran acha que Vento Cinzento pode estar morto.
  2. Jon acha que Vento Cinzento está morto.
  3. Salladhor Saan nos conta o que os plebeus estão dizendo sobre a cabeça de Vento Cinzento ter sido costurada ao corpo de Robb.
  4. Merrett Frey responde perguntas sobre a cabeça ter sido costurada ao corpo de Robb.
Bran e Jon pensam que Vento Cinzento está morto, mas isso se dá em grande parte porque outras pessoas disseram a eles e de suas próprias interpretações do que seus lobos gigantes vêem. Notadamente, nem Fantasma nem Verão pensam que Vento Cinzento esteja morto. Isso é especialmente significativo porque sabemos que eles podem sentir seus próprios irmãos e irmãs. De fato, da perspectiva de Fantasma e Verão, parece que eles não sentiram a morte de Vento Cinzento do mesmo modo que sentiram a morte de Lady. São apenas os humanos que combinam os rumores que ouviram e as percepções dos lobos gigantes para chegar a uma conclusão.
É aqui que é importante ressaltar que algo não se torna verdade apenas porque um personagem POV pensa que é.
Sim, Bran pensa:
O sonho que tivera... o sonho que Verão tivera... Não, não devo pensar no sonho. Nem sequer o tinha contado aos Reed, embora pelo menos Meera parecesse sentir que havia algo errado. Se nunca falasse dele, talvez pudesse esquecer que o sonhara, e então não teria acontecido, e Robb e Vento Cinzento ainda estariam...
(ASOS, Bran IV)
Notadamente, esses são os pensamentos de Bran depois de se lembrar de um sonho que Verão teve. Um sonho que é visivelmente omitido da história (e do leitor).
E Jon pensa:
Fantasma sabe que Vento Cinzento morreu. Robb tinha morrido nas Gêmeas, traído por homens que acreditava serem seus amigos, e seu lobo havia perecido com ele.
(ADWD, Jon I)
Mas isso deixa de fora o que ele realmente percebeu quando era Fantasma, que é abordado neste excelente post por lady_gwynhyfvar do famoso da Radio Westeros.
De um post em seu blog:
Quando Jon pensa que "Fantasma sabe que Vento Cinzento morreu", mais adiante neste capítulo, ele está aceitando a direção errada dos pensamentos do lobo branco sobre seus companheiros de matilha no sonho de lobo, pois isso confirma o que ele acha que sabe em seus momentos de vigília. Temos indícios o suficientes de outros pontos de vista para acreditar no contrário. Considere esse pensamento de Bran em Verão:
Eram seus agora. Eram sua matilha. Não, o garoto sussurrou, nós temos outra matilha. Lady está morta e talvez Vento Cinzento também, mas Cão Felpudo, Nymeria e Fantasma ainda estão em algum lugar. Lembra do Fantasma? (ADWD, Bran I)
E há isso em ADwD, Jon I:
Antes eles eram seis, cinco choramingando cegos na neve, ao lado do cadáver da mãe, sugando o leite gelado de seus duros mamilos mortos, enquanto ele se arrastava sozinho. Restavam quatro... e um deles o lobo branco não conseguia mais sentir.
“Restavam quatro... e um deles o lobo branco não conseguia mais sentir” é ambíguo. Isso poderia significar "restavam quatro, e ele não podia mais sentir um desses quatro", mas também poderia significar "restavam quatro, e outro que ele não podia mais sentir". Acho que a segunda interpretação é a correta, caso contrário, teríamos que identificar qual dos quatro ele não conseguia sentir. Ele está claramente consciente de si mesmo, Nymeria e Cão Felpudo neste capítulo. Então, isso deve significar que ele não pode sentir Verão, certo?
Nas noites sem estrelas, o grande penhasco ficava negro como uma rocha, a escuridão elevando-se sobre o mundo inteiro, mas, quando a lua saía, ele brilhava pálido e frio como um córrego congelado. A pele do lobo era grossa e peluda, mas quando o vento soprava sob o gelo, nenhum pelo conseguia afastar a sensação de frio. Do outro lado, o vento estava ainda mais frio, o lobo sentia. Era onde seu irmão estava, o irmão cinzento que cheirava a verão.
(ADWD, Jon I)
Então, ele sente Cão Felpudo, Nymeria, Verão e ele mesmo... "Restavam quatro... e um deles o lobo branco não conseguia mais sentir". Em outras palavras, ele sabe que Lady está morta, mas ele simplesmente não consegue sentir Vento Cinzento.
Finalmente, é importante observar que, apenas porque um personagem POV pensa algo, não o torna verdadeiro. Por exemplo, Cersei pensa esse pensamento, que sabemos ser falso:
Dentro da torre, a fumaça dos archotes irritou-lhe os olhos, mas Cersei não chorou, como o pai não teria chorado. Sou o único verdadeiro filho que ele teve.
Notadamente, se Bran, o warg mais poderoso entre seus irmãos, não sabe que Vento Cinzento está morto, então como podemos saber que Vento Cinzento está morto?
Salladhor Saan e Merrett Frey confirmaram que Vento Cinzento está morto, não? Sim, sobre isso ... Salladhor Saan:
Por um momento, pareceu que o rei não tinha ouvido. Stannis não mostrou qualquer prazer com a notícia, nem ira, nem incredulidade, nem mesmo alívio. Encarou a sua Mesa Pintada com os dentes cerrados com força.
– Tem certeza? – perguntou.
– Não estou vendo o corpo, não, Vossa Realdade – disse Salladhor Saan. – Mas na cidade, os leões pavoneiam-se e dançam. O povo está chamando de o Casamento Vermelho. Juram que Lorde Frey cortou a cabeça do rapaz, costurou a cabeça do lobo gigante dele no lugar e pregou uma coroa sobre as orelhas. A senhora mãe dele tambémfoi morta e atirada nua ao rio.
(ASOS, Davos V)
E onde Salladhor conseguiu suas informações? Porque os plebeus sempre são precisos em suas histórias, certo?
O povo diz que o último ano do verão é sempre o mais quente. Não é bem assim, mas muitas vezes parece que é, não é verdade? (AGOT, Eddard V)
O povo diz que foi o fantasma do Rei Renly, mas homens mais sensatos sabem quem foi. (ACOK, Tyrion XV)
O vidro de dragão é feito por dragões, como o povo gosta de dizer? (ASOS Samwell II)
Em Valdocaso os plebeus ainda amam Lorde Denys, apesar da desgraça que lhes trouxe. É à Senhora Serala, sua esposa de Myr, que atribuem a culpa. Chamam-na a Serpente de Renda. Se ao menos Lorde Darklyn tivesse se casado com uma Staunton ou uma Stokeworth... bem, sabe como os plebeus gostam de falar. A Serpente de Renda encheu os ouvidos do marido com veneno de Myr, eles dizem, até que Lorde Denys se ergueu contra seu rei e o tornou cativo. (AFFC Brienne II)
Isso foi antes de morrer – o jovem Sor Arwood Frey disse. – O povo diz que a morte o mudou. Pode matá-lo, mas ele não permanece morto. Como se luta com um homem assim? E também há o Cão de Caça. Ele matou vinte homens em Salinas. (AFFC, Jaime IV)
Bem ... os plebeus não estão sempre errados. Mas eu não confiaria nos relatos deles deles como definitivos em nada.
Merrett Frey:
[...] o lobo gigante do Stark matou quatro de nossos lobeiros e arrancou o braço do mestre dos canis de seu ombro, mesmo depois de o enchermos de dardos...
– E por isso costurou a cabeça dele ao pescoço de Robb Stark depois que os dois estavam mortos – disse o do manto amarelo.
– Foi o meu pai que fez isso. Tudo o que eu fiz foi beber. Não mataria um homem por beber. [...]
(ASOS, Epílogo)
Por ter estado lá, ele deve se lembrar com precisão, certo?
Ah, exceto pela parte em que ele estava babando bêbado na época e provavelmente não se lembra de nada muito claramente.
Grande-Jon já estava para lá de bêbado. O filho de Lorde Walder, Merrett, estava competindo com ele, taça atrás de taça, mas Sor Whalen Frey desmaiou tentando acompanhar os dois. Catelyn teria preferido que Lorde Umber tivesse achado por bem permanecer sóbrio, mas dizer ao Grande-Jon para não beber era como lhe pedir para não respirar durante algumas horas.
(ASOS, Catelyn VII)
E você leia atentamente, verá que Merrett não disse que viu isso acontecer. O que Merrett viu foi Vento Cinzento livre e matando pessoas, apesar de estar cheio de dardos. Foi Limo quem sugeriu que a cabeça do lobo havia sidocosturada em Robb. E a resposta de Merrett? "Foi o meu pai que fez isso. Tudo o que eu fiz foi beber."
Então, Salladhor Saan sabe que isso acontece porque os plebeus dizem que aconteceu. E Merrett Frey estava lá, mas bebeu o suficiente para que seu irmão desmaiasse de bêbado. E ele não mencionou a costura da cabeça. Foi acusado disso e depois transferiu a culpa para o pai (que obviamente não fez isso por conta da idade avançada).
Finalmente, temos dois pontos de vista em ADWD que interagem com um grande número de Freys. Aqueles Freys, que estavam no Casamento Vermelho e não estavam bêbados, contam muitos contos, mas nenhum deles menciona uma cabeça de lobo sendo costurada no corpo de Robb. Isso não significa que não aconteceu, mas questiona quem diz que aconteceu.
Então, a cabeça de um lobo foi realmente costurada no corpo de Robb? Talvez. A cabeça de Vento Cinzento foi costurada no corpo de Robb? Umm ... não, isso é, provavelmente, logisticamente impossível.
O pescoço do homem comum tem 16 polegadas de circunferência. O pescoço médio do pastor alemão tem 18 polegadas de circunferência e é provavelmente comparável ao de um lobo cinza comum. Você poderia costurar a cabeça de um lobo no corpo de um homem e sabemos que há uma matilha gigante de lobos na área graças a Nymeria.
Por outro lado, Vento Cinzento é um lobo gigante. Qual é o tamanho do pescoço de um lobo gigante?
Meio enterrada na neve manchada de sangue, uma forma enorme atolava-se na morte. Em sua desgrenhada pelagem cinzenta formara-se gelo, e um tênue cheiro de putrefação impregnava-a como perfume de mulher. Bran viu de relance os olhos cegos repletos de vermes, uma grande boca cheia de dentes amarelados. Mas foi o tamanho da coisa que o fez ficar de boca aberta. Era maior que seu pônei, com o dobro do tamanho do maior cão de caça do canil de seu pai.
– Não é aberração nenhuma – disse Jon calmamente. – Isso é uma loba gigante. Esses animais crescem mais do que os da outra espécie.
(AGOT, Bran I)
Maior que um pônei e duas vezes o tamanho do maior cão do canil? Bem, se o pescoço tem o dobro do tamanho dos cães de caça maiores, podemos dizer com segurança que tem mais de 36 polegadas de circunferência - boa sorte costurando isso no corpo de um homem grande. Talvez devêssemos fazer a comparação do pônei. A circunferência média do pescoço de um pônei é de 40 polegadas... Mesmo se aceitarmos, argumentando que Gray Wind não estava completamente crescido como sua mãe, sua cabeça ainda é grande demais para caber no corpo de Robb. Se uma cabeça foi costurada no corpo de Robb, era a cabeça de um lobo normal, não a de Vento Cinzento.
Portanto, vimos que não temos relatos reais em primeira mão do que aconteceu, exceto o de Merrett, que provavelmente não é super preciso e que confirma que Vento Cinzento foi libertado. Também temos uma segundo relato de Walder Rivers e Edwyn Frey. Essas são os únicos relatos diretos que temos do que aconteceu com Vento Cinzento.
– [...] Diga-me, Sor Raynald Westerling conta-se entre esses cativos?
– O cavaleiro das conchas? – Edwyn fez uma expressão de desprezo. – Esse pode ser encontrado alimentando os peixes no fundo do Ramo Verde.
– Ele estava no pátio quando nossos homens foram abater o lobo gigante – disse Walder Rivers.– Whalen exigiu-lhe a espada, e ele a entregou com bastante docilidade, mas quando os besteiros começaram a encher o lobo de flechas, pegou no machado de Whalen e libertou o monstro da rede que lhe tinham atirado. Whalen diz que recebeu um dardo no ombro e outro nas tripas, mas ainda conseguiu chegar ao adarve e se atirar no rio.
(AFFC, Jaime VII)
Então, sabemos que Raynald foi capaz de lutar e fugir, pelo menos até certo ponto, e que ele foi capaz de libertar Vento Cinzento. Então, GRRM nos diz que não sabemos se Reynald foi morto. Se não sabemos se eles foram capazes de matar Raynald, como saberemos que eles foram capazes de matar Vento Cinzento?
– Deixou uma trilha de sangue nos degraus – Edwyn acrescentou.
– Encontraram seu cadáver mais tarde? – Jaime quis saber.
– Encontramos mil cadáveres mais tarde. Depois de passarem alguns dias no rio, ficam todos muito parecidos uns com os outros.
(AFFC, Jaime VII)
Nota-se que ele não diz que eles encontraram um cadáver usando o brasão dos Westerling, que ele afirma conhecer. "O Cavaleiro das Conchas?" Seu conhecimento do brasão também implica que Raynald usava o brasão, o que o tornou bem conhecido pelos outros. É improvável que Edwyn estivesse familiarizado com os brasões de casas menores do Ocidente. Eles encontraram corpos, mas aparentemente nenhum ostentava o símbolo conhecido do cavaleiro das conchas. Isso significa que Raynald provavelmente está vivo, ou pelo menos que seu corpo nunca foi encontrado. Se Raynald está vivo, Vento Cinzento provavelmente também está vivo. Eu acho que teria sido mais fácil para Vento Cinzento escapar do que Raynald. Afinal, Vento Cinzento foi nomeado por ser muito rápido:
Robb chamara seu lobo de Vento Cinzento, porque ele corria muito depressa. (AGOT, Bran II)
Como muitos respondem a quaisquer teorias apresentadas aqui ou em outros lugares, “qual seria a função narrativa da história/enredo da sobrevivência de Vento Cinzento?” Bem, muitos falaram sobre o significado de Sansa e Arya perderem seus lobos e, assim, se separarem de sua "matilha". O simbolismo é óbvio. E para Arya, enquanto ela está longe de sua "matilha", Nymeria ainda está viva e ligada à família, ela pode encontrar o caminho de volta e se reunir com sua loba gigante. Pobre Sansa - ela não tem uma loba para recuperar…
Notavelmente, muitas teorias sobre Sansa teorizam que, depois de perder Lady, ela simbolicamente deixou de ser uma Stark e que sua história acabará por torná-la uma Stark novamente. Que melhor maneira de voltar ao grupo do que recuperar um lobo gigante….
Ele os enfeitiçou, pensou Alayne naquela noite, enquanto, na cama, ouvia o vento uivar junto às suas janelas. Não saberia dizer de onde a suspeita viera, mas uma vez que lhe atravessou a mente não a deixou dormir. Virou-se e se remexeu, roendo a ideia como um cão faria com um velho osso. Por fim, levantou-se e se vestiu, deixando Gretchel com seus sonhos.
(AFFC, Alayne I)
Além disso:
Havia gelo sob seus pés e pedras quebradas só à espera para torcerem um tornozelo, e o vento uivava ferozmente. Soa como um lobo, Sansa pensou. Um lobo fantasma, tão grande quanto as montanhas.
(AFFC, Alayne II)
Olá, Vento Cinzento! E ao entrar na pele de simbolicamente, ela poderá sentir a presença de Robb ainda lá. Afinal, suas últimas palavras ecoam a última palavra de Jon. "Vento Cinzento ..." "Fantasma".
EXTRA 1: Evidência de que a Muralha não impede o aviso ou os lobos-diretos de se sentirem:
Em A Fúria dos Reis, Jon está ao norte da Muralha com Qhorin Meia-Mão quando ele tem este sonho:
Havia cinco onde devia haver seis, e estavam espalhados, todos separados uns dos outros. Sentiu uma profunda sensação de vazio, de incompletude. A floresta era vasta e fria, e eles eram tão pequenos, tão perdidos. Os irmãos estavam longe, em algum lugar, e a irmã também, mas tinha perdido seus rastros. Sentou-se nos quartos traseiros e levantou a cabeça para o céu que escurecia, e seu choro ecoou pela floresta, um som longo, solitário e lamentoso. Enquanto o som morria, aguçou as orelhas, à escuta de uma resposta, mas o único ruído foi o suspiro da neve soprada pelo vento.
Jon?
O chamado veio de suas costas, mais baixo do que um sussurro, mas forte. Pode um grito ser silencioso? Virou a cabeça, em busca do irmão, de um vislumbre de uma silhueta esguia e cinzenta em movimento sob as árvores, mas nada havia, só…
Um represeiro.
Parecia ter brotado da rocha sólida, com as raízes brancas contorcendo-se de uma miríade de fissuras e rachaduras finas como fios de cabelo. A árvore era fina comparada com outros represeiros que tinha visto antes, pouco mais do que um broto, mas crescia diante de seus olhos, com os galhos engrossando à medida que se estendiam para o céu. Com prudência, deu a volta no tronco branco e liso até encontrar o rosto. Olhos vermelhos olhavam-no. Eram olhos ferozes, mas satisfeitos por vê-lo. O represeiro tinha o semblante do irmão. Teria o irmão sempre tido três olhos?
(ACOK, Jon VII)
Pela maneira como é descrito, parece que isso é veio do Bran pós-Corvo de Sangue, mas esse não é o caso. Afinal, como vimos em A Fúria dos Reis:
Ali, na escuridão frígida e úmida da tumba, seu terceiro olho finalmente abrira-se. Conseguia alcançar Verão sempre que quisesse, e uma vez tinha até mesmo tocado Fantasma e falado com Jon.
(ACOK, Bran VII)
Bran estava em Winterfell, Jon e Fantasma estavam ao norte da Muralha, e Bran estendeu a mão e tocou Fantasma e conversou com Jon. A parede não bloqueia a detecção dos outros lobos.
Além disso, em A Tormenta de Espadas, Fantasma está ao norte da Muralha e Verão não, mas é isso que Verão pensa:
Mas às vezes conseguia senti-los, como se ainda estivessem com ele, escondidos de sua vista apenas por um pedregulho ou um pequeno bosque. Não era capaz de cheirá-los, nem de ouvir seus uivos noturnos, mas sentia a presença deles atrás de si... todos menos a irmã que tinham perdido.
(ASOS, Bran I)
Então isso novamente parece indicar que Verão podia sentir Fantasma, mesmo quando ele estava ao norte da Muralha.
Finalmente, a Muralha não era uma barreira para Varamyr entrar na pele da águia de Orell:
O troca-peles tinha um rosto cinzento, ombros redondos e era calvo, um homem que mais parecia um rato com olhos de lobisomem.
– Depois de um cavalo se habituar à sela, qualquer homem pode montá-lo – disse ele em voz baixa. – Depois de um animal se juntar a um homem, qualquer troca-peles pode entrar nele e montá-lo. Orell estava definhando dentro de suas penas, por isso fiquei com a águia. Mas a junção funciona nos dois sentidos, warg. Orell agora vive dentro de mim, murmurando como o odeia. E eu posso pairar por cima da Muralha e ver com olhos de águia.
– É assim que sabemos – disse Mance. – Sabemos como vocês eram poucos quando detiveram a tartaruga. Sabemos quantos vieram de Atalaialeste. Sabemos como seus suprimentos minguaram. Piche, óleo, flechas, lanças. Até a escada desapareceu, e aquela gaiola só pode içar uns poucos. Nós sabemos. E agora você sabe que sabemos.
(ASOS, Jon X)
Não acho que a Muralha bloqueie a mudança de pele ou impeça os lobos gigantes de sentirem uns aos outros.
EXTRA 2: Por que Vento Cinzento não pode ser detectado?
Eu acho que há várias possibilidades que explicam Vento Cinzento não ser sentido. Estas são as três que considero mais fortes:
  1. Vento Cinzento agora é especial entre os irmãos lobos gigantes, já que ele não tem mais seu ser humano. Isso pode interromper a conexão que lhes permite sentir um ao outro.
  2. Se Robb entrou na segunda vida em Vento Cinzento, pode ser que Fantasma não o sentisse mais como irmão - ele agora é um ser composto (Robb + Vento Cinzento) em vez de um ser autônomo.
  3. A capacidade de sentir um ao outro depende da força de vida dos irmãos. Mesmo que tenha sobrevivido, Vento Cinzento ficou gravemente ferido e pode estar à beira da morte, sem força vital suficiente para que seus irmãos o sintam.
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2019.11.24 21:34 espiraldemerda Acho que estou em depressao

Throwaway por razões obvias...
Há seis meses atrás troquei de emprego. Saí de um excelente para um que seria meu sonho. Trabalhar com a atividade que buscava desde o ínicio da faculdade, uma empresa conhecida e respeitada em qualquer lugar do mundo, um salário melhor e em uma localização privilegiada em relação à minha casa. Tudo parecia perfeito.
No inicio foi uma maravilha. Jogava futebol com a galera, tinha um bom relacionamento, fazia um bom trabalho dentro do proposto a mim nesta fase inicial. Sentia-me bem ali, tinha em mente a certeza de minha escolha, não havia arrependimento na minha escolha.
Isso tudo ocorreu até entender um pouco da natureza competitiva e brutal do negócio. Comecei a me sentir mal. Não consegui manter o mesmo nível de interação com a galera, com exceção de alguns, não percebi até hoje muita amistosidade por lá. Não sentia nos colegas de trabalho vontade de me ajudar. basicamente deseleixei nesse trabalho. Não buscava inovar, fazer algo a mais ou então sair da minha zona de conforto. Tornei-me bem individualista na realização das minhas tarefas.
A cada dia que passava, sentia uma enorme vontade de não ir. tenho que arrastar meu corpo de alguma forma, nunca na vida com os outros dois trabalhos que tive passei por tal sensação.
Todos os dias sou miserável por lá. com exceção do contato que tenho com alguns estagiários, de equipes distintas, não tenho momentos de paz. Chego por lá já contando as horas para sair. Não tenho motivação.
Pedi demissão para meu chefe, porém eu gosto dele. Expliquei para ele meu caso, o que sentia. Devido ao respeito e consideração que criei por ele nesse tempo, dei mais uma chance. Entretanto, percebi que a espiral de merda que entrei já é de dificil saída. continuei...
Nisso, comecei a perder o gosto e energia pelas coisas. Sou uma pessoa que em qualquer lugar chegou sou a alegria do local. Tinha uma vida social ativa, interesses e nunca deixei faltar com as responsabilidades, em especial à faculdade.
Nesse período, basicamente minha vida virou de cabeça pra baixo. Não tenho muito saco para sair de casa, os interesses que havia citado, basicamente perdi o meu tesão por eles, estou bem triste, sem vontade algumas para fazer as coisas. Até mesmo em relação à faculdade estou deixando fugir a meu controle. As provas são essa semana, não estudei nada durante o semestre e sei que mesmo começando agora não dará tempo...corro sério risco de perder meu benefício.
Ainda de quebra entrei em alguns vícios que podem ser de alguma forma nocivos à minha saúde. Ao invés de estudar, ir ao cinema, fazer algo de útil, adentrei neste mundo. Perdi muita grana, respeito que tinha a mim mesmo e por mais prazeroso que tenha sido a experiência, sinto-me um nojo por tudo.
Diante de tudo isso, sinto uma certa melancolia do meu antigo eu. Tinha a confiança que poderia conquistar o mundo, fazer o que quisesse. Minha auto-estima e confiança estavam nas alturas. Vestia-me bem, tinha um bom humor, estava em forma, vida acadêmica em ordem. Agora meu mundo virou ao avesso. Visto-me mal, meu humor morreu, engordei 13kg e sinto que pegarei pelo menos duas dp´s nesse semestre.
Na busca por um sonho, de conquistar o mundo e o melhor para mim, entrei em um pesadelo onde não vejo boas saídas. Consegui o que queria, cheguei no meu objetivo. Porém ao custo da minha saúde física e mental, distanciamento de amigos que não me aguentaram nessa situação. A custo de remédios para ansiedade, um ataque de pânico essa semana.
Basicamente perdi uma parte de mim. Não imagino o longo prazo, não me imagino feliz no curto ou no médio prazo e sinto que aquela pessoa que conheci se foi, não existe mais. Estou sob o véu da tristeza, da melancolia, da miséria.
Deixei-me levar pelas circunstâncias. Estou desolado. Meu ímpeto de viver e aproveitar a vida se foi aos poucos e percebi apenas agora que estou chegando próximo ao fundo do poço. Não sei se de fato chegarei. Independente do que se suceder, não tenho energias para continuar.
Tenho medo de perder minha bolsa e ter que queimar algumas reservas que acumulei em outro estágio para pagar o curso. Tenho medo de não conseguir um salário semelhante ao que tenho hoje. Tenho medo de perder o respeito de meus pais, conhecidos, família em geral.
Eu sei que cada um tem seu tempo, sua situação, seus porquês. Sei que levo esta conversa por um viés materialista. Percebi porém nessa situação que falar dessa forma é muito fácil quando não se está nela. No momento o medo me tomou. Fui dominado, tenho que assumir tal fato.
Não sei a respeito do futuro, tento exercitar meu estoicismo nesse momento, usar de todo aparato filosófico para continuar e prosseguir. Não vejo sucesso. De qualquer forma, assim que terminar minhas provas, independente do que aconteça, pedirei em definitivo minha demissão.
Preciso reencontrar a alegria que tinha em viver, as ambições, recuperar o brilho do meu olhar, minha vida social, meu corpo, minha identidade. Tenho 20 anos recem completados. Quero que meus 20 anos sejam fantásticos. Quero voltar a ir para academia, estar ativo socialmente, voltar a ser o que era, mesmo que em parte.
Por fim,queria dar um conselho a vocês. Pensem acima de tudo na felicidade de vocês. Eu havia colocado esse ponto em segundo plano em minha decisão de trocar de trabalho. Fui em busca do desconhecido. Deu errado.... Estava bem e decaí a um ponto que jamais imaginaria. Não estou dizendo para vocês permanecerem na zona de conforto. Digo apenas para sempre, em qualquer circunstâncias, perguntarem a si mesmos: Serei eu feliz nessa situação? e sempre ponderar as nuances envolvidas.
Obrigado por lerem até aqui. Chorei escrevendo esse texto, veio direto da alma. Não editei para mantê-lo autêntico, talvez para passar meu sentimento através das palavras. Obrigado de coração por ter lido, significa muito para mim;
Obg comunidade :)
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2019.10.13 05:00 altovaliriano [PERSONAGENS] Arianne Martell

Em O Festim dos Corvos, Arianne Martell é desde logo apresentada como uma jogadora que está disposta a assumir grandes riscos. No segundo capítulo de núcleo dornês da saga, já vimos o evidente contraste entre a cautela de seu pai e seu comportamento arrojado.
Porém, os planos de Arianne se mostram fúteis diante da capilarização do poder de Doran. O Príncipe mostra ser um jogador experiente: ele chega antes, com mais homens, faz bom uso do elemento surpresa e não deixa muito para o acaso (apesar de que o que deixou ao acaso quase custou a vida de Myrcella, como ele admite). Doran sabe como quebrar Arianne, enquanto adversária. Mas nunca soube como compreendê-la como filha, tampouco lhe dar utilidade como aliada. E este desconcerto quase leva Dorne a uma guerra simultaneamente interna e externa.
Contando com os capítulos liberados de Ventos do Inverno, Arianne só aparece em 7 capítulos, dos quais é POV em apenas 4. Muito pouco para se esperar que haja material para traçar paralelos com personalidade históricas do mundo real. Contudo, há elementos para comparar sua jornada a fábulas de nosso mundo e a personalidades da história do mundo dela.
Para tanto, vamos examinar sua condição humana, seu despertar para a maturidade e seu futuro.
ARIANNE, O ANIMAL HUMANO
Pouco realmente se sabe sobre a infância de Arianne. A lembrança mais antiga da filha de Doran e Mellario remete ao tempo em que era uma criança rechonchuda e de peito liso e rezava aos deuses para ser bela quando crescesse (TWOW, Arianne I). Essa memória revela o quão significativo para Arianne era a beleza, algo que mais tarde viria a se tornar sua ferramenta mais amplamente explorada.
Fora isso, sabemos apenas detalhes vagos, como que ela tinha uma boa relação com Doran ("A garotinha que costumava correr para mim quando esfolava o joelho") e passou muitos anos da infância nos Jardins de Água. Contudo, uma vez que o relacionamento de seus pais deve ao menos ter tido um início auspicioso, Arianne provavelmente foi a única filha a presenciar os bons anos de relacionamento entre Doran e Mellario.
Não sabemos ao cero quando os problemas começaram, mas sabemos que eles atingiram um pico quando Quentyn foi usado como moeda de troca com os Yronwood pelos problemas que Oberyn havia causado. Também não sabemos quando isso aconteceu, mas, uma vez que Quentyn nasceu em 281 e sua partida se deu quando ele era "muito jovem", não deve ter ocorrido quando Arianne tinha mais de 10 anos de idade (ou seja, no máximo, 286 dC) e, segundo ela, isso foi determinante para que nunca fosse próxima do irmão.
Quando Arianne tinha 11 anos (287 dC), seu irmão Trystane nasceu. A diferença de idade é a justificativa que Arianne usa para justificar sua falta de intimidade com Trystane. Porém, deve ser lembrado que algum tempo depois, novamente a relação de seu pai e sua mãe chegou a outro ponto extremo e Mellario voltou para Norvos. Ainda que não saibamos quando isso ocorreu, é difícil de acreditar que isto tenha ocorrido antes que Arianne, ao 14 anos (290 dC), descobrisse a carta de Doran a Quentyn que fez com que suas relações com seu pai deteriorassem.
Arianne, portanto, era uma filha de pais divorciados. E Trystane, uma criança, não era a pessoa indicada para lhe amparar. Na verdade, Arianne buscava apoio nas primas, as serpentes de areia, todas elas mulheres criadas longe de suas mães, e nos amigos de infância, em especial Garin, cuja mãe foi ama-de-leite de Arianne. Assim, são pessoas unidades pelo tema da maternidade.
Não fossem os dorneses famosos por seu comportamento impulsivo e sexualizado, seria fácil atribuir as travessuras de infância e adolescência de Arianne e cia à desestabilização do núcleo familiar. Ainda assim, quando ficamos sabendo que certa vez a filha de Doran e as Serpentes de Areia foram tão longe quanto cruzar o rio Vago para fazer uma visita da melhor amiga de Arianne, Tyene Sand. Literalmente, um jornada em busca da mãe.
Ainda assim, Mellario não pode ser considerada um influência na vida de Arianne. O impacto que ela causou na garota foi tê-la deixado, assim como Arianne deve ter se sentido preterida pelo pai quando descobriu a carta a Quentyn. A pessoa que detinha a admiração era seu tio Oberyn, por quem nutria uma paixonite (segundo informações do aplicativo oficial para celular, uma fonte semi-canônica). Para os dorneses, comparados a Oberyn, seu pai e sua mãe não poderiam ser chamados de pessoas fortes.
Talvez desse complexo paterno por Oberyn que Arianne tenha desenvolvido uma personalidade mais parecida com a das Serpentes de Areia do que a dos outros Martell. Não sendo uma guerreira, não poderia ser parecida com Nymeria ou Obara, mas Arianne acaba por desenvolver uma personalidade gêmea à de Tyene, que usa de uma aparência de ingenuidade para disfarçar maquinações ferozes.
A sedução e a beleza são as ferramentas de Arianne, no lugar da violência. Ela rezou muito para que fosse bela porque provavelmente entendia o que isso representava. Como Arianne reconhecidamente tem um fraco para garotos bonitos, maus e perigosos (TWOW, Arianne I) - provavelmente em decorrência de sua atração por Oberyn, o ícone das Serpentes de Areia -, ela sabia que a beleza e a sedução era o atiçador com que puxaria as brasas para si.
Mas a beleza e a sedução tem se mostrado armas vazias em sua mão, pois seus planos são mais calcados em fantasia do que em observação. Isso ficou demonstrado com o fiasco de seus planos de coroar Myrcella. Por outro lado, agora que Arianne conhece as intenções e planos de seu pai, sua natureza impulsiva Oberynesca não garante que ela esteja a salvo da morte, tal qual Oberyn não estava.
ARIANNE, A BELEZA ADORMECIDA
Antes de sua conspiração falhar e começar a cooperar com seu pai, Arianne desconhecia as consequências de sua impulsividade e seu fraco por homens bonitos. Não estava com os olhos abertos, era uma beleza adormecida. Ela, a princesa, foi aprisionada em uma torre e ficou à espera de quem viesse enfrentar seu carcereiro. Mas ningúem veio. E o único príncipe que fez seu resgate foi o próprio Príncipe de Dorne, para ruína das ilusões que ela alimentava.
As ligações de Arianne com a figura de Bela Adormecida e com a trope da Donzela em Apuros são evidentes não só em sua trama atual. Arianne já demonstrava essa propensão em sua história pregressa, especificamente na sua primeira visita à Pedramarela, durante a qual, enquanto Tyene aprendia a extrair veneno de cobras e Sarella revirava o local com curiosidade, Arianne sonhava com um cavaleiro que a raptara para usá-la. Em outras palavras, Arianne fantasiva com paixões ardentes em um ninho de cobras, literalmente.
O seu retorno é ainda mais significativo. Arianne estava tão adormecida que trouxe uma conspiração que quereria extrema confiança recíproca para um ninho de cobras, tanto literal quanto metafórico. No final, ela não ter certeza de quem a denunciou demonstra o quão pouco Arianne sabia daquelas pessoas sobre quem ela depositava imensa grande confiança. Nem o fato de o perigoso Sor Gerold Dayne estar no grupo é suficiente para que ela ponha a mão no fogo por seus amigos.
O nome que o conto da Bela Adormecida recebeu em alemão foi Dornröschen, em que Dorn significa "espinho, espinheiro, urze" e röschen seria "rosa, flor", em razão da floresta de espinheiros que tomam o reino quando a princesa adormece. Há também oito fadas madrinhas (como as oito Serpentes de Areia), mas isso é só uma curiosidade.
Arianne desconhece que está dormindo em meios aos espinhos dorneses, algo que Doran parece conhecer há muito. Porém, talvez o conhecimento de Doran lhe tenha sido passado por sua mãe, a antiga Princesa de Dorne, tornando Doran o responsável pelo comportamento de Arianne, com quem ele está em dívida.
De fato, Arianne levanta 5 motivos para justificar sua conspiração contra seu pai, todos eles muito justificados diante do desconhecimento dos planos de Doran:
  1. Doran propôs que ela casasse com homens velhos e desdentados (quando sabemos ela tem um fraco por rapazes bonitos - e nós vimos este tipo de coisa terminar mal com Lysa Tully, por exemplo);
  2. Doran não passou a ela nenhum poder, liderança ou cargo quando ele se mudou para os Jardins de Água, só a deixou a cargo de recepções e festins (querendo certamente transmitir uma aparência de normalidade, mas sem saber estava enfiando o dedo na ferida aberta com a descoberta da carta a Quentyn por Arianne);
  3. Doran convocava Oberyn a cada quinze dias, mas Arianne apenas uma vez por semestre;
  4. A carta de Doran para Quentyn que dizia “um dia sentará onde me sento e governará todo o Dorne, e um governante deve ser forte de mente e de corpo(o que diretamente usurpava seu direito e indiretamente a chamava de fraca);
  5. Quentyn foi enviado a Essos sob disfarce com cinco companheiros de importância simultaneamente à Companhia Dourada quebrar o contrato com Myr.
As intenções de seu pai não foram apreendidas não por completa ausência de educação política. Areo Hotah lembra-se de ter ouvido Doran ensinar a Arianne que "o silêncio é amigo de um príncipe" e que "as palavras são como flechas, Arianne. Depois de disparadas, não podem ser chamadas de volta. Mas, devido a complexidade de seus planos, Doran depende de que as peças do seu jogo obedeçam sem questionar, o que também é fantasioso de sua parte. Em outras palavras, Doran também fantasiou que estava sendo transparente com Arianne.
Por motivos que já explicamos, Arianne já deveria se sentir abandonada e Doran por em ação planos que pareciam confluir para roubar seus direitos hereditários deve ter colocado Arianne contra a parede. Mas, se Arianne já conhecia a carta desde os 14 anos, por que levou quase 1 década para agir? Por que a morte de Oberyn tornou Dorne sedenta por uma guerra e colocou o povo contra Doran (como vimos pelas frutas atiradas contra a comitiva de Doran quando ele chegou a Lançassolar).
Arianne pretendia se apropriar do momento para jogar o povo contra seu pai, mas descobriu que estava cercada de espinhais. Não sabia da natureza de seus escolhidos e foi traída, não ponderou sobre os riscos e matou um cavaleiro da guarda real e quase matou a criança que visava proteger. Ela quase conseguiu uma guerra que nada teria a ver com seus direitos.
Quando foi presa, Arianne continuou a elaborar planos de acordo com as estratégias que conhecia. Primeiro, pensou em se valer do cinismo para mentir e atuar, depois vestiu a "roupa mais reveladora" para provocar e desconcertar e, por fim, tentou aliciar os servos para convocar vassalos instáveis de Lançassolar contra seu pai. Ainda assim, vimos Arianne realmente arrependida em seus pensamentos, especialmente por Arys e Myrcella, demonstrando que ela não é uma pessoa incapaz de aprender.
Em verdade, neste momento ficamos cientes de que a cena em que a princesa convence o cavaleiro real a trazer Myrcela a Pedramarela só é contada sobre o ponto de vista de Arys porque GRRM não queria entregar os pensamentos de Arianne, tanto em relação aos seus sentimentos para com o Guarda Real quanto sobre Doran. De fato, como ficamos sabendo em A Princesa na Torre, por baixo da aparência de manipuladora maliciosa, Arianne é um poço de sentimentos contraditórios e compaixão.
Contudo, Arianne falhou em entender as lições que seu pai tentava lhe ensinar enquanto ela esteve presa. O jogo de Cyvasse e os livros sobre leis de Westeros, dragões e a Estrela de Sete Pontas foram colocados ali para que Arianne pudesse entender as palavras que seu pai temia pronunciar em voz alta. Ao invés disso, Arianne continuava a se comportar como a Princesa na Torre, a donzela em apuros, convocando salvadores contra seu carcereiro. "Isso deverá trazer os heróis correndo", ela pensou ao redigir sua carta para Lorde Fowler.
Se a mantive na ignorância durante esse tempo, foi só para protegê-la. Arianne, sua natureza... Para você, um segredo era apenas uma história especial para murmurar a Garin e Tyene à noite, na cama. Garin mexerica como só os órfãos são capazes, e Tyene não guarda segredos de Obara e da Senhora Nym. E se elas soubessem... Obara gosta de vinho demais, e Nym é muito chegada [às gêmeas] Fowler. E a quem [as gêmeas] Fowler poderiam fazer confidências? Não podia correr o risco.
(AFFC, A Princesa na Torre)
Assim, Doran deixou Arianne presa tempo o suficiente para que a raiva, a vontade e a fantasia passassem. E a verdade surgiu apenas quando Doran precisava de Arianne para manipular Myrcella.
ARIANNE, A PRINCESA DOS ESPINHOS
Em A Dança Dos Dragões, vemos os efeitos construtivos da transparência entre Doran e Arianne. Pai e filha parecem agir coordenadamente para aparentar normalidade na corte e converter as Serpentes de Areia mais velhas em aliadas e todos vão para os Jardins de Água.
[SPOILER TWOW]Quando a carta de Jon Connington pedindo a Dorne por ajuda, Doran confia a tarefa de avaliar as forças de Aegon e a presença de Dragões a Arianne, muito embora Arianne não conheça nenhum dos dois homens. Mais curiosamente ainda, Doran forma uma comitiva de estranhos (semi-estranho no caso de Daemon Sand), que nunca viram Aegon ou Connington também. Dessa forma, o objetivo declarado de Doran é parcialmente impossível de ser cumprido. Somente levar olhos para procurar por dragões justificam a viagem.
[SPOILER TWOW]Mas a comitiva em si é curiosa. É formada por pessoas não nobres, com algumas ligações com Oberyn e nenhuma intimidade com Arianne. O caso de Elia Sand é o mais acentuado: a garota é impulsiva como Arianne, talvez um presente de grego de Doran para funcionar como espelho e testar a força de vontade da filha.
[SPOILER TWOW]Mas ainda assim, levar Elia para o meio de uma terra invadida é estranho. Elaria declara que está espalhando suas filhas para aumentar a chance de sobrevivência, porém isto não parece uma tática eficiente. Será que há aqui algum objetivo implícito o qual Arianne deveria compreender durante a viagem? Quem sabe.
[SPOILER TWOW]Com Daemon, há também um objetivo. O cavaleiro tem uma natureza cínica e se tornou imune às seduções da Princesa. Como ele é bonito, pode ser um instrumento fácil para que ela desenvolva uma abordagem realista com seu objeto de deseja, que aprenda a repreender seus instintos e aprender as reais intenções por trás da beleza. Como Arianne avalia que Jon Connington será difícil de seduzir Daemon funciona como um treinamento.
[SPOILER TWOW]De toda forma, em Ventos do Inverno, Arianne ainda está se equilibrando entre sua velha personalidade e as novas lições. Doran fica de pé para se despedir dela como se para fixá-las na memória da filha. E ela realmente agora fala de guerra com um tom funesto, e diz sentir pena de Elaria porque todas as suas filhas saíram a Oberyn (uma mudança significativa de percepção).
[SPOILER TWOW]Até mesmo quando traça paralelos entre Doran e Jon Connington, ela diz que este último deve ser perigoso, de certa forma aludindo que a sutileza do Pai também o torna perigoso. Arianne, inclusive, fica mais dada a silêncios e prefere as deduções às perguntas, chegando a fazer uma bem fundada troca de palavras com Lysono Maar.
[SPOILER TWOW]Porém, durante toda a jornada ele cobiça e flerta com Daemon. Em certo ponto, começa a perguntar por Viserys Targaryen, como que para fantasiar com o homem que estava prometida (muito embora ela afirme que agora é uma mulher, não uma menina que sucumbe para garotos bonitos), o que se confirma quando passa a maldizer Daenerys por tê-lo deixado morrer. A decepção com a aparência de Lysono Maar pode ser uma enganação, pois Lysono tem uma aparência feminina, e talvez quando veja Aegon, o contraste o torno excitante à Arianne.
[SPOILER TWOW]O mais interessante é que Arianne tenta se convencer que agora ama e quer o irmão de volta (o que Daemon, cético, nega). Na verdade, parece que ela quer compensar seu pai pelo estrago que causou e considera que Quentyn seria o meio para isso. Talvez, então, quando notícias de sua morte pelos dragões de Daenerys chegarem, ela passe a se opor à Rainha Dragão.
[SPOILER TWOW]De fato, muitos acreditam que o que está reservado para o futuro de Arianne é a paixão não correspondida com Aegon (uma novidade para ela) e que ela assumiria o papel da fazedora de reis. Assim, "A Princesa e a Rainha" não seriam apenas o título de uma novela de Martin, mas papeis que seriam repetidos na nova Dança dos Dragões.
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2019.08.20 16:08 O-Pensador O Individualista e o Comunista: Um Diálogo

Por Voltairine de Cleyre & Rosa Slobodinsky
Usamos "I" para as falas do Individualista e "C" para as falas do Comunista.
I: Nosso anfitrião está ocupado e pede que eu me introduza? senhor, eu peço perdão, mas não tenho o prazer de encontrar o orador Comunista que discursou na reunião na Rua Blank na noite passada?
C: Seu rosto também me parece familiar.
I: Sem dúvida você deve ter me visto lá, ou em algum lugar parecido. Estou contente com a oportunidade de falar com você já que seu discurso lhe provou ser uma espécie de pensador. Talvez...
C: Ah, de fato agora eu te reconheço. Você é o defensor do Anarquismo capitalista?
I: Anarquismo capitalista? Ah sim, se você o quiser chamar. Nomes são indiferentes para mim. Não tenho medo de rótulos [1]. Que seja então, Anarquismo capitalista.
C: Bem, eu vou te ouvir. Entretanto eu não acho que seus argumentos terão muito efeito. Com qual membro da sua Santa Trindade você vai começar: terra, dinheiro, ou competição livre?
I: Com aquele que você preferir.
C: Competição livre então. Porque você faz tal demanda? A competição não é livre agora?
I: Não. Apenas um dos três fatores de produção é livre. Trabalhadores são livres para competirem entre si, e da mesma forma os capitalistas até certo ponto. Mas entre trabalhadores e capitalistas não há competição alguma, porque através de privilégios governamentais concedidos ao capital, de forma que tanto a quantidade da moeda e a taxa de juros são reguladas, seus possuidores (NT: do capital) estão em condições de manter os trabalhadores dependentes deles para conseguir emprego, fazendo então a condição de assalariamento perpétua. Não, assim que uma pessoa, ou uma classe, tem condições de prevenir outros de trabalharem por conta própria por não conseguirem obter os meios de produção ou capitalizarem seus próprios produtos, assim que esses outros não são livres para competir livremente com aqueles cujo privilégio os dá os meios. Por exemplo, você pode ver alguma competição entre o fazendeiro e seu contratado? Não acha que ele preferiria trabalhar para si mesmo? Por que o fazendeiro o emprega? Não é para realizar lucros com o trabalho daquele? E o homem contratado o deu aquele lucro de pura boa vontade? Ele não preferiria possuir todo o produto de seu trabalho a sua disposição?
C: E daí? O que isso prova?
I: Estou chegando diretamente lá. Agora, essa relação entre o fazendeiro e seu contratado de alguma forma lembra uma ligação cooperativa entre iguais, livres para competir, mas escolhendo trabalharem juntos para benefício mútuo? Você sabe que não. Não enxerga que já que o contratado não renuncia espontaneamente a uma grande parte de seu produto ao empregador (não é da natureza humana que o faça), deve haver algo que o força a fazer isso? Não enxerga que a necessidade de procurar um empregador é forçada sobre ele por sua falta de capacidade de comandar os meios de produção? Ele não pode se empregar, então ele deve vender seu trabalho com uma desvantagem com relação àquele que controla a terra e o capital. Consequentemente ele não é livre para competir com seu empregador mais do que um prisioneiro é livre para competir com seu colega de cela por ar fresco.
C: Bem, eu admito tanto. Certamente o empregado não pode competir com seu empregador.
I: Então você admite que não há competição livre no presente estado da sociedade. Em outras palavras, você admite que a classe trabalhadora não é livre para competir com os detentores do capital, porque eles não têm, e não conseguem obter, os meios de produção. Agora quanto ao seu "e daí"?. Disso segue que se ela tivesse acesso à terra e oportunidade de capitalizar seu o produto de seu próprio trabalho elas iria ou se empregar, ou, se empregada por outros, seus salários, ou remuneração, subiriam ao produto total de seu esforço, já que ninguém trabalharia para outro por menos do que poderia obter trabalhando por conta própria.
C: Mas seu objetivo é idêntico ao do Comunismo! Porque tudo isso para me convencer de que os meios de produção devem ser tirados dos poucos e dados a todos? Comunistas acreditam nisso; é precisamente por isso que estamos lutando.
I: Você me interpretou errado se você acha que queremos tirar ou dar para alguém. Nós não temos esquemas para regular a distribuição; não substituímos nada, não fazemos planos. Deixamos tudo a cargo do infalível equilíbrio da oferta e demanda. Dizemos que com oportunidades iguais para produzir, a divisão do produto necessariamente se aproximará de uma distribuição equitativa mas não temos método para "estabelecer" tal equalização.
C: Mas alguns de nós não serão mais fortes e habilidosos, outros fracos e não habilidosos? Uma pessoa não irá privar a outra porque é mais sagaz?
I: Impossível! Não acabei de lhe mostrar que o motivo pelo qual uma pessoa controla a maneira de viver de outra é porque controla as oportunidades de produzir? Faz isso através de um privilégio governamental. Agora, se esse privilégio for abolido, a terra se torna livre, e a habilidade de capitalizar produtos acabando com os juros, e um homem é mais forte ou esperto do que outro, ele de qualquer forma não pode lucrar com o trabalho de outro, porque ele não pode impedir esse outro de se empregar. A causa da subjugação foi removida.
C: VOCÊ chama isso de igualdade! Que um homem possa ter mais do que outros simplesmente porque ele é mais forte ou esperto? Seu sistema não é melhor do que o presente. O que estamos lutando contra não é simplesmente contra essa própria desigualdade nas posses?
I: Mas o que é igualdade? Igualdade significa que eu deva desfrutar do que você produziu? De forma alguma. Igualdade significa simplesmente a liberdade de cada indivíduo de desenvolver todo o seu ser, sem impedimento por parte de outro, seja ele mais forte ou mais fraco.
C: O que! Você fará com que uma pessoa mais fraca sofra porque é mais fraca? Ela pode precisar tanto quanto, ou mais do que uma pessoa forte, mas se ela não é capaz de produzir o que acontece com sua igualdade?
I: Eu não tenho nada contra você dividir seu produto com o mais fraco se você assim desejar.
C: Lá vem você com caridade novamente. O Comunismo não quer caridade.
I: Eu sempre me encanto com a singularidade da matemática Comunista. Meu ato você chama de caridade, nosso ato não é caridade. Se uma pessoa faz um ato benevolente você a estigmatiza; se um mais um, somados e chamados de comuna, fazem a mesma coisa, você aplaude. Por alguma espécie de alquimia parecida com a transmutação dos metais, o arsênico da caridade se torna o ouro da justiça! Cálculo estranho! Não percebe que está fugindo de um rótulo novamente? Você muda o nome, mas o caráter da ação não é alterado pelo número de pessoas participando dela.
C: Mas não é a mesma ação. Eu te ajudar a sair da dificuldade é a caridade da posse superior para com a inferior. Mas basear a sociedade sob o princípio: "De cada um de acordo com sua capacidade, e para cada um de acordo com sua necessidade" não é caridade de forma alguma.
I: Isso é uma discriminação que não possui base lógica. Mas suponha que, por enquanto, deixemos a discussão da caridade, que é realmente um ponto menos importante, como uma discussão mais profunda irá mostrar.
C: Mas eu acho que é bem importante. Veja! Temos dois trabalhadores. Um consegue fazer cinco pares de sapato por dia; um outro talvez, não mais do que três. De acordo com você, o trabalhador mais lento será privado das alegrias da vida, de forma alguma será capaz de conseguir mais do que o outro, graças a uma falta de habilidade natural de produzir tanto quanto seu competidor, algo que não é sua culpa.
I: É verdade que sob nossas condições presentes, existem tais diferenças no poder produtivo. Mas estas, em grande parte, seriam aniquiladas pelo desenvolvimento das máquinas e da habilidade de usá-las na ausência de privilégio. Hoje a maioria dos profissionais está trabalhando em ocupações incompatíveis. Por quê? Por que eles não têm nem a chance de descobrir para o que são aptos, nem a oportunidade de se devotar a isto se tivessem descoberto. Eles morreriam de fome enquanto procuram; ou, ao encontrar, apenas enfrentariam o desapontamento de ser mantidos fora das fileiras de um já superlotado caminho de vida. Profissões são, por força das circunstâncias, o que eram anteriormente por lei, assuntos de herança. Eu sou um alfaiate porque meu pai era um alfaiate, e era mais fácil para ele me introduzir aquele modo de ganhar a vida do que qualquer outro, mesmo que eu não tivesse nenhuma adaptação especial para tanto. Mas ao postular chances iguais, que é livre acesso e capital que não cobra juros, quando um homem se vê incapaz de fazer sapatos tão bem ou tão rapidamente como seu co-trabalhador, ele rapidamente procuraria uma ocupação mais compatível.
C: E ele ficará migrando de uma profissão para outra como um andarilho atrás de abrigo!
I: Oh não; seu abrigo será garantido! Quando você admitiu que a competição atual não é livre, eu não te disse que quando ela começar a ser, uma das duas coisas acontecerá: ou o trabalhador se empregará ou o contratante deverá lhe pagar o valor total de seu produto. O resultado seria maior demanda por trabalho. Capaz de se empregar, o produtor conseguirá a totalidade de sua produção, seja trabalhando independentemente, por contrato, ou cooperativamente, já que a competição de oportunidades, assim chamando, destruiria a possibilidade de lucros. Com a recompensa do trabalho aumentada a todo o seu resultado, um padrão de vida mais alto necessariamente seguirá; as pessoas irão querer mais em proporção ao seu desenvolvimento intelectual; com a gratificação de desejos aparecem novas necessidades, todas as quais garantem constante demanda por trabalho. Assim, até seu andarilho de profissões terá certeza de sua existência.
Mas você deve considerar ainda que o processo de trocar de profissão não é tão difícil como era antigamente. Anos atrás, se esperava que um mecânico, ou trabalhador, servisse de quatro a sete anos de aprendizado. Ninguém era um trabalhador completo até saber todos os vários departamentos de sua profissão. Hoje todo o sistema de produção foi revolucionado. Homens se transformam em especialistas. Um fabricante de sapatos, por exemplo, passa seus dias fazendo uma costura em particular. O resultado é maior rapidez e proficiência em um espaço de tempo comparativamente menor. Nenhuma grande quantidade de força ou habilidade é necessária; a máquina propicia ambos. Agora você irá rapidamente ver que, mesmo supondo que um indivíduo muda sua vocação meia dúzia de vezes, ele não vagará muito antes de achar uma a qual ele seja apto, e na qual ele possa competir com outros com sucesso.
C: Mas admitindo isso, você não acredita que haverá sempre alguns que poderão produzir mais do que seus irmãos? O que irá preveni-los de obter vantagens sobre os menos capazes?
I: Certamente eu acredito que existam tais diferenças em habilidade, mas que elas levarão a iniquidade que você teme eu nego. Suponha que A produza mais do que B, de alguma forma ele prejudica o último desde que não previna B de aplicar seu próprio trabalho para explorar a natureza, com as mesmas facilidades que ele mesmo teve, seja se empregando ou por contrato com outros?
C: É isso que você chama de direito? Irá isso produzir irmandade entre os seres humanos? Quando eu vejo que você está desfrutando de coisas que eu não posso conseguir, o que pensa que serão meus sentimentos para com você? Não devo invejá-lo e odiá-lo, assim como os pobres fazem com os ricos hoje?
I: Bem, você irá odiar um homem porque ele tem olhos mais bonitos ou melhor saúde do que você? Você quer demolir o manuscrito de uma pessoa apenas porque ela o supera na caligrafia? Você iria cortar aquele comprimento a mais do cabelo de Sansão, e dividi-lo igualmente com todas as pessoas de cabelo curto? Você irá pegar uma fatia do talento do poeta e colocar no armazém comum para que todos possam ir e pegar um pouco? Se tivesse uma mulher bonita em sua vizinhança que devota seus sorrisos a seu irmão, você deve se irritar e insistir que eles sejam distribuídos de acordo com as necessidades da Comuna? As diferenças de habilidade natural não são, na liberdade, grandes o bastante para prejudicar alguém ou perturbar o equilíbrio social. Nenhum homem pode produzir mais do que três outros; e mesmo garantindo tanto, você pode ver que isso não criaria o abismo que separa Vanderbilt [2] e seu manobreiro nas suas pistas.
C: Mas ao estabelecer justiça igual, o Comunismo preveniria até a possibilidade de injustiça.
I: É justiça tirar do talento e recompensar incompetência? É justiça virtualmente dizer que a ferramenta não é do trabalhador, nem o produto do produtor, mas de outros? É justiça roubar esforço ou incentivo? A justiça que você procura não está em tal injustiça, aonde igualdade material poderia ser obtida apenas no patamar da mediocridade. Ao passo que a liberdade de contrato aumenta, os sentimentos mais nobres e simpatias invariavelmente alargam. Com liberdade de acesso a terra e capital, nenhuma desigualdade evidente na distribuição poderia resultar. Nenhum trabalhador ultrapassa ou fica abaixo do dia médio de trabalho. Nada exceto o poder de escravizar através de controle das oportunidades de utilizar a força de trabalho poderia criar as grandes diferenças que testemunhamos.
C: Então você sustenta que seu sistema irá praticamente resultar na mesma igualdade que o Comunismo demanda. Ainda, concedendo tanto, levará cem anos, ou mil, talvez, para trazê-la. Enquanto isso as pessoas estão passando fome. O Comunismo não se propõe a esperar. Ele propõe ajustar as coisas aqui e agora; fazer as coisas mais iguais enquanto estamos aqui para vê-las, e não esperar até a doce impossível época que nossos netos, bisnetos possam ver seu amanhecer. Por que você não se junta a nos e nos ajuda a fazer algo?
I: Sim, nós mantemos que igualdade comparativa será obtida, mas pré-planejamentos, instituição, "direção" nunca poderão trazer o resultado desejado " a sociedade livre. Concordando com o argumento que qualquer planejamento é um golpe no progresso, isso é realmente algo impossível de se fazer. Pensamentos, como coisas, crescem. Não se pode pular da germinação para a árvore perfeita num momento. Nenhum sistema social pode ser instituído hoje que se aplicará as demandas do futuro; isto, sob a liberdade, se ajustará. Essa é a diferença entre o Comunismo e a cooperação. O primeiro fixa, ajusta, combina coisas, e tende a rigidez que caracteriza as conchas descartadas das sociedades passadas; a outra confia na infalível sobrevivência dos mais fortes, e o alargamento das simpatias humanas com a liberdade; a certeza de que aquela que esteja em linha com o progresso tendendo ao ideal industrial irá, num campo livre, conseguir por força de sua superior atração. Agora você deve admitir, também, que haverá sob a liberdade diferentes arranjos sociais em diferentes sociedades, alguns Comunistas, outros o completo oposto, e que a competição irá necessariamente surgir entre eles, deixando os resultados determinarem qual é o melhor, ou você deverá destruir a competição, instituir o Comunismo, negar a liberdade, e se opor ao progresso. O que o mundo precisa meu amigo, não são de novos métodos de instituir coisas, mas a abolição de restrições sob oportunidades.
Notas do Tradutor
[1] No original a palavra usada era "bugaboos", que significa uma espécie de medo infundado. Traduzi como "rótulo" para haver sentido. [2] Cornelius Vanderbilt era um magnata das estradas de ferro nos EUA no século XIX
Tradução de Rafael Hotz
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2019.06.02 17:10 HucleberryTwain Texto Ziegler

Ziegler: assim as corporações alimentam a ultradireita

Relator especial da ONU explica como as “sociedades multinacionais privadas” tornaram-se as verdadeiras donas do mundo, e impedem qualquer Estado, cidadão ou política social de conter fome, pobreza e as crises humanitárias.

Jean Ziegler é uma ave rara na cena política suíça, encarnando há quase meio século a figura do intelectual público de projeção global. Seu ativismo político e atuação internacional, como relator especial da ONU, rendeu-lhe uma extensa gama de inimigos, não só entre os bancos, empresários e lideranças conservadoras, mas até mesmo no campo mais progressista. Mas Ziegler continua um observador ativo, e nota que os cidadãos das grandes democracias vivem um “desespero silencioso e secreto”.
Ele, porém, não perde a esperança e insiste que a resposta à atual crise está no fortalecimento de uma sociedade civil planetária. Para Ziegler, os acontecimentos nos últimos anos e a impotência do sistema político em dar respostas mostram que a “democracia representativa está esgotada”.

Eis a entrevista

Vemos em diferentes partes do mundo uma reação popular contra partidos tradicionais e contra a política. Também vemos a vitória de políticos como Orban, Trump, Salvini e Bolsonaro. Por qual motivo o sr. acredita que estamos vendo essa onda?
O mundo se tornou incompreensível para o cidadão, que não mais consegue ler o mundo. As 500 empresas multinacionais privadas têm 52% do PIB do mundo (todos os setores reunidos, bancos, serviços e empresas). Elas monopolizam um poder econômico-financeiro, ideológico e político que jamais um imperador ou papa teve na história da humanidade. Eles escapam de todos os controles de estado, parlamentares, sindicais ou qualquer outro controle social. Eles têm uma estratégia só: maximização dos lucros, no tempo mais curto e não importa a qual preço humano.
Elas são responsáveis, sem dúvida, por um processo de invenção científica, eletrônica e tecnológica sem precedentes, e de fato extraordinário. Até o fim da URSS, um terço dos habitantes do mundo vivia sob algum tipo de regime comunista. Havia a bipolaridade da sociedade dos Estados. O capitalismo estava regionalmente limitado.
A partir de 1991, o capitalismo se espalhou como fogo de palha por todo o planeta e instaurou uma só instância reguladora: a mão invisível do mercado. Isso também produziu uma ideologia que totalmente alienou a consciência política dos homens. Há, hoje, uma ideologia que dá legitimidade a uma só instância de regulação: o neoliberalismo. Esse sistema sustenta que não são os homens, mas os mercados que fazem a história e que as forças do mercado obedecem às leis da natureza.
E qual é a implicação disso para o cidadão?
As forças do mercado trabalham com as forças da natureza e o homem é dito que não é mais o sujeito da história. No neoliberalismo, não é mais o homem que é o sujeito da história. Cabe ao homem se adaptar a esse mundo.
De fato, entre o fim da URSS no começo dos anos 1990, e o ano de 2000, o PIB mundial dobrou. O volume do comércio se multiplicou por três e o consumo de energia dobrou em quatro anos. Isso é um dinamismo formidável. Mas isso tudo ocorreu de uma forma concentrada e nas mãos de um número reduzido de pessoas.
Se considerarmos a fortuna pessoal dos 36 indivíduos mais ricos do mundo, segundo a Oxfam, ela é igual à renda dos 4,7 bilhões de pessoas mais pobres da humanidade. A cada cinco segundos, uma criança com menos de dez anos morre de fome ou de suas consequências imediatas.
E no mesmo relatório sobre a insegurança alimentar no mundo da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) diz: no atual estado de seu desenvolvimento, a agricultura mundial poderia alimentar normalmente 12 bilhões de seres humanos. Ou seja, quase o dobro da humanidade – somos 7,7 bilhões de pessoas hoje. Não há fatalidade. A fome é feita pelas mãos do homem e pode ser eliminada pelos homens. Uma criança que morre de fome é assassinada.
Isso é sustentável?
De forma alguma. A desigualdade não é só moralmente vergonhosa. Mas ela também faz com que o estado social seja esvaziado. Os mais ricos não pagam impostos como deveriam. Os paraísos fiscais, o sigilo bancário suíço – que continua – isso tudo ainda permite uma enorme opacidade. Empresas são contratadas para criar estruturas que impedem que os reais donos do dinheiro sejam encontrados em sociedades offshore. Os documentos revelados pelos Panama Papers mostram muito bem isso. Portanto, podemos dizer que as maiores fortunas do mundo e as maiores multinacionais pagam os impostos que querem.
E qual a consequência disso?
O fato que os mais ricos pilham o país e não pagam impostos gera duas situações: esvaziam a capacidade social de resposta dos governos e impedem contribuições obrigatórias dos países mais ricos às organizações especializadas da ONU que lutam contra a miséria no mundo. Portanto, esse sistema mata.
No fundo, essa ditadura do mercado faz com que os cidadãos entendam que não é o governo pelo qual eu votei que tem o poder de definir o destino. Isso cria uma insegurança completa e a desigualdade não é controlável. Se não bastasse, o cidadão é informado que seu emprego passa por um período profundo de flexibilização. A França, a segunda maior economia da Europa, tem 9 milhões de desempregados e três quartos dos empregos no setor privado são contratos de duração limitada (CDD, contrato de duração determinada). Outros milhões vivem de forma precária, como a maioria dos aposentados.
Quem são, portanto, os atores que influenciam o destino econômico de um país?
Vou dar um exemplo. As sociedades multinacionais privadas são as verdadeiras donas do mundo. Nos EUA, sob a administração Obama, foi criado uma lei que proibia o acesso ao mercado americano de minerais que tenham sido extraídos por crianças em suas minas, principalmente do Congo. O cobalto, por exemplo, foi um deles.
Essa lei gerou a mobilização de Glencore, RioTinto e tantas outras, denunciando que era inaceitável, pois era contra a liberdade dos mercados. Uma das primeiras medidas que Donald Trump tomou ao assumir o governo, em janeiro de 2017, foi a de acabar com essa lei. Como este, existem muitos outros exemplos no meu livro.
Em quais setores?
A agricultura é outro. Em 2011, três semanas antes da reunião do G7 em Cannes, o então presidente da França, Nicolas Sarkozy, foi à televisão e declarou que iria propor que a especulação nas bolsas e no mercado financeiro fosse proibida, principalmente sobre o arroz, milho e trigo e outros produtos agrícolas de base. Isso seria uma forma de lutar contra o aumento de preços dos alimentos básicos, especialmente nos países mais pobres.
Faltando poucos dias para o G7, a França retirou sua proposta, depois de ter sido pressionada pelas grandes empresas do setor, como Unilever, Nestlé e outras. Essa mobilização impediu uma ação do presidente da França.
Portanto, voltando ao ponto inicial: o capitalismo é o modo de produção que mais mostrou vitalidade nos avanços tecnológicos e de inovação e tem uma produtividade muito superior a qualquer outro do passado, incluindo o da escravidão. Mas, ao mesmo tempo, o modelo capitalista escapa de todo o controle político, sindical ou da ONU. Eu insisto: ele funciona sob apenas um princípio, que é o da maximização dos lucros, no tempo mais curto possível e a qualquer preço.
E o que isso significa para uma democracia?
É um sistema que priva o cidadão, mesmo numa democracia, de todo tipo de resposta efetiva à precariedade, à desigualdade que destrói o estado social. E é nesse contexto que se cria uma espécie de desespero silencioso e secreto entre os cidadãos. E, como sempre ocorreu na história e como ocorreu nos anos 30 na Alemanha, é neste momento que vêm os grupos de extrema-direita com sua estratégia de criar um bode expiatório.
De que forma?
O discurso é simples. Eles chegam a declaram ao cidadão: sim, sua situação é insuportável. Você tem razão. Não falam como outros que tentam dar esperanças ou dizer que as coisas vão melhorar. Mas, num segundo momento, o que fazem? Apresentam um bode expiatório para essa crise. Na Europa, eles são os imigrantes e os refugiados.
Justamente, em comum, esses movimentos denunciam a entrada de estrangeiros em seus países. Como o senhor avalia?
São governos europeus que cometem crimes contra a humanidade, ao recusar de examinar os pedidos de asilo dos refugiados. O direito a pedir asilo é uma convenção internacional de 1951, ratificada por todos os países, e os governos são obrigados a receber os pedidos.
Os eslovacos, por exemplo, aceitaram apenas 285 refugiados, sob a condição de que sejam cristãos. Em outros locais, como na Hungria, crianças estão na prisão. Mas mesmo assim esses governos continuam sendo sancionados pela UE, que continua a lhes enviar dinheiro. Só Viktor Orban (primeiro-ministro húngaro) recebeu 18 bilhões de euros no ano passado em fundos de solidariedade da Europa. As sanções, portanto, são inexistentes.
E qual tem sido o resultado dessa estratégia desses grupos populistas na Europa?
Eles mudam de paradigma e ganham força. Basta ver os resultados do partido Alternativa para a Alemanha (AfD). Hoje, eles têm o mesmo número de representantes no Parlamento que o tradicional SPD, o partido social democrata alemão que já nos deu políticos como Willy Brandt. O mesmo ocorreu com Matteo Salvini na Itália, Viktor Orban na Hungria, e ainda na Holanda, na Áustria. A estratégia do bode expiatório é uma estratégia que tem funcionado. Além disso, a consciência coletiva está sendo cimentada por uma ideologia neoliberal de que o homem não é mais o sujeito da história e que apenas pode se adaptar à situação e às forças do mercado, que obedecem às leis naturais.
Mas, voltando ao ponto da representatividade, tal cenário não ameaça minar a própria democracia?
Jean Jacques Rousseau publicou seu livro O Contrato Social em 1762, que foi a Bíblia para a revolução francesa. Ele descreveu a soberania popular e o fato de dar a voz a alguém para me representar. A delegação é um pilar do contrato social. Mas esse contrato social, que é a fundação da República, está esgotado. Essa democracia representativa está esgotada.
O povo não acredita mais nela. O povo vê que, ao votar em um deputado, não é ele que toma decisões, mas a ditadura mundial das oligarquias do capital financeiro globalizado. Portanto, há uma percepção de que ela não serve para nada. Não é ele quem vai garantir meu trabalho.
Ao mesmo tempo, esse povo não está disposto a abrir mão de seu poder e nem de sua capacidade de intervenção. No caso dos Coletes Amarelos, na França, um dos pontos principais é o apelo por um referendo popular como mecanismo. O que eles estão dizendo: o Parlamento faz o que quer. Queremos ter o direito de propor leis, de votar por elas. Hoje, a democracia representativa não funciona, num período de total alienação.
Quais são as respostas possíveis?
Retirar essa placa de cimento das consciências, que foi imposta. Liberar a consciência dos homens que é, por natureza, uma consciência de identidade. Se uma pessoa, seja de qual classe social ele for ou de qualquer religião, vir diante dele ou dela uma criança martirizada, algo de si afunda. Ele se reconhece imediatamente nela. Somos a única criatura na terra com essa consciência de identidade. E é por isso que milhões de jovens na Europa e na América do Norte se mobilizam em imensos cortejos, todas as semanas, pela sobrevivência do planeta e contra o capitalismo. O que eles estão dizendo aos seus governos? Que assim não podemos continuar. Façam algo contra essa ordem canibal do mundo.
A questão climática pode ser decisiva nesse contexto para modificar a forma de pensamento?
Pelo Acordo de Paris, cada um dos 190 estados que assinaram assumiu obrigações precisas para limitar as emissões de CO2 na atmosfera. 85% do CO2 emitido vem de energias fósseis. O acordo pede que as cinco maiores empresas de petróleo reduzam 50% de suas emissões até 2030 e de dar parte dos lucros ao desenvolvimento de energia alternativas, como solar, eólica e outras.
Mas o que é que ocorreu desde 2015? As cinco grandes empresas de petróleo do mundo aumentaram, em média, sua produção em 18%. E financiaram energias alternativas somente em 5%. Os jovens dizem: isso não funcionará.
Então, existe esperança?
Por anos, fui membro do Conselho Executivo da Internacional Socialista. Seu presidente, Willy Brandt, dizia a nós jovens, como eu, Brizola e Jospin: não se preocupem. A cada votação, vamos avançar aos poucos e as pessoas vão se dar conta. Lei por lei, vamos instaurar uma democracia social, igualdade de oportunidades e justiça social. Mas isso não ocorreu. No lugar do progresso da democracia social, o que vimos foi a instauração da ditadura mundial de oligarquias do capital financeiro globalizado que dá suas ordens, mesmo aos estados mais poderosos.
Desde a queda do Muro de Berlim em 1989, a liberalização do mercado e a perda do poder normativo dos estados avançou mais que nunca e, ao mesmo tempo, a desigualdade social aumentou. Mas Brandt também nos dizia: quando vocês falarem publicamente, é necessário dar esperança. O discurso deve ser analiticamente exato. Mas ele precisa ser concluído com uma afirmação de esperança. Caso contrário, é melhor ficar em casa.
Mas onde está essa esperança?
É a sociedade civil planetária. É a misteriosa fraternidade da noite, a miríade de movimentos sociais – Greenpeace, Anistia Internacional, movimento antirracista, de luta pela terra – que lutam contra a ordem canibal do mundo, cada qual em seu domínio. São entidades que não obedecem a um comitê central ou a uma linha de partido, e que funcionam por um só princípio: o imperativo categórico.
Emmanuel Kant dizia: “a desumanidade infligida a um outro humano destrói a humanidade em mim”. Eu sou o outro e outro sou eu. Essa consciência, em termos políticos, cria uma prática de solidariedade entre os indivíduos e reciprocidade entre povos. Mas essa sociedade é invisível. Não tem uma sede. Ela é visível cinco dias por ano, no Fórum Social Mundial, organizado pelos brasileiros em Porto Alegre.
O escritor francês George Bernanos escreveu: “Deus não tem outra mão que seja a nossa”. Ou somos nós que mudaremos essa ordem canibal do mundo, ou ninguém o fará.

Notas:

[1] Jean Ziegler ocupa hoje a vice-presidência do Comitê Consultivo do Conselho de Direitos Humanos da ONU.
[2] Em seu novo livro – Le capitalisme expliqué à ma petite-fille (en espérant qu’elle en verra la fin) – O capitalismo explicado à minha neta (com a esperança que ela veja o fim), da editora Seuil, o sociólogo tenta dissecar o sistema atual de produção e suas consequências para a cidadania.
[3] Ziegler já foi deputado federal, professor da Universidade de Genebra e professor da Universidade Paris Sorbonne. No início do século XXI, ele foi ainda o primeiro relator da ONU para o direito à alimentação.
https://outraspalavras.net/outrasmidias/ziegler-assim-as-corporacoes-alimentam-a-ultra-direita/
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2019.04.09 09:06 Rbgamnisty Atualizando a lista de comunistas: Einstein, em Maio de 1949, escreveu um artigo de título "Por que Socialismo?"

Integra do texto:
Será aconselhável que um não especialista em assuntos econômicos e sociais manifeste pontos de vista sobre o tema “socialismo”? Por várias razões, eu acredito que sim.
Comecemos considerando a questão pelo ponto de vista epistemológico [isto é, que analisa o próprio conhecimento científico]. Poderia parecer que não houvesse diferenças metodológicas essenciais entre a Astronomia e a Ciência da Economia: nos dois campos, os cientistas tentam descobrir leis que sejam aceitáveis de modo generalizado para um determinado grupo de fenômenos, com a finalidade de tornar compreensível a interconexão desses fenômenos do modo mais claro possível.
Na realidade, diferenças metodológicas existem. No campo da Economia, a descoberta de leis gerais é dificultada pela circunstância de que os fenômenos econômicos observáveis são com frequência afetados por muitos fatores que é muito difícil avaliar separadamente.
Além disso, como é bem sabido, a experiência acumulada desde o início do assim chamado período civilizado da história humana tem sido grandemente influenciada e limitada por fatores cuja natureza de nenhum modo é exclusivamente econômica.
Por exemplo, a maioria dos grandes Estados da história deveu sua existência à conquista. Os povos conquistadores estabeleceram a si mesmos, legal e economicamente, como a classe privilegiada do território conquistado; apossaram-se do monopólio da propriedade da terra e designaram uma classe sacerdotal a partir de suas próprias fileiras. Os sacerdotes, no controle da educação, fizeram da divisão da sociedade em classes uma instituição permanente, criando um sistema de valores pelo qual o comportamento social das pessoas passou a ser guiado desde então, em grande medida em nível inconsciente.
Mas a tradição histórica começou ontem, por assim dizer. Em nenhum lugar nós superamos de fato o que Thorstein Veblen chamou de “fase predatória” do desenvolvimento humano. Os fatos econômicos observáveis pertencem a essa fase, e as leis que podemos derivar deles não são aplicáveis a outras fases. Como o verdadeiro propósito do socialismo é precisamente superar a fase predatória do desenvolvimento humano e avançar para além dela, a Ciência Econômica em seu estado atual pode esclarecer bem pouco sobre a sociedade socialista do futuro.
Em segundo lugar, o socialismo se direciona para uma finalidade socioética. A ciência, no entanto, não tem o poder de criar finalidades, e muito menos de instilá-las nos seres humanos; a ciência pode, no máximo, fornecer os meios com que atingir certas finalidades. As finalidades são concebidas por personalidades com ideais éticos elevados – ideais esses que, quando não são natimortos e sim cheios de vida e vigor – são adotados e levados adiante por aquela multitude de seres humanos que, de modo parcialmente inconsciente, terminam por determinar a evolução da sociedade.
Por essas razões, deveríamos nos precaver no sentido de não superestimar a ciência e os métodos científicos quando o que está em questão são problemas humanos - e não deveríamos presumir que somente especialistas têm direito a se manifestar sobre as questões que afetam a organização da sociedade.
Incontáveis vozes vêm afirmando, já desde há algum tempo, que a sociedade humana está passando por uma crise; que sua estabilidade foi gravemente abalada. É característico dessa situação que os indivíduos se sintam indiferentes ou até mesmo hostis ao grupo a que pertencem, seja o pequeno grupo ou ao grupo de maior escala. Permitam-me recordar aqui uma experiência pessoal para ilustrar o que quero dizer: não faz muito, eu debatia com um homem inteligente e de boa disposição sobre a ameaça de mais uma guerra – o que, na minha opinião, poria em sério perigo a existência da humanidade – e observei que somente uma organização supranacional ofereceria proteção contra esse perigo. Nesse ponto o meu visitante me disse, com toda calma e indiferença: “Mas por que você se opõe tão profundamente ao desaparecimento da raça humana?”
Tenho certeza que apenas um século atrás ninguém teria declarado algo desse tipo com toda essa despreocupação. Temos aí uma declaração de um homem que lutou em vão para alcançar um equilíbrio interior e mais ou menos perdeu a esperança de alcançá-lo. É expressão de uma dolorosa solidão e isolamento, de que tanta gente sofre hoje em dia. Qual é a causa? Existe saída?
É fácil levantar essas perguntas, mas é difícil respondê-las com qualquer grau de segurança. No entanto eu preciso tentar, o melhor que puder, embora esteja bem consciente de que nossos sentimentos e aspirações são muitas vezes contraditórios e obscuros, e não podem ser expressos em nenhuma fórmula simples e fácil.
O homem é ao mesmo tempo um ser solitário e um ser social. Como ser solitário, ele tenta proteger sua própria existência e a dos que lhe são mais próximos, satisfazer seus desejos pessoais, desenvolver suas habilidades inatas. Como ser social, busca conquistar o reconhecimento e afeição dos seus companheiros de humanidade, compartilhar de seus prazeres, confortá-los em seus sofrimentos, melhorar suas condições de vida. Somente a existência dessas diferentes aspirações, muitas vezes conflitantes, já responde pelo caráter especial de uma pessoa, e sua combinação específica determina a medida em que o indivíduo consegue, por um lado, alcançar um equilíbrio interior e, por outro lado, consegue contribuir para o bem-estar da sociedade.
É bem possível que a intensidade relativa desses dois impulsos seja, em seu principal, determinada pela hereditariedade – mas a personalidade que termina emergindo é formada em ampla medida pelo ambiente em que acontece de a pessoa se encontrar durante o seu desenvolvimento, pela estrutura da sociedade em que ela cresce, pela tradição daquela sociedade, e pelo valor que a sociedade atribui a este ou àquele tipo de comportamento.
Para o indivíduo humano, o conceito abstrato “sociedade” significa a soma de suas relações diretas e indiretas com os seus contemporâneos e com todas as pessoas das gerações anteriores. O indivíduo é capaz de pensar, sentir, aspirar e trabalhar por si mesmo; mas [ao mesmo tempo] ele depende tanto da sociedade – em sua existência física, intelectual e emocional – que é impossível pensá-lo ou entendê-lo fora da moldura que é o contexto social. É “a sociedade” o que lhe proporciona comida, roupas, um lar, a ferramentas do seu trabalho, a linguagem, as formas de pensar, e a maior parte do conteúdo do pensamento; a sua vida se faz possível mediante o trabalho e realizações dos muitos milhões, passados e presentes, que estão escondidos por trás da pequena palavra “sociedade”.
É evidente, portanto, que a dependência do indivíduo em relação à sociedade é um fato da natureza que não pode ser abolido – tanto quanto o é no caso das formigas e abelhas. No entanto, enquanto o inteiro processo de vida das formigas e abelhas é determinado nos mínimos detalhes por instintos hereditários rígidos, o padrão social e os inter-relacionamentos dos seres humanos são altamente variáveis e suscetíveis de mudanças. A memória, a capacidade de realizar novas combinações e o dom da comunicação verbal possibilitaram desenvolvimentos, entre os seres humanos, que não são ditados por necessidades biológicas. Tais desenvolvimentos se manifestam em tradições, instituições e organizações; em literatura; em realizações científicas e técnicas; em obras de arte. Isso explica como acontece de o ser humano ser capaz de, em certo sentido, influir em sua vida mediante a sua própria conduta, e de que nesse processo o pensamento e a vontade conscientes consigam desempenhar um papel.
O ser humano adquire ao nascer, através da hereditariedade, uma constituição biológica que precisamos considerar determinada e inalterável, inclusive os impulsos naturais que são característicos da espécie humana. Em acréscimo, ao longo de sua vida ele adquire uma constituição cultural que ele adota da sociedade por meio da comunicação e de muitos outros tipos de influências. É a sua constituição cultural que está sujeita a mudanças com a passagem do tempo, e que determina em vasta medida a relação entre o indivíduo e a sociedade. A antropologia moderna nos ensinou, através da investigação comparativa das culturas chamadas de primitivas, que o comportamento social dos seres humanos pode diferir grandemente, dependendo dos padrões culturais e dos tipos de organização que predominam na sociedade. Os que se empenham em melhorar a condição humana podem fundamentar suas esperanças nisso: seres humanos não estão condenados por sua constituição biológica a aniquilarem uns aos outros, nem a estar à mercê de um destino cruel autoinfligido.
Se nos perguntarmos de que modo a estrutura da sociedade e a atitude cultural do ser humano deveriam ser mudados para tornar a vida humana tão satisfatória quanto possível, deveríamos estar sempre conscientes de que há certas condições que somos incapazes de modificar. Como já foi mencionado, para todos os efeitos práticos a natureza biológica do ser humano não é modificável. Além disso, os desenvolvimentos tecnológicos e demográficos dos últimos séculos criaram condições que estão aqui para ficar. Em populações assentadas com considerável densidade, levando em conta os bens que são indispensáveis para a continuidade de sua existência, tornam-se absolutamente indispensáveis uma extrema divisão de trabalho e um aparato produtivo altamente centralizado. Foi-se para sempre o tempo – que, olhando-se para trás, parece tão idílico – em que indivíduos ou grupos relativamente pequenos podiam ser completamente autossuficientes. Há pouco exagero em dizer que a humanidade já constitui uma comunidade planetária de produção e consumo.
Cheguei agora ao ponto em que posso indicar brevemente o que, para mim, constitui a essência da crise do nosso tempo: refere-se à relação do indivíduo com a sociedade. O indivíduo se tornou mais consciente do que nunca de sua dependência da sociedade - mas sua experiência dessa dependência não é a de um bem positivo, um laço orgânico, uma força protetora, e sim a de uma ameaça aos seus direitos naturais, ou até mesmo à sua existência econômica. Além disso, o indivíduo está posicionado na sociedade de modo tal, que os impulsos egoístas da sua constituição recebem reforço constante, enquanto que os seus impulsos sociais, que por natureza já são mais fracos, se deterioram progressivamente. Todos os seres humanos, qualquer que seja sua posição na sociedade, vêm sofrendo esse processo de deterioração. Prisioneiros de seu próprio egoísmo sem saber disso, sentem-se inseguros, sozinhos e privados de todo desfrute da vida que seja inocente, simples, não sofisticado. O ser humano somente pode encontrar sentido na vida, curta e arriscada como é, mediante sua dedicação à sociedade.
A anarquia econômica da sociedade capitalista como existe hoje é, na minha opinião, a verdadeira fonte do mal. Vemos diante de nós uma enorme comunidade de produtores cujos membros se empenham sem cessar em privar uns aos outros dos frutos de seu trabalho coletivo – não por força, mas em inteiro e fiel cumprimento de regras estabelecidas legalmente. A respeito disso, é importante dar-se conta [do papel do fato] de que os meios de produção – quer dizer, tudo o que dá capacidade de produzir bens para os consumidores, bem como bens de capital adicionais – possam ser propriedade privada de indivíduos (e de fato o sejam, em sua maior parte).
Pelo bem da simplicidade, na discussão a seguir chamarei de “trabalhadores” todos os que não têm parte na propriedade dos meios de produção – embora isso não corresponda com exatidão ao uso costumeiro do termo. O proprietário dos meios de produção está em posição de comprar a força de trabalho do trabalhador. Usando os meios de produção, o trabalhador produz novos bens que se tornam propriedade do capitalista. O ponto essencial deste processo é a relação entre o que o trabalhador produz e aquilo que lhe pagam, ambos medidos em termos de valor real. Na medida em que a contratação do trabalho é “livre”, o que o trabalhador recebe não é determinado pelo valor real dos bens que ele produz, e sim por quais são suas necessidade mínimas, bem como pela relação entre a demanda por força de trabalho por parte dos capitalistas e o número de trabalhadores que competem por empregos. É importante entender que nem mesmo na teoria o pagamento do trabalhador é determinado pelo valor do seu produto.
Capital privado tende a se concentrar em poucas mãos, em parte devido à competição entre os capitalistas, em parte porque o desenvolvimento tecnológico e o crescimento da divisão do trabalho estimulam a formação de unidades de produção maiores, em prejuízo das menores. O resultado desses desenvolvimentos é uma oligarquia do capital privado, cujo enorme poder não pode ser efetivamente controlado sequer por uma sociedade política democraticamente organizada.
Isso é assim porque os membros dos corpos legislativos são selecionados por partidos políticos, que são amplamente financiados, ou influenciados de algum outro modo, por capitalistas privados que, para todos os propósitos práticos, separam o eleitorado da legislatura. A consequência é que os representantes do povo não protegem de fato e de modo suficiente os interesses dos setores menos privilegiados da população. Além disso, nas condições atuais os capitalistas privados inevitavelmente controlam, direta ou indiretamente, as principais fontes de informação (imprensa, rádio, educação). Torna-se assim extremamente difícil para o cidadão individual, e de fato impossível na maioria dos casos, chegar a conclusões objetivas e fazer uso inteligente dos seus direitos políticos.
A situação predominante em uma economia baseada na propriedade privada de capital caracteriza-se então por dois princípios centrais: primeiro, os meios de produção (capital) são possuídos privadamente, e os proprietários dispõem deles como acham melhor; segundo, a contratação de trabalho é livre [isto é, não regulada]. É claro que não há sociedade capitalista pura nesse sentido. Em especial, é preciso registar que os trabalhadores, através de longas e amargas lutas políticas, conseguiram assegurar uma forma um tanto melhorada de “livre contrato de trabalho” para algumas categorias de trabalhadores. Mas, tomada em seu conjunto, a economia atual não difere muito de um capitalismo “puro”.
A produção é realizada com a finalidade do lucro, não com a do uso. Não existem disposições para garantir que todas as pessoas capazes e dispostas a trabalhar sempre consigam achar emprego; quase sempre existe um “exército de desempregados”. O trabalhador está perpetuamente com medo de perder seu emprego. Devido ao fato de que desempregados e trabalhadores mal pagos não formam um mercado rendoso, a produção de bens de consumo é restrita, o que resulta em grandes privações. O progresso tecnológico resulta com frequência em mais desemprego, em lugar de aliviar a carga de trabalho para todos. O lucro como motivação, em conjunto com a concorrência entre os capitalistas, é responsável por uma instabilidade na acumulação e utilização do capital, a qual leva a crises cada vez mais graves. A competição irrestrita leva a um gigantesco desperdício de força de trabalho, e também àquela deformação da consciência social dos indivíduos, que eu mencionei anteriormente.
Essa deformação dos indivíduos, eu a considero o pior dos males do capitalismo. Nosso sistema educacional inteiro sofre desse mal. Uma atitude competitiva exagerada é inculcada no estudante, que, como preparação para sua futura carreira, é treinado para idolatrar um sucesso aquisitivo.
Estou convencido de que existe apenas um caminho para eliminar esses graves males, e esse é o estabelecimento de uma economia socialista, acompanhada por um sistema educacional orientado para objetivos sociais. Em uma economia tal, os meios de produção são propriedade da própria sociedade, e utilizados de modo planejado. Uma economia planejada, que ajusta a produção às necessidades da comunidade, distribuiria o trabalho a ser feito entre todos os capazes de trabalhar, e garantiria o sustento de cada homem, mulher e criança. A educação do indivíduo, além de desenvolver suas próprias habilidades inatas, se empenharia em desenvolver nele um senso de responsabilidade por seus companheiros de humanidade, em lugar da glorificação do poder e do sucesso, como temos na sociedade atual.
Contudo é preciso lembrar que uma economia planejada ainda não é socialismo. Uma economia planejada pode ser acompanhada por uma escravização completa do indivíduo. A realização do socialismo requer a solução de alguns problemas sociopolíticos extremamente difíceis: como é possível, em face da centralização abrangente do poder político e econômico, impedir que a burocracia se torne todo-poderosa e prepotente? Como se podem proteger os direitos do indivíduo e garantir com isso um contrapeso democrático ao poder da burocracia?
A clareza quanto às metas e aos problemas do socialismo é da mais alta significação em nossa era de transição. Como, na conjuntura atual, a discussão livre e sem barreiras destes problemas se tornou um grande tabu, eu considero a fundação desta revista um relevante ato de interesse público.
Fonte em português.
Fonte em inglês.
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2018.05.19 15:38 rodrigoablima Livro: Alfa e Ômega - Uma Aventura nas Profundezas da Divindade Humana

CAPÍTULO 1 - A FUNDAÇÃO
Há incontáveis eras, um grupo de anciões, vitoriosos de batalhas anteriores, decidiram criar uma nova existência, pois se esgotaram as possibilidades e o mundo se tornou previsivelmente insuportável e tedioso. Além disso, em sua sabedoria acreditavam que, como antes, seria necessária uma renovação, bem como o desapego, aos resquícios e memórias do passado. A estes senhores, de nomes impronunciáveis com nossas gargantas primitivas, chamaremos de Arcontes da Alma, os famigerados Pais Arquetípicos, conhecidos na mitologia judaica como Elohim. Dentre estes senhores havia um que se destacava, por seu amor e justiça, sendo a expressão exata do Elevado, aquele que conheceu a primeira criação de todas as criações. Valente guerreiro e pai amoroso. O Verbo e Senhor dos vinte quatro Arcontes.
Sentados, em seus tronos, conversavam e planejavam os eventos que seriam vividos na nova origem. O lugar onde estavam era de beleza única e com uma atmosfera de poder e glória jamais imaginada por mortais, como eu e você. Um lugar que assusta e atemoriza qualquer criatura, impondo respeito aos seres das alturas, ou dos mais baixos abismos.
Todavia existia um lugar de maior significado e peso, um lugar inviolável, o santíssimo lugar, a morada do Eterno. Apenas o Pai e Filho do Verbo poderia adentrar neste ambiente e o fazia somente em ocasiões únicas, em importância e necessidade. Ali residia o Misterium Tremendum que nenhuma criatura ou Elohi poderia conhecer e compreender em sua plenitude, apenas o Elevado e seu unigênito comungavam daquele lugar. Uma casa, uma casa de carne, pois diziam que era o cordis ou o útero da criação.
Um enigma foi proposto, por um dos arcontes para servir como busca e sentido à nova existência, entretanto por mais que se esforçassem não conseguiam encaixar as peças, neste quebra cabeça cósmico, para dar sentido real, sabor e abundância de vida aos novos entes.
O Verbo teve que intervir, pois todos haviam percebido que fazia se propício ao Unigênito entrar na câmara santíssima e ali, diante da Presença Eterna conversar com o Inefável, em busca de algo que pudesse trazer abundância de vida aos neófitos.
Então, os enviados serventes da recamara do rei receberam ordens para preparar e purificar o átrio do templo célico, e assim o fizeram. Estes servos, os homens chamam de anjos, mas nada mais são que seres enviados para uma missão especial. Um destes Gadreel, que em hebraico pode ser escrito como ?????, também conhecido como Azazel, é a origem de muito conflito e debate. Certamente seu real título, princípio e incepção estão envoltos em mentiras e sombras. Nenhum mortal, e até mesmo seres imortais, podem afirmar com certeza sobre algo que teve o embuste como razão de ser, embora nada passa despercebido e impune pelo Eterno.
Enquanto realizava os preparos para consagração dos átrios e vestíbulos reais sua atenção foi desperta por uma pedra vermelha, um seixo de jaspe carmesim usado nas vestes sacerdotais pelo Verbo. Quero deixar claro que muito do que acontece aqui não poderia ser descrito com linguagem e palavras humanas se respeitada sua exatidão. O certo é que o que foi me passado e permitido lhe exponho da melhor forma que minhas mãos escrevem e minha mente concebe, por isso faço uso alegórico, dos eventos agora relatados, pois sem os quais jamais poderia escrever. Por isso, creia no conteúdo e não na forma, como conselho, prezado amigo, haja sempre assim, na vida, geralmente o contorno é enganoso embora a essência liberte. Se não fizeres isto, de um jeito ou de outro, aprenderás que as palavras nada dizem, todavia o que fazemos com elas sim.
Então, possuído de cobiça, apeteceu possuí-la, pois conhecia o propósito e sabia que facultaria habilidade de abrir portais e poder sobre as trevas, corrupção e mal, se usada sem consentimento e vontade do Verbo, pois em seu coração deixou entrar a dúvida sobre a bondade divina. Sem muito pensar, tomou-a para si, colocando outra de sárdio, semelhante em forma, em seu lugar. Leitor cabe aqui lembrar, que o ocorrido, apesar de não aprazer a Aquele que É, foi planificado por Ele antes de todas as Eternidades, nas eras ocultas em Deus e no Cordeiro (O primevo Æion, Kairós do Ego e do Ser) e quando terminar tu verás que falo a verdade.
Neste momento, um Mal Antigo foi desperto, transformando interior deste anjo, que agora chamaremos de Inferno, עזאזל em hebraico, pois como narrado antes, se mal-usado o Jaspe Carmesim, que simboliza o sangue do Cordeiro, porque quem o toma e usa, o faz para sua própria condenação, se não empregar o discernimento por meio Daquele que é o alimento da alma. Uma porta foi aberta e o Inferno a habita e é habitado por ele, o Filho da Perdição.
Que fique claro que o erro deste grigori não foi possuir a pedra, mas ser ladrão de algo que é livre a todo aquele que pedir ao Pneuma. O erro é a escravidão do espírito, pelo ego, que não se é refreado pelo Verbo. Neste momento, o horror primevo, entrou no corrompido anjo guardião dos aposentos reais.
Uma terrível tristeza abateu sobre o Verbo. Podia-se ver claramente no semblante do Cordeiro que algo muito sério o afligia. Porém, Ele sabia que era anseio do Eterno e conhecia muito bem os desígnios do coração de Deus. O Eterno, também estava aflito e pesaroso, pois isso não era de sua vontade ativa, mas permissiva.
Tudo foi preparado para o momento. E o Cristo entrou no santuário onde até os anjos temem ir. Ele vestia a indumentária sacerdotal completa. A Estola Sacerdotal ou Éfode uma peça parecida com um avental, confeccionada nas cores azul, púrpura, carmesim e o branco de linho fino retorcido. Sobre o Éfode um peitoral com as doze pedras, que representam os fundamentos que sustentam toda criação. Na cintura partindo do umbigo uma espécie de cordão de prata ligava as vestes ao cubo, o cubo de Metatron, uma máquina que permitia a entrada no santíssimo lugar, e assim, entrar em contado direto com o Arché. Arché é a substância primordial, constituinte de toda matéria do universo. Na verdade, Arché é um número que quando em execução conjunta com o cubo de Metatron possibilita a entrada no console fundamental que fornece uma interface para a criação da realidade. Uma vez conectado a máquina a realidade percebida pelo sumo sacerdote é mudada e este pode entrar no módulo de construção, uma espécie de programa de computador que funciona como um ambiente integrado que facilita a criação de realidades extraídas da lógica do número (ou programa) que inspira a vida.
Permita-me amigo explicar-lhe melhor o que é o Arché, também conhecido como unidade divina. Ele não é apenas um número qualquer, mas o padrão da perfeição, uma seqüência harmoniosa que encerra dentro de si todas as criações possíveis. Embora bastante próximo de Deus o Arché não é Deus. Podemos dizer que Deus é pleno quando o Verbo, a Lógica e a Materialidade trabalham em prol do sentido existencial, o tempero da vida, o Amor. O ator do Verbo é o Cordeiro, o ator da Lógica é o Arché e a Matéria é fruto da máquina de Metatron. Embora não percebamos todas as vezes, os três são e estão em Um e são vistos em plenitude no homem, mais corretamente no Filho do Homem e neste, sempre trabalham em Amor, afinal Deus é Amor!
Após todos os preparativos realizados então o Verbo adentra o santíssimo lugar. Imediatamente sua fisionomia se transforma. O módulo arquiteto estava carregado e o link foi estabelecido. Todo poder criativo de Deus estava ao dispor do Verbo, assim como, uma via de largura de fluxo inesgotável fornecia a comunicação direta entre Pai e Filho. Amigo, você deve estar perguntando por que essa conexão se fez necessária, visto que Pai e Filho são um, posso citar vários motivos, mas dois se destacam.
O primeiro é que nem sempre o Filho quer e precisa de todo poder criativo divino, há momentos que isso não se faz necessário nem desejável, lembre-se que o Filho nunca usou poder desnecessariamente. Ele nunca precisou de pirotecnia para mostrar sua identidade, poder e glória.
O segundo é que Ele, sempre quis se comportar como humano, deixe me explicar com um exemplo. Um alpinista poderia escalar uma montanha com um equipamento que facilitasse ao extremo a conquista do cume da montanha, podendo se quisesse subir até lá de helicóptero. No entanto que graça teria isso? E lembre-se a chave da vida está na graça. A graça é o Amor, divinamente humano e pessoal, em Movimento. Sem movimento, não há graça. Sem isso a vida se torna o “Trabalho de Sísifo”. Vazia, oca, sem sentido e niilista. O Verbo vivo deseja que a criação se pareça com a história arquetípica dando forma, beleza e sabor em abundância. A limitação torna as coisas mais interessantes. Embora haja sacrifícios e sofrimento, ao final, quando o montanhista tem a magnífica visão do fruto de seu esforço ele diz, valeu a pena!
Há uma terceira razão, também importante, mas em momento propício, querido neófito, lhe revelarei. Por agora basta dizer que nem todos têm fé a ponto de mover montanhas e nem só o Verbo pode usar a máquina de Metatron, mas só ele pode ir ao Aleph Santíssimo e compreender o mistério e causa da Vida.
Depois de tudo preparado, Adonai inicia seu trabalho. Como de igual maneira, em todas as criações, a primeira criação é a luz, então em um grito catártico, Fiat Lux, e a luz foi feita. A partir deste ponto não preciso entrar em detalhes, pois você conhece o desenrolar dessa história. Quero apenas focar em um ocorrido, e farei isso nos parágrafos seguintes.
***
O grigori ladrão da pedra, não era o mais forte dos anjos, porém o mais astuto e hábil na arte do falar e convencer. Ele sabia que seus dias celestes estavam por se findar e pouco tempo teria antes que fosse derribado. Além disso, as trevas em seu interior cresciam rapidamente, sempre a clamar por sangue, morte e destruição. Ele precisava agir e ligeiro. Ele carecia de seguidores, mais isso seria impossível se não houvesse separação entre Deus e os Vigilantes Universais. Ele precisava se tornar o poder, o dínamo que separa. E se possível ele separaria até Pai e Filho. Ele semearia a semente da discórdia entre os anjos superiores. A fé na bondade divina deveria ser abalada.
Uma voz gutural sussurrou em sua mente – “A chave para as trevas é a morte e com a mentira triunfarás”. Ele ainda não havia percebido, mas o dragão, em seu âmago crescia devorando seu espírito dia-a-dia. E na biblioteca celeste seu interesse pelo conhecimento proibido das eternidades precedentes crescia, em especial sobre a figura dracônica. Ele não teve maiores problemas em obter tal conhecimento, pois era o responsável pela manutenção do acervo da biblioteca real. Justamente o anjo que devia manter os livros em secreto traía o designo divino. Isso foi apenas o começo.
Um prazer perverso enchia-lhe o coração. Ele se via maior que o Criador, o que lhe enchia o espírito de orgulho e prepotência. Então enfim a semente do dragão germinou em sua mente. Ele percebeu que o seu sim, não precisava ser sim e o não, não precisava ser não. E o engano o fez sentir livre como nunca antes. O primeiro fruto da semente do dragão foi à mentira. A mentira que falsamente liberta.
Munido de conhecimento oculto e proibido se aproximou de Samyaza, o querubim do trono. O único anjo que conhecia o nome completo de Deus, o Logos, palavra passe que concedia acesso ao cubo de Metatron para alteração da realidade. Era poderoso em guerra e belo em formosura, sendo considerado o sinete da perfeição. Fazia sua morada junto às pedras afogueadas. Seu poder militar e anjos seguidores rivalizava com os de Miguel. Samyaza, não deixava transparecer, mas em seu interior deixou crescer certa inveja por Miguel, pois julgava desnecessário dois generais celestes.
Gadreel possuído pelo dragão havia percebido a insatisfação do querubim do trono. Sucessivamente alimentava o sentimento ínvido de Samyaza. Tornaram-se amigos. Gadreel em momento propício convidou-o para a biblioteca celeste e lá comungaram de conhecimento proibido. O dragão em Gadreel era ávido em devorar o espírito e sabia que não poderia abastecer-se ainda mais de sua morada, pois acabaria por destruir seu aliado por completo perdendo-o na morte e na loucura. Incentivou-o com sussurros semi-conscientes a fazer o Pacto de Execrações, descritos nos livros do primevo Aion, relatado no terceiro capítulo, “A criação do Dragão”.
Tão logo as juras do ritual se concretizaram o dragão entrou em Samyaza, lhe despertando dúvidas sobre a bondade divina. Ele sabia que o que fizera era errado, mas sentia um gozo maligno ao ver o mundo com os olhos do dragão. Enganado acreditava que o mal também poderia ser um bom trilhar e que as trevas eram belas. Não conseguiu compreender que o mal só atrai-o para a morte, e ao final consumiria seu espírito. Cabe neste momento dizer-lhe amigo que Deus deseja que sejamos um com Ele, mas Ele respeita nossa essência. Já o dragão devora-nos de forma que não somos um, mas acaba por amalgamar de forma indelével sua essência em nosso imo suplantando-a pela a dele. Sobrando somente ele. Sua fome é insaciável. E seu apetite irrefreável. E suas vítimas acabam por sucumbir, sem perceber a mordida do vampiro das almas.
Então por que Deus criou o dragão? Veja que o dragão é mal, pois assim foi criado, ele foi homicida, promotor da morte desde o princípio, e com justiça será tratado no final.
Nós eleitos, desde a fundação do mundo, somos vitoriosos de eternidade em eternidade. Somos mais que vencedores. Porém o dragão e sua semente serão derrotados de criação em criação. Como o vilão que em sua desgraça merecida abrilhanta a vitória do herói. A derrota do dragão é motivo de festa daqueles que viveram pelo Verbo. Isso está em nossos corações, implantado em nosso inconsciente. É a história arquetípica escrita na primeva incepção. Na criação anterior o dragão foi vencido pela força... Nesta, porém, o nosso inimigo está em nós e não será vencido pela força ou poder, mas pelo Espírito de Deus. Se a luta será terrível, a vitória será imensa. A vitória, no entanto, revelará sim de modo esplendoroso que o santuário santíssimo tem lugar em nosso mais íntimo, em nosso EU SOU. Seremos e já somos coparticipantes da natureza de Deus. O Misterium Tremendum, o galardão final, daqueles que são fiéis ao Verbo, será revelado e conheceremos como também somos conhecidos. E Deus fará tudo novo de novo!
Deus não é o autor da morte, a perdição dos vivos não lhe dá alegria alguma. Ele criou tudo para a existência, e as criaturas do mundo devem cooperar para a salvação. No entanto, a presença do mal permite o agir do bem. O Cristo teve a oportunidade de demonstrar seu amor, que em graça se transformou vertendo seu precioso sangue. E derrotada foi à morte e seu aguilhão e veneno será por fim destruído. Em alegria seremos transformados e o que hoje são sombras e névoas no porvir serão cores vivas como as luzes da aurora no esplendor do amanhecer.
O Eterno trabalha com ciclos. Como disse o sábio “Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou.”. Observe as estações do ano, os meses, as semanas e até mesmo os dias. Eles se repetem, mas sempre de forma diferente. A novidade não está exatamente naquilo que se vê, mas em como se vê.
Há tempo de destruição, de renovo, de trabalho, de descanso e neste fluir as eternidades passam. Ainda que em momentos de dor, mais perto chegamos do criador. Feliz aquele que achar mérito no autor das almas e para quem Ele disser, “Servo bom e fiel entra no teu descanso”. Nem todos adentrarão no descanso, pois com juras Ele disse “Não entrarão no meu descanso, embora fossem completadas as obras desde a fundação do mundo. ” Pois em certo lugar disse assim acerca do dia sétimo: “E descansou Deus no dia sétimo de todas as suas obras”. Pois aquele que entrou no descanso Dele, esse também descansou das suas obras, assim como Deus das suas. Lute por sua salvação, amigo, para que te aches no Espírito Eterno no dia em que Ele vir nas nuvens revelar as obras de suas mãos. O tempo é breve e já estamos no início do sétimo dia. Um dia para Ele são mil anos. Nosso tempo não é o Dele! E o homem é senhor do sétimo dia e reinará no milênio com o Cordeiro. Reino de justiça e paz.
Samyaza então revela a Gadreel o segredo do nome divino. Gadreel agora poderia entrar na nova criação divina e semear o germe do dragão. Entretanto havia um obstáculo. Como chegar ao santíssimo lugar, diante da presença divina, sem ser fulminado pela glória da visão sublime. Eles precisavam de algum artifício que pudesse ofender o Espírito de tal forma que este momentaneamente se ausentasse do sumo santuário. Precisavam conversar diretamente com o dragão e para isso usaram a pedra carmesim roubada. Assim, profanou a pedra de sangue para trazer do abismo ancestral o dragão. Munidos de poder profano conseguiram realizar a maior de todas as desonras, “O abominável da desolação” no lugar onde jamais deveria ser feito. Eu poderia relatar como e de que maneira isso foi realizado, mas o simples fato de mencionar tal hediondez é um sério pecado, por isso amigo, não entrarei em detalhes.
O dragão usou Gadreel para ocupar a serpente e então seduzir a Eva a comer do fruto do conhecimento. O dragão pôde então inserir no gênero humano sua corrupta semente. É por isto que alguns homens são verdadeiros demônios, sem qualquer tipo de compaixão ou remorso por seus atos. São filhos do diabo, promotores da morte e do engano, homicidas frios e insensíveis. Nos últimos dias, quando a ceifa estiver às portas, a distinção entre luz e trevas entre joio e trigo será fácil e assim os anjos terão pouca dificuldade em separar os bodes das ovelhas.
Nessa época, os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes aos seus pais, ingratos, ímpios, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Serão o reflexo do dragão trilhando o caminho da escuridão em profundas trevas. Do céu será revelada a ira de Deus contra toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça. Como disse o Revelador “veio a tua ira, e o tempo de serem julgados os mortos, e o tempo de dares recompensa aos teus servos, os profetas, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra.” Mas antes da primeira luz do dia raiar no horizonte, a noite tem que ficar mais escura!
Deus sabia qual caminho o homem iria trilhar, mas Deus nunca pune um pecado que você ainda não cometeu. Deus realmente queria que o homem fosse como Ele, não negando-lhe nem mesmo seus atributos criativos, a maior vontade de um pai e que o filho trilhe seu caminho. Mas Deus sabia que isso tinha um preço, um alto preço, pois Deus não seria tão irresponsável de dar a uma criança tamanho poder de uma vez, por que o poder corrompe e o poder absoluto corrompe totalmente! Foi então que Ele, Deus, revelou seu plano ETERNO de SALVAÇÃO, o CAMINHO, pelo qual os escolhidos chegariam a DEUS, de forma a não se corromper! Deus plantou no jardim do Éden duas arvores, a do "Conhecimento do Bem e do Mal" e a arvore "da Vida". Nas regiões celestiais, o Satã, a inimizade, a sombra, também entraria nesse plano. Gadreel entrou na serpente e fez o homem escolher um caminho que não era a vontade do VERBO. Ele roubou a identidade do homem e autoridade sobre o mundo criando inimizade entre Deus e homem e entre homens e homens! E ainda fez parecer, que ele foi o bem feitor da humanidade, revelando um segredo oculto, o qual, segundo o diabo, Deus não queria que o homem soubesse! Mas tudo isso já havia ocorrido, em Deus, nas eras ocultas da ETERNIDADE.
Então DEUS faz a promessa, a primeira profecia, sendo o profeta o próprio Deus, "Um dia, um descendente de Eva, esmagaria a cabeça da Serpente" e ela, a serpente, feriria este homem no calcanhar! O problema é que agora, o ser do homem, estava corrompido e não refletia o EU SOU, o espírito de Deus, que diferencia os homens dos animais, havia adormecido, e a sombra (que na Bíblia é conhecido como carne – A semente do dragão) tomou seu lugar. A alma do homem se inclinou e inclina para o mal, porque a essência do dragão se ligou a ela, como já havia dito. Então, Deus no tempo certo, envia seu TABERNÁCULO, de carne, o VERBO abre o CAMINHO, do alto a baixo, rasgando o véu, o escrito de dívida, que separava DEUS do homem, se misturando com o homem de forma tal que não poderia ser separado. Uma guerra foi é e será vencida... Neste CAMINHO agora o homem tem em seu corpo duas essências conflitantes e que militam entre si, o ESPÍRITO e a CARNE. Por isso que Jesus, O VERBO TABERNACULADO, desce as profundezas trevosas do inferno e toma a chave da MORTE do diabo.
Tornando Ele, o cabeça dos principados e potestades (leia Colossenses 2 - atente para o versículo 10). Agora pelo sangue do cordeiro, o diabo (Gadreel), o dragão e satã (Samyaza) podem ser vencidos, porque Jesus é também senhor do INFERNO, como desde a eternidade foi, mas que a agora em plenitude se consumou! Por fim, Jesus ressuscita e então tem se inicio o tempo da graça. Neste tempo, todos que se alimentarem da Árvore da Vida, a Videira Verdadeira (leia João 15) e exercerem a autoridade de Cristo, sobre o mal, conservando seu Espírito Santo, serão arrebatados ou morrerão em Cristo, não experimentando jamais o dolo da segunda morte. E com o cordeiro reinarão pelos séculos dos séculos.
CAPÍTULO 2 - KAIRÓS
Quero contar aqui algo que ocorreu em um tempo fora do tempo. Quero falar da primeva incepção. É uma tarefa hercúlea, mas tentarei ... É certo que o Espírito Eterno, sempre ajudando e inspirando, está aqui... Que seria eu sem o Pneuma, meu amigo? Que preenche e transborda o coração daqueles que vivem pelo Cordeiro. Espero que Ele, enquanto você lê esses escritos, que encha até transbordar as palavras e a linguagem seja muito mais viva que apenas letras mortas num papel.
Antes do tempo existir existia o Verbo, como disse João, “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.”
Todavia amigo pode ter passado em sua mente... O que havia antes do princípio, não é mesmo? Bom, tenho duas respostas para você, a mais simples é: Só Deus sabe... É... Não te satisfez... Nem a mim... Queremos saber, né? Aqui vem a segunda resposta. Nem tudo é possível saber, pois não há uma resposta que cabe na lógica atual desta criação.
Deixa te explicar melhor, se algo é o princípio de tudo, não pode haver antes... Estamos acostumados a viver em Chronos, o tempo depois do tempo, mas aqui, como disse outrora, estamos em Kairós, um não-lugar fora do tempo e do espaço. Isso por que o tempo como conhecemos também é uma Criação do Eterno.
Há perguntas que nunca saberemos a resposta. E há perguntas que não tem resposta. E estas só Deus sabe, por que Ele sabe de tudo. Em alguns casos Ele revela seus mistérios, como aconteceu com Enoch, o sétimo depois de Adão, mas isso lhe custou um alto preço. Não por que Deus é como o poderoso chefão, a Cosa Nostra, que lhe mata por que você sabe demais. Isso acontece por que há mistérios que se revelados podem modificar de tal forma a psique e o corpo que simplesmente a existência é desfeita.
Como está escrito em Gênesis que Enoch andou tanto com Deus que já não o era mais, e Deus o tomou. Esse tomar de acordo com o Codex Aleppo é אתו. Esta palavra tem sido alvo de estudos judaicos conhecidos como midrashim. Midrashim, nada mais é que estudos rabínicos mais aprofundados, tentando preservar a exegese original, que as vezes pode ter se perdido com o tempo. E podemos dizer que extraindo sua definição do Codex Aleppo ou ainda dos “Manuscritos do Mar Morto” possui uma acepção que mistura os sentidos das palavras fundir, desfazer, coexistir e coparticipar em uma única palavra.
E há Verdades em Deus e Ocultos que são tão perigosos, ou melhor, temerosos, que se revelados fora do momento escolhido enrolariam o universo como um pergaminho na mão de um escritor. E nisso não há menor graça... Nem para Deus... Nem para nós... É como saber o final do filme, antes de assisti-lo. Embora aqui não saiba nem revele estes mistérios, cuidado... Você não será mais o mesmo após ler esse livro... Eu te garanto... Quando o recebi percebi isso! É... o autor escreve, mas também o recebe, nem que seja pelo ar (Pneuma)! Não é mesmo Teófilo... Não é, meu amigo?
Voltaremos a falar depois sobre Enoch, personagem muito importante, que o livro de Judas (não o Iscariotes) cita, inclusive com alusões ao terceiro Livro de Enoch, que segundo muitos pais da Igreja, como Orígenes, deveriam estar no Cannon Bíblico, mas não estão por que os Judeus Ortodoxos, pais da Torah, o baniram pois continha profecias que os deixavam incomodados com sua exatidão sobre a vida do único e verdadeiro Cristo, Yeshua, o unigênito Filho de Deus.
O judaísmo rejeita a crença de que Jesus seja o Messias aguardado, argumentando que não corresponde às profecias messiânicas do Tanach, justamente por que mutilaram a Torah retirando o referido livro.
Quero deixar claro que não sou anti-semita muito pelo contrário. Oro pelo povo judeu, pelas suas aflições, mas sei que muito do que acontece no mundo (coisas boas e ruins) tem algum dedinho judaico. Em algum lugar está escrito que este povo será como pedra no sapato das nações. E em outro sítio diz que todas as famílias serão abençoadas pelos filhos de Abraão. Mas é certo que de fato comandam toda mídia ou pelo menos boa parte da mundial, mas com certeza da ocidental. Principalmente Hollywood. Preste atenção e verás que falo a verdade!
Quero também dizer que nada escapa a vontade de Deus. E este o permitiu, pois vivemos no tempo da graça, mas quando chegar o tempo dos Judeus estes acordarão para a besteira que fizeram, quão vergonhoso será reconhecer que eles, enganados e iludidos, favoreceram o “Abominável da Desolação”, por sua grande teimosia em não aceitar o Verbo Tabernaculado, Jesus de Nazaré. Sempre há um propósito oculto nas ações do Eterno. Principalmente na progressão do desvelo da verdade sobre o que e como se dará o desfecho de tudo. E o livro de Enoch terá importância ímpar neste processo.
Continuando... Posso dizer, ainda que grosseiramente, que Kairós é um lugar na mente de Deus, mais ou menos, como a imaginação humana, porém com realismo e detalhe maior que nosso mundo. Kairos é Deus descobrindo Deus e brincando de esconde-esconde com seu Filho e envolvendo e sendo envolvido pelo Espírito Santo. É como uma família, em seus momentos mais íntimos.
Bom... Para facilitar diremos que a primeira criação de Deus foi Deus. É como acontece no sistema de Boot de um PC. Deus cria Deus, ou melhor gera Deus. Deus na pessoa do Pai, cria o Filho, o Verbo. A BIOS de seu PC, ainda é seu computador, porém ela é o que dá o arranque em todo sistema computacional.
Por um prisma a vida pode ser vista como relacionamento. E não há relacionamento na Unidade Absoluta. Isso por que, relacionamento se expressa por pelo menos duas entidades. Deus só se relaciona com Deus em sua trindade. Entretanto, em Kairós, inicialmente só existia Deus UNO.
No princípio, havia o SER, o Verbo... Simples, compacto, total, denso e pontual. O “SER” neste ponto está impessoal e no infinitivo. Como o espectro da luz branca que carrega em unidade todas as cores. Não há o Eu, ou qualquer outro pronome, muito menos tempo verbal e ação. Apenas a existência. Embora não lhe faltasse cor alguma, faz parte da beleza de Deus compartilhar o que Ele tem...
É aqui que usar a linguagem, com suas limitações, torna tudo mais complicado. Se necessário releia esta parte. Vamos a ela...
Não havia nada, muito pelo contrário, do nada, nada se tira. O nada nunca se aplica ao ser, por isto não é! O nada como figura de linguagem pode ai sim ser alguma coisa, mas isso agora não vem ao caso. Nunca chegarei a um somando apenas zeros. Para o zero, o um é infinitamente grande, pois nem mesmo com infinitos zeros, chegamos a um. Mas com uns e zeros eu percorro o infinito. O sistema de numeração mais básico é composto de apenas dois números ou estados. Zero e Um. Ligado e Desligado. Vivo e Morto. Com estes dois dígitos posso expressar infinitos números... Ou estados... Mas o zero, ainda que seja o menor número expressando quantidade não é nada. Afinal o “é” pode lhe ser aplicado, pois este É um número.
Então o SER se esvaziou até morrer. A primeira morte é o vazio... Embora essa morte não seja a morte verdadeira... Algo como mergulhar num rio e voltar a superfície... Um batismo! Como um pai brinca com o filho com uma coberta fingindo e terminando com um put e se revelando.
As vezes esvaziar é triste e angustiante. As vezes trás alívio e gozo... Uma Catarse. Como os franceses chamam “La petit mort”. A pequena morte. Até Deus, apesar da dor de se esvaziar, sabia que o melhor é serem dois do que um! Morreu pois sabia que vale a pena morrer para que outros possam viver... Afinal... E a morte de Deus gerou o Filho. E assim dois estados ou entidades e um relacionamento em Espírito Santo.
Inicialmente esse relacionamento se processa como uma adição, uma soma, se preferir use a palavra do Codex Aleppo ???? para definir este relacionamento.
E o Filho falou... EU SOU! E um sorriso no rosto de Deus apareceu em alegria com as primeiras palavras do Filho... Ou seriam Suas? O que importa é que ele o Amou! Sim o primeiro sentimento de um relacionamento. O Espírito que une o Ser em Santidade! Agora Deus estava completo... Pai, Filho e Espírito Santo em Deus... Em Amor!
É amigo, na trindade as vezes não separamos quem é quem. Deus sabe bem expressar a palavrinha difícil, que significa fundir, desfazer, coexistir e co-participar, aquela do Codex, que da uma confusão doida na mente... Só posso dizer que a loucura de Deus é mais sábia que a sabedoria humana... Não é mesmo?
Quem nunca saboreou a cereja em cima do bolo fazendo um filho, não sabe o que é viver! A escritura afirma que o maior prazer aqui da terra é o menor dos que existem no céu! E deve ser mesmo, pois aqui cercados de pecados e de morte a expressão do amor, ainda que apenas erótico, é deveras agradável... Imagina como devem ser os relacionamentos no céu onde há pureza cristalina. Afinal o que temos aqui são apenas sombras, opacas como um espelho embaçado comparadas com o que há de vir!
Acho que estou ficando louco... Concorda?
Então continuando com essa sábia loucura... Deus, na Pessoa do Pai e Deus na Pessoa do Filho continuam um se entregando ao outro, enchendo e esvaziando, como um pulmão, renovando e purificando seu relacionamento, o Espírito de Sua Santidade que traz graça e sabor a vida, o Pneuma. Esse Amor, esse Espírito é o alimento da alma, da mente, de Deus, em Kairos, e também do nosso mais indissociável imo, o nosso EU SOU, o Arché citado no primeiro capítulo deste livro.
Quero deixar claro uma coisa. Deus é amor, mas o Amor, não é Deus. O amor, é o alimento, a fonte, o maná celestial que dá substância a matéria, mesmo que esse não a seja a matéria em si. Como disse Paulo em sua carta a Hebreus, “... entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o visível foi feito do invisível.” Em outras palavras, o que é físico, em sua essência, é feito daquilo que não está em Physis.
Seu fosse um cientista, e na verdade o sou, diria que a matéria não possui materialidade em si, mas o espaço, o oceano de Higgs é que lhe dá materialidade, como sua massa e densidade. O átomo é um imenso espaço vazio, com pequeníssimas partículas, uma laranja no centro de um gigantesco campo de futebol. O universo, no frigir dos ovos, é mais de 99,9999% de espaço vazio. Afinal, no principio, o grão de mostarda, átomo primordial, cabia na cabeça de um alfinete, mas pesava mais que bilhões de sois.
Falando em BIOS, que anteriormente referida como o Sistema Básico de Entrada e Saída, quero também falar de Bios, como vida biológica. Qual a principal coisa que deve existir para que haja vida? Para responder isso vamos definir vida.
Vida, conforme aprendemos na escola, de um modo geral, precisa exibir todos os seguintes fenômenos pelo menos uma vez durante a sua existência: Desenvolvimento: passagem por várias etapas distintas e seqüenciais, que vão da concepção à morte. Crescimento: absorção e reorganização cumulativa de matéria oriunda do meio; com excreção dos excessos e dos produtos "indesejados". Movimento: em meio interno (dinâmica celular), acompanhada ou não de locomoção no ambiente. Reprodução: capacidade de gerar entidades semelhantes a si própria. Resposta a estímulos: capacidade de "sentir" e avaliar as propriedades do ambiente e de agir seletivamente em resposta às possíveis mudanças em tais condições. Evolução: capacidade das sucessivas gerações transformarem-se gradualmente e de adaptarem-se ao meio.
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Fim da mostra de meu primeiro livro... Podes reproduzir estes capítulos onde quiseres, mas lembre-se de citar o autor - Rodrigo Lima – http://seguidoresdocaminhoeterno.blogspot.com.b)
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Curioso para saber o final... Você já sabe... Mas ainda não lembra!!! Aguarde... Em breve numa livraria perto de você e na internet para baixar gratuitamente em MOBI, PDF e Epub... Espere, vai valer a pena... Enquanto isso, espalhe a mensagem!
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2018.01.31 20:15 exlcapital Plano de Negócios EXL Capital 11.12.2017 (Revisão será em 01.06.2018)

A EXL capital surgiu no intuito de aproveitar um dado momento do mercado financeiro brasileiro. Especificamente uma análise minha (Erik Rodrigues) sobre uma possível (na época, 2016) valorização das ações da Petrobras. Nada mais foi que reunir amigos da empresa, explicar minhas ideias e juntos acompanharmos o desenvolvimento do mercado em opções. Alguns gostaram do modelo e levaram mais a sério e nos próximos meses continuamos desenvolvendo o projeto. De outro lado, tenho um projeto particular a 2 anos, uma rede de notícias e informações sobre política, economia e filosofia. Unimos as ideias e os projetos em um só e começamos a criar material intelectual próprio de analise econômicas e politicas afim de ajudar o grupo em seus investimentos no longo de 2016 e 2017 e assim, desenvolver riquezas. Moldamos estruturas de demonstrações dos resultados obtidos, gestão de risco com diversificação da alocação de capital e todo o conteúdo informativo desta ordem com divisão de tarefas. Ou seja, lapidamos o projeto com o intuito deste se tornar no futuro, um Clube de investimento / Consultoria financeira. Contudo, a grande dificuldade neste sentido é lidar com a grande burocracia envolvida e possuir os valores mínimos para operarmos em uma conta conjunta naquilo que gostariamos. O EXL Ether Project nasce de uma visão conjunta de Warren Buffet (pensamento de investimentos longos) e o pensamento de Nicholas Taleb. Ou seja, acreditamos que o mercado cripto possui grande valor e por este motivo, nosso objetivo é acumular o máximo de capital possível em projetos que envolvam a tecnologia de todas as maneiras viáveis, difundir conhecimento sobre a área e criar uma rede de informações e consultoria.
Mas afinal, qual é o atrativo neste Plano de negócios? http://www.mises.org.bArticle.aspx?id=311 N. do T.: Talvez o aspecto mais crucial de qualquer sistema econômico seja o seu sistema bancário. Entretanto, essa é uma área sobre a qual pouquíssimas pessoas entendem. Muitos, aliás, sequer conhecem seu funcionamento mais básico. Poderia tecer aqui, muitas considerações sobre o atual sistema monetário (ocidental, sobretudo), contar a longa caminhada que levou a moeda clássica de troca, em forma de commodities como ouro e prata, ao necessitar da credibilidade do intermediário: Estado, Reis, Bancos. A perder seu valor, sua estrutura, até se transformar no atual papel moeda que não possui valor intrínseco nenhum fora ser lastreado em divida. Para isto, e até para ficar mais ilustrativo, peço que o investidor assista este vídeo, os detalhes técnicos, eu mesmo conferi e aquilo representado no vídeo, é a pura realidade. https://www.youtube.com/watch?v=bltL7zRXhhs Após aprofundar meus estudos na tecnologia Blockchain, encontrei no Bitcoin e demais Altcoins, a solução tecnologia fundamental a todas as problemáticas presentes em nosso atual sistema econômico, creio com convicção que estamos diante de um momento único e que os próximos 10 anos irão mudar profundamente nossa noção do que é o dinheiro, inteligência artificial, internet das coisas e automação. https://www.youtube.com/watch?v=UL1RYIQ8WkM&t=1s Mas o que leva a EXL a pensar que o Bitcoin não é uma bolha e que seu valor, porquanto do mercado de criptomoedas está inflado? Da forma mais simples possível, por que o criptodinheiro trás de volta a estrutura de moeda básica como commoditie, a escassez e o valor agregado. A mineração, o processo em si, é o que torna o criptodinheiro algo com valor agregado, a criptografia, anonimato, scripts como o do Bitcoin que limita a oferta e a criação de mais criptodinheiro, lastreia seu valor. À medida que o mercado aumenta no sentido de abrangência de utilização (demanda e capitalização) e ele é minúsculo ainda em 2017, os preços correlacionam este valor com o valor do ativo já que existe valor agregado. Ou seja, quanto mais gente usando, maior o valor das criptomoedas, existe um processo de deflação na tecnologia blockchain que nunca antes foi visto, por isto a dificuldade dos banqueiros em aceitar que criptomoedas não estejam ligadas a dividas, corroídas por juros e emissão de mais papéis para fazer valer o papel atual que neste processo, por natureza, se desvaloriza ainda mais. Traduzindo, a EXL irá ao longo de pelo menos 5 anos, estruturar seus negócios em todas as pontas possíveis, gerando 24/7, criptomoedas, além de comprar a moeda em si nos melhores pontos gráficos possíveis, em 5 anos, com o próprio processo deflacionário, mais a possibilidade de um cisne negro (E arrisco ser uma guerra ou uma grande depressão econômica em virtude da divida americana ou chinesa) teremos uma poupança acumulada muito robusta.
Ações corretivas e preventivas 1) Diversificação de armazenamento das receitas. Através da diversificação das carteiras de acordo com o tipo de criptomoeda mais o acompanhamento continuo do CEO em relação a segurança das carteiras, valor de taxas e demais problemáticas que possam causar prejuízos ou transtornos a EXL, além do acompanhamento e auditoria continua do CFO, estaremos sempre preparados para eventualidades e mesmo em um caso de catástrofe como roubo, violação de segurança, perda de dados ou afins, teremos sempre o patrimônio bem dividido seja no sentido de backup, seja no sentido de segurança como um todo. Também estamos analisando a aquisição de hardware para armazenamento em uma carteira física. 2) Diversificação e transferência constante dos resultados de mineradoras e pools para carteiras. Através do acompanhamento constante do operacional sobre os resultados, além da diversificação dos valores investidos, gerenciamos o risco no sentido de não ficar dependentes de apenas uma empresa, uma moeda ou um projeto, com investimentos centralizados. Além de periodicamente resgatar os resultados do garimpo, o que nos assegura sobre a ocorrência de alguma catástrofe que envolva empresas parceiras. 3) Como atuaremos em diversas pontas (Mineração Site, Mineração em cloud, Mineração Física, Faucets, Aquisição de moedas e todas as demais maneiras possíveis para acumulo de capital), mitigamos a ocorrência da desvalorização dos equipamentos físicos em relação ao seu poder de mineração ou mesmo uma ocorrência de desastre em relação a mineradoras em cloud. Ou seja, através da diversificação das formas de faturamento, teremos certa redundância, o que fornece um nível maior de segurança em relação a formas de obtenção de rendimentos. 4) Através da aquisição das criptomoedas em pontos estratégicos, como forma de diversificação a mineração ou outras formas de arrecadar capital, também estaremos no longo prazo, nos expondo de forma mais eficiente, não dependendo apenas dos resultados a longo prazo de garimpo, em casos de valorização a curto prazo, a EXL também estará estrategicamente exposta a obtenção de lucros 5) Efetuamos cadastros e testes em diversas Exchanges. Selecionamos as mais confiáveis, que oferecem os melhores recursos e que são mais tradicionais. A partir daí, temos em primeiro lugar uma redundância, não estando dependentes de uma instituição financeira específica e podemos também diversificar o câmbio no sentido de aproveitar as melhores oportunidades de variação do mercado e obter melhores custos em taxas. 6) A auditoria será feita de forma independente. No sentido de que aqueles diretamente ligados à área operacional no negócio, estão constantemente sendo acompanhados por um terceiro que foi selecionado com base em sua expertise técnica, responsabilidade e nível de confiança em relação ao grupo, ou seja, o auditor é alguém de extrema confiança de todos os membros da equipe gestora do projeto. Aqueles que estejam a frente do operacional, do financeiro ou mesmo da gestão do negócio, são policiados afim de evitar ocorrências de imprudência ou imperícia. 7) Em relação ao backup de códigos, chaves, senhas ou mesmo de dados e informações confidenciais, iremos armazenar um backup constante destas informações em um local em nuvem, onde o CEO, CFO e Auditor terão acesso compartilhado as informações, em um caso de roubo de equipamento, problema técnico, ou ocorrência onde um dos dois não estiver disponível para efetuar uma determinada função que exija estas informações, teremos redundância. 8) O mesmo ocorre com a divisão das tarefas. Desenvolvemos o projeto com um escopo de operação que não centraliza funções. Com isto, além da segurança em relação a não centralização dos dados, podemos dimensionar melhor o tempo utilizado para exercer as tarefas que envolvem o projeto e utilizar a expertise de cada um da melhor maneira possível. 9) O gerenciamento financeiro e administrativo foi desenvolvido de maneira a nos fornecer uma visão em tempo real de todas as camadas do negócio, com isto, além de evitarmos erros, criarmos rotinas de acompanhamento e policiamento dos negócios - de uma forma extremamente criteriosa - as tarefas são descentralizadas, portanto, cada um possui funções e responsabilidades independentes. Todos os possuidores de tokens também podem acessar os dados, relatórios e também temos o auditor dedicado a efetuar o acompanhamento constante daquilo que é operacionalizado. 10) Com o intuito de constantemente melhorarmos as diretrizes do projeto, fica acertado que de cada 6 meses, haverá uma revisão de todo o modelo de negócios.
Forças* Pontos fortes As Forças são elementos internos à empresa, sob o controle da equipe envolvida e que trazem algum tipo de benefício ou vantagem para o negócio. Um ponto importante em relação as nossas ”Forças” é a disponibilidade de capital. Hoje já temos em posse da EXL um capital considerável em um projeto estável e bem fundamentado, à medida que o Ether Project for se consolidando, teremos a oportunidade de iniciar um empreendimento sem digamos: utilizar o “dinheiro do leite”. A maior parte dos investidores da EXL Capital e por consequência, deste projeto, são pessoas que nutrem um laço de verdadeira e extensa amizade. A maioria se conhece a mais de dez anos, anos estes em que pudemos analisar o caráter de cada um. O perfil de cada um. O que cada um tem de melhor e pior, a junção destas habilidades e competências, acrescida a credibilidade dos membros do grupo, nos deixa em posição de destaque em relação a outros projetos empreendedores. Isto por que temos a oportunidade de negócio, uma boa equipe gestora, investidores de confiança, um capital considerável já em posse e a expertise necessária para desenvolvermos as atividades. Concluindo, um ponto muito importante a ser destacado é a facilidade de operacionalizar o projeto. Definida a estrutura inicial e tendo o escopo detalhado das rotinas, a manutenção do negócio é extremamente simples. Com isto, a equipe gestora não terá que disponibilizar mais do que algumas horas diárias para desenvolver as atividades do projeto. Fora o fato de que com a divisão das tarefas, existe uma facilidade agregada à rotina de cada um, além da transparência aos investidores e redundância na guarda de informações de acesso como senhas e backups.
Oportunidades* Pontos fortes Oportunidades são eventos externos à empresa, aos quais os membros não tem controle direto, e que podem afetar positivamente no negócio. Acredito que o primeiro grande ponto de oportunidade de nosso negócio é o fato do sistema monetário atual ser uma grande fraude. (Exemplo: https://www.youtube.com/watch?v=1QKxG_L_mag) O atual sistema de reserva fracionária (Como é feito o dinheiro atualmente) é literalmente uma máquina de imprimir dinheiro sem valor, lastreado em dívida (Sobre o dólar e o padrão ouro: https://www.youtube.com/watch?v=f-61SlUCamo), sem valor intrínseco. Um bom exemplo são os trilhões de reais injetados na economia brasileira desde 2003. (Intermediário de troca, medida de valor, reserva de valor, instrumento de poder liberatório, padrão de pagamentos e instrumento de poder) em relação às "moedas Reais ", além de ser um grande esquema de pirâmide financeira para ser extremamente claro (Sobre o Real: https://www.youtube.com/watch?v=kdTd9wReDM0 / Sobre juros e dinheiro: https://www.youtube. com / watch? v = yZsNukdj_iY). Hoje há um sistema monetário muito mais efetivo e real, com valor intrínseco, descritivo, com alto nível de segurança e que é basicamente, o nosso ramo de negócios. Podemos apontar também, como um ponto fundamental de oportunidade em nosso negócio, a blockchain como um todo. A blockchain é uma tecnologia de banco de dados que é base de praticamente todas as criptomoedas. É com toda certeza a principal característica e diferencial do mercado Cripto. Inclusive, é justamente a validação de um registro na blockchain o que chamamos de mineração, o nosso nicho de mercado. Está tecnologia é revolucionária por que tira a necessidade de um poder centralizador em validar quaisquer tipos de informação. Existe uma gama enorme de possibilidades neste sentido, desde um cartório descentralizado, sem a necessidade de um governo para averiguar a veracidade de uma determinada informação ou documento, até mesmo o desenvolvimento de tecnologia de inteligência artificial, por exemplo, em um Smartcontract em rede Ethereum. Em 2017 o mercado Cripto, se aproveitando da blockchain, já iniciou uma gama enorme de negócios que no futuro, substituirão muitas das aplicações que usamos hoje. Muitos dos negócios e corporações que existem atualmente simplesmente serão esmagados pela blockchain, pelo simples fato de que ela é incorruptível, inviolável e lapidável a todo o tipo de ramo de negócios. E é justamente o fato da EXL Capital t iniciar suas operações ainda em 2017 (Setembro de 2017) que nos coloca na frente em relação ao atual desenvolvimento do mercado Cripto. Hoje, temos a oportunidade de iniciar nossas operações ainda, digamos, no início da revolução cripto. Ainda existem ativos extremamente “baratos” em relação ao seu valor “possível” diante de análises internas (CEO) e análises externas (Grandes investidores, Fundos Hedge, Analistas técnicos e demais pessoas e instituições de renome e credibilidade técnica como a escola austríaca de economia), além disto, poderemos navegar por um vasto campo de possibilidades em relação a investimentos em projetos do mundo Cripto que estão ainda no papel ou mesmo no início de suas atividades. Ainda como ponto crítico em relação à oportunidade de negócios, estamos de fato em um momento único na história do mundo. O ponto do ápice dos projetos sociais como: estado de bem estar social e capitalismo de estado. Não só no mundo, mas também no Brasil, sim, mesmo nos EUA é o que vem acontecendo. Isto fruto de muitos anos de má gestão, corrupção (de todos os lados) e ignorância popular. De um lado tivemos diversos governos que administraram muito mal as contas públicas, roubaram bilhões de reais dos cofres, inflaram os impostos, instalou-se um sistema de capitalismo de estado, uma espécie de socialismo disfarçado. Promovendo com isto, um rombo fiscal nunca antes visto. O capitalismo corporativo que se aproveita deste cenário enriquecendo grupos específicos, alimentou este processo ainda mais através de bancos e lobistas por exemplo. Do outro lado, a população ignorante a situação econômica do país, prefere demagogia a reformas, assistencialismo a mercado livre, xingamentos e linchamentos a raciocínio lógico e ideias. O estado para se manter, vive do populismo que alimenta a corrupção do estado. Resultado? Uma bolha na dívida pública que está prestes a estourar. Entre 2019 a 2025 o Brasil vai falir. (Mais dados e gráficos sobre o assunto: https://www.youtube.com/watch?v=Gtsj8ZpzkJ0) E não, o sistema político não vai resolver isto, simplesmente por que ele acha que isto é bom para ele. Em meio a estes anos, em algum momento, o Brasil não conseguirá mais honrar suas contas públicas já que elas irão superar as receitas completamente, absurdamente. Ou seja, vai faltar dinheiro para pagar serviços básicos como saúde, educação e saneamento. Assim como programas sociais, bolsas estudantis e funcionalismo público. Mesmo havendo cortes severos e abertura de mercado extrema, o que não vai acontecer, a situação é irreversível. Ou seja, matematicamente é impossível evitar o colapso das contas públicas Brasileiras. E pior, havendo um calote, é importante saber que grande parte dos credores de dívidas, são empresas nacionais e fundos de pensão, além de automaticamente isto gerar uma enorme desaceleração econômica (Inflação, Desemprego, paralisia de obras e investimentos), o que cria um efeito dominó, ou seja, quem sofre com isto é a própria população e não “o grande capital estrangeiro”, não que ele não vá sofrer, mas não há como ser indiferente a isto por que simplesmente afeta a vida de todos. Mas calma que está é uma análise otimista. São números contando que o mundo continuará neste mesmo ritmo econômico, China crescendo, EUA em quase pleno emprego e assim por diante. E claro, não é isto que vai acontecer. Hoje a dívida chinesa alcança inacreditáveis 235 % do PIB (A enorme dívida da China está num caminho "perigoso", ampliando o risco de uma grande desaceleração do crescimento econômico, alertou o Fundo Monetário Internacional) o que gera problemas estruturais como a bolha de crédito atual, as cidades fantasmas e a questão dos juros sobre a dívida, que vem aumentando, por exemplo. Isto sem citar os problemas geopolíticos. Um conflito de escala mundial envolvendo a China (e vamos falar disto) ou uma desaceleração de sua economia acentuada, pode comprometer seriamente os negócios brasileiros dado o fato que o Brasil já é, e se torna cada dia mais, dependente comercialmente da China (Economia chinesa: https://www.youtube.com/watch?v=Mkopr3gDweg). Agora sobre os EUA, temos algo ainda mais interessante acontecendo. Voltemos ao ano de 2008 quando aconteceu a maior crise econômica de nossa história, você saberia me explicar o que aconteceu? Não? Eu explico. O que aconteceu foi que os EUA durante o período dos anos 2000 reduziu sua taxa de juros para números baixíssimos com o intuito de estimular a economia, crédito elevado, por exemplo, para realizar o American Dream (https://www.youtube.com/watch?v=ZyLzFSmbDVk). E foi justamente no mercado imobiliário que o keynesianismo (teoria econômica do começo do século XX, baseada nas ideias do economista inglês John Maynard Keines, que defendia a ação do estado na economia com o objetivo de atingir o pleno emprego) foi testado ao máximo. Só para vocês terem uma ideia, era possível sem muita comprovação de renda ou documentação, conseguir crédito para comprar diversas casas muito bem em muitas parcelas. O Resultado? As pessoas compravam casas e depois alugavam estas casas para outras pessoas, que alugavam para outras. Tinha até cachorro como locador de várias casas. Tudo parcelado em suaves prestações em juros compostos, expostas as variantes do mercado. Os corretores? Felizes e esbanjando as fartas comissões, facilitando o crédito o máximo possível. E os bancos? Vendendo em um sistema de alavancagem global, seguros atrelados à dívida pública (como se diz em Wall Street: Muito bom). Afinal, quem vai deixar de pagar a hipoteca? Um belo dia os juros chegaram, as pessoas ficaram sem emprego, o que expôs todo o sistema fraudulento e a bolha imobiliária estourou, levando milhões a miséria. O que ocasionou o maior resgate estatal da história (Lembre-se, quem paga a conta são os contribuintes). Como falei, toda está brincadeira estava alavancada em nível mundial e com isto, a bolha levou a maior parte dos mercados do mundo, também ao colapso. Mas afinal, por que contei está história? Contei por que todos os dados referentes à economia americana atualmente, mostram um novo ciclo de retração da economia (Escola Austríaca de Economia sobre os ciclos e crises econômicas: https://www.youtube.com/watch?v=qAjXH96IBmk). A elevação da taxa de juros vista neste ano de 2017 é literalmente só a ponta do iceberg. Hoje a dívida americana superou os $ 20 trilhões de dólares (que equivalem a mais de 105% do PIB americano). Hoje eles possuem um déficit de $ 600 bilhões por ano. Isto sem citar Obamacare e os fundos estudantis falidos. Lembra lá de 2008? Então, o governo fez um mega resgate bancário com o dinheiro dos contribuintes (Imprimiu mais dinheiro através do processo de reservada fracionaria), injetando ainda mais dinheiro na economia, aumentou a dívida e estagnou os salários, ou seja, hoje a dívida além de ser muito maior que em 2008 ($ 13 trilhões de dólares), segurar um aumento dos juros com o intuito de controlar a inflação se tornou impossível. Se os salários não estão crescendo, como pagar a conta destes juros? Aliás, como bancar todo este déficit acumulado? A base para o caos é a mesma de 2008, só que muito pior e mais diversificada. Por fim, temos um catalisador importante de tudo isto. Um conflito em nível global. Sim, ele pode e provavelmente vai acontecer. Está sendo moldado há meses já e bem, isto basicamente pode catalisar e tornar exposto, todos estes pontos que apontei e de uma forma extremamente danosa a economia mundial. O colapso do sistema financeiro está para acontecer, mas fiquem calmos pessoal, temos Bitcoin e Ethereum.
Fraquezas * Pontos fracos As Fraquezas são também elementos internos à empresa, sob o controle, mas que trazem algum tipo de malefício ou desvantagem para o negócio. Analisando no sentido interno, o principal ponto que pode influenciar para que todo o modelo de negócio e toda a visão e planejamento em torno dele não funcione, não dê certo. Seria eu estar errado. Se todas as minhas analises em relação ao que é a tecnologia blockchain estiverem erradas, caso o Bitcoin seja realmente como diz o mainstream: Uma bolha. Ou mesmo se a mineração se provar um negócio ineficiente por quaisquer motivos. Provavelmente tudo que planejamos não dará certo, ficando evidente provavelmente já nos primeiros meses as falhas e prejuízos. Outro ponto importante de se destacar é a possibilidade de o modelo de negócios, nos moldes em que será apresentado, não cativar os investidores no sentido destes, não acharem viável e lucrativo investir no negócio. Caso isto se torne realidade, teremos grandes problemas em estruturar o projeto e torna-lo rentável. O que pode inclusive, inviabilizar sua execução ou trazer problemas de liquidez no futuro. Principalmente durante o período de 2017- 2019, onde estaremos iniciando nossas operações e estruturando o negócio, seja em relação à compra de equipamentos, poder de mineração e divisão de lucros; a estabilidade financeira será fundamental. Neste ponto, caso tenhamos no período, ocorrências de emergências com investidores da EXL Capital, poderemos ter primeiramente um problema de logística, com o alto fluxo de recursos saindo do caixa. Na sequência, de liquidez, no sentido de que teremos que arcar com taxas mais elevadas em um caso de saque emergencial (Em momentos de estresse no mercado) o que pode inclusive inviabilizar a consolidação do Ether Project já que todo estudo é baseado em uma determinada quantidade de investimento inicial escalonado. Isto por que os recursos hoje em posse da EXL Capital serão a base financeira para consolidação do Ether Project. À medida que ocorram saques de grandes proporções, não teremos mais estes recursos em nosso domínio em um momento critico. Conforme o escopo operacional, teremos uma divisão de funções e responsabilidades muito específica. Com isto, em partes estaremos também, ampliando a margem de erros, mais expostos aos riscos por assim dizer. Já que individualmente, cada um de nós pode cometer erros em suas funções, ou mesmo, agir de má fé em relação ao negócio. Ocorrências em que lançamentos forem efetuados indevidamente no Zero Paper (Nosso sistema de Gestão ERP) ou mesmo uma determinada ação que seja feita com imperícia, negligência ou má fé; pode causar danos financeiros e/ou estruturais ao negócio e estes são ampliados à medida que existem mais pessoas envolvidas no processo. Entende-se por imperícia a falta de habilidade ou experiência reputada necessária para a realização de certas atividades. Negligencia: falta de cuidado, de atenção; desleixo, e desinteresse na execução do ato. Assim como má fé: ação maldosa, conscientemente praticada, com o intuito de se beneficiar em prejuízo de outrem. Por fim, ainda avaliando o projeto em etapa de estruturação, uma ocorrência onde algum dos membros da equipe gestora (CEO, CFO e Equipe operacional), sobretudo; em que haja um acidente, um mal estar elevado ou mesmo o óbito, pode afetar o projeto de forma catastrófica. Seja por uma necessidade de resgate emergencial por parte dos investidores, que conforme apontado acima, neste ponto de estruturação se faz fundamental a estabilidade financeira; seja pela ausência em suas funções (membros da equipe gestora), por longos períodos em decorrência de problemas de saúde, o que pode comprometer o operacional do projeto.
Ameaças* Pontos fracos Ameaças são situações externas à empresa, aos quais não há controle direto, e que podem afetar negativamente no negócio. Agora analisando o cenário externo, na mesma linha de raciocínio aplicada na análise de nossas fraquezas, temos como principal ameaça o caso de todos os economistas, especialistas em investimentos, em tecnologia e acadêmicos que hoje são entusiastas do mundo cripto, estarem errados. Se por quaisquer motivos suas análises estiverem incorretas ou forem de má fé, muito provavelmente toda a base que fundamenta a superioridade destas tecnologias em relação às atuais estará comprometida, se provará sem sentido e, portanto, não obteremos sucesso em nossos negócios. (Análise pessimista: https://www.youtube.com/watch?v=jGFSPAoHkBc). Neste sentido, segundo análises de investidores mais pessimistas, o blockchain veio para ficar. Como tecnologia é algo impossível de deter no sentido de expansão da aplicabilidade da tecnologia e realmente é algo muito bom, contudo, já seu uso em criptomoedas, estes já não são tão confiantes. A base argumentativa é de que o Bitcoin, por exemplo, (Serve para as demais Altcoins) não possui valor agregado suficiente para determinar o seu preço atual, além de segundo estes, “acreditar que as criptomoedas vão substituir o sistema financeiro atual não passa de um sonho”. A vertiginosa subida dos valores não seria, portanto, embasada em fundamentos o que por sua vez, irá levar ao colapso de seus preços, assustando investidores e dando fim ao império do Bitcoin. Outro ponto externo que pode influenciar sensivelmente o projeto é a ocorrência de algum desastre envolvendo as mineradoras onde efetuamos algum tipo de investimento. Este desastre poderia ocorrer devido ao fechamento da mineradora, queda vertiginosa do nível de produção da cloudminer, a mineradora se provar um esquema de pirâmide e seu site sair do ar, ou mesmo um conflito em larga escala que pode influenciar nas farms da mineradora em questão, como pode ocorrer, por exemplo, com a EOBOT que possui grande parte de suas fazendas de mineração na China. Um cisne negro é um evento imprevisível, impactante e que pode abalar as bases de quase tudo sobre o mundo. A lógica neste sentido, vale tanto positivamente quanto negativamente em relação ao nosso projeto. Caso aconteça algum evento nos próximos anos de grande magnitude, poderemos ter uma grande desvalorização de nossos ativos, aumento da dificuldade de mineração (Por exemplo, em caso de um conflito de larga escala onde muitos países “fechariam” suas internets impactando na dificuldade de mineração) ou mesmo algum tipo de regulamentação que seja negativa aos negócios. Neste sentido, poderíamos ver tanto uma grande variação positiva, quanto negativa. Outra ocorrência que temos que já de pronto nos preparar é no sentido de segurança. Hackers poderiam “em tese”, roubar ativos da EXL Capital através de infecção dos equipamentos que possuem dados de acesso às contas, assim como Whallets com plataforma em nuvem podem ter problemas de segurança e haver um roubo ou vazamento de informações. O mesmo também pode se tornar realidade fisicamente, ou seja, é possível que um ladrão roube ativos de Whallets físicas, sequestre ou coaja um dos investidores a fim de angariar informações que possam levá-lo a obter formas de roubar ativos ou coisas do tipo. Também é necessária atenção especial em relação a Antivírus, backup de informações, descentralização de acessos a fim de ter redundância e segurança ampliada já que, além daquilo apontado acima, equipamentos podem apresentar problemas técnicos de outras ordens que poderiam causar perda de informações ou de ativos. Todavia, ainda temos que avaliar constantemente a viabilidade do negócio no sentido de custo benefício. Ou seja, simplesmente se o negócio é lucrativo. Já que gradativamente os equipamentos depreciam sua capacidade de produção em relação à dificuldade de mineração, sendo assim, com o passar do tempo à mineração tem dificuldade ampliada, causando desgaste no nível de lucratividade em relação ao investimento inicial. Adaptar o modelo em POW ou POS é fundamental. Caso por quaisquer motivos o nível de dificuldade aumente sensivelmente, teremos problemas de produção e por consequência, de lucratividade, o que pode inviabilizar a continuidade das minerações. Isto pode acontecer inclusive, em decorrência das grandes mineradoras que monopolizam o negócio e conseguem por uma questão de demanda e por comprarem hardwares no atacado, uma produção muito maior (Em relação a custo vs beneficio) que pequenos investidores em relação aos valores investidos. Ações a serem feitas para potencializar o negócio O principal fator para o sucesso de um negócio é o fator humano. Nesta linha de raciocínio, temos uma boa equipe no sentido de expertise (conforme apontado acima) e que está, nutri um laço de confiança fundamental para estruturação do negócio em relação à oportunidade de mercado apresentada. Aproveitar a boa equipe, ampliar o laço de confiança, amplificar os conhecimentos no negócio de forma específica, buscar estabilidade financeira em todos os sentidos possíveis e, sobretudo, desenvolver formas de ampliar a visão do investidor sobre o negócio, cativá-lo e muní-lo de informação; é nossa missão fundamental. Isto serve de base para todas as demais ações que viermos a efetuar. Operacionalmente iremos adaptar, corrigir e melhorar no passar dos meses, o nosso escopo operacional, deixando este o mais simples possível no sentido de execução. O mais rentável possível no sentido de escolher os melhores ativos a minerar ou comprar, através de análises e acompanhamentos, diversificar investimentos, adaptar e ampliar formas de captação de criptomoedas (Site, Faucets, Bônus e afins), efetuar a compra nos pontos estratégicos e acompanhar constantemente os níveis de produção, afim de sempre reduzir custos e aumentar produtividade. Aproveitando sempre também, a volatilidade do mercado. Em relação à questão financeira, o foco principal da EXL Capital nos próximos 24 meses é estruturar o negócio. Por este motivo, a estabilidade financeira será perseguida como meta fundamental. Evitar saques, escolher os melhores fornecedores com as melhores taxas possíveis, efetuar uma gestão administrativa responsável e proativa, capitalizar e investir em equipamentos para nos dar margem de produção, capital de giro e estruturação do capital próprio da empresa. Para tanto, o CEO e o CFO irão constantemente buscar ferramentas e procedimentos (juntamente com a área operacional e de auditoria), que estrategicamente nos auxilie em relação a está meta. Conforme já apontado, o nosso principal desafio na verdade, é em relação a nossas próprias convicções. O maior desafio e ponto de oportunidade da EXL Capital é na verdade a consolidação daquilo que acreditamos e analisamos, na realidade, nos próximos anos. Caso isto se configure como algo real, o negócio será bem sucedido se bem administrado. Provado que tais fundamentos não possuem base e que os pessimistas estão certos, teremos muitos problemas. Só o tempo nos dirá. Contudo, podemos nos preparar. E devemos, portanto, acompanhar constantemente a evolução do mercado, validar as informações sobre a tecnologia, acompanhar a capitalização, segurança de nossos ativos e informações de forma geral; potencial daquilo que é desenvolvido em Cripto, diversificar, criar rotinas de acompanhamento de risco, de gestão eficiente, de alocação de recursos e tomar as melhores decisões possíveis dentro daquilo que a realidade nos ofertar. Mesmo que a melhor decisão seja por ventura, encerrar as operações. Se aprendi algo em relação a investimentos é que a confiança das pessoas determina o preço das coisas e que não existe e nem nunca vai existir, nenhum bom investimento em que você tenha a certeza de que ele é bom antes dele se valorizar. No momento em que há esta certeza, já não há mais a oportunidade, já aconteceu. O que deixa um investidor na frente em relação ao mercado é como ele equilibra a sua ação ao efetuar um investimento, o seu instinto, o seu estômago de se expor ao risco, mas o quão conservador ele é também, em relação ao gerenciamento deste risco. Ou seja, é fundamentalmente necessário ser corajoso, mas ao mesmo tempo, ser responsável e racional. Sem estes elementos, não há como ter sucesso em um investimento. Muita gente quando falo hoje em criptomoedas, já vê em mim um faraó (Alguém que vai influenciar a pessoa a fazer parte de algum esquema de pirâmide financeira) ou então, enxergam em criptomoedas, uma nova bolha. Claro que a desinformação e pessimismo ajudam nesta visão, principalmente em um mundo onde as pessoas majoritariamente se aproveitam umas das outras. O tempo irá mudar e é fundamental escrever tudo isto, passar para o papel uma ideia, antes que a realidade exponha quem afinal tem razão. Por este motivo, muitas pessoas não enxergam alguns pontos fundamentais de oportunidade em relação a ter criptomoedas e gostaria de expor três pontos importantes, inclusive para desmistificar um pouco a visão sobre o mercado financeiro: 1) A moeda é realmente sua, propriedade sua. 2) A rede financeira das criptomoedas não é controlada por um governo ou empresa privada. 3) É possível armazenamento da moeda de forma independente e muito mais segura que no sistema financeiro fiduciário.É muito importante que as pessoas entendam. Legalmente, o seu dinheiro quando está no banco não é seu, é do banco. Isto pode parecer bobo, mas não é. O que me impede de ir ao banco e pegar o meu dinheiro? Basicamente, o banco pode em certas circunstâncias simplesmente não te dar este dinheiro por que a partir do momento em que você deposita um dinheiro no banco, o banco deve este dinheiro a você, mas a propriedade do dinheiro já não é mais sua. Nada garante que ele lhe devolva isto. É diferente do caso de você deixar seu carro em um estacionamento, ali você está só usando o espaço, mas o carro continua sob sua propriedade. Com relação a dinheiro, é como se você ao depositar uma quantia, troca-se a propriedade do seu carro para o estacionamento e o estacionamento dissesse que só vai te devolver o seu carro se eles quiserem; se o estacionamento (banco) decidir que por determinadas circunstâncias não irá devolver o seu dinheiro, você não pode fazer absolutamente nada. E isto ocorre de tempos em tempos, principalmente diante de situações de crises econômicas, hiperinflação ou falência de bancos. Legalmente o dinheiro é propriedade do banco, devida a você. E por que depositar o seu dinheiro em um banco então? Primeiro que existem leis que tentam a todo custo, levar o seu dinheiro pro banco, em certos lugares na Europa, por exemplo, é proibido comprar coisas em dinheiro vivo depois de uma certa quantia. Em segundo lugar temos a inflação que corrompe o valor do dinheiro constantemente, se você deixar o seu dinheiro fora do banco por um bom tempo, ele será corroído automaticamente pela inflação. O Bitcoin para exemplificar o argumento, basicamente é um arquivo de dados extremamente seguro e inviolável, ou seja, não dá para falsificar um Bitcoin. E basicamente, o Bitcoin é seu, você pode armazená-lo e transportá-lo onde quiser sem ter que entregar a custódia. Isto se torna fundamental, por exemplo, na Venezuela ou Zimbábue onde há hiperinflação, crise econômica e controle governamental sobre as finanças das pessoas, as criptomoedas se tornam um ativo fundamental, literalmente, em questão de sobrevivência. (A segurança do Bitcoin pela força computacional https://www.youtube.com/watch?v=_dYXmqlzqg4&feature=youtu.be ). Temos que depositar nosso dinheiro no banco pelas razões que apresentei e simplesmente por que existem poderes centralizadores que controlam o dinheiro e claro, a emissão do dinheiro fiduciário. À medida que existem interesses privados que determinam isto, nada os impede de se beneficiarem, quem perde? Quem tem dinheiro no banco basicamente (Por que o Bitcoin é revolucionário: https://www.youtube.com/watch?v=fKFrVbVIggs ). Desde fundos de pensão até aquele que recebeu ontem o seu salário. Isto por que a cada dia que passa, mais dinheiro é impresso pelos bancos para financiar os seus próprios interesses e pagar suas contas malucas, o que desvaloriza o dinheiro das pessoas comuns, uma espécie de imposto oculto chamado inflação. (Venezuelanos começam a pesar dinheiro em vez de contar notas. Fonte UOL). Quando você tem uma moeda que não é criada por um grupo específico e sim administrada em questão de tecnologia, por um grupo descentralizado que tem o interesse de proteger o valor dela, significa que mais dela não será criada (O Bitcoin, por exemplo, possui uma replicação matemática da escassez do ouro, ou seja, é matematicamente e sistematicamente impossível criar mais do que 21 milhões de BTC, este será o numero máximo de Bitcoins que irão existir em toda a história: https://www.youtube.com/ assistir? v = 2JO7kyjtQh0). Como a moeda digital fica em sua propriedade, independente de governos ou corporações, você pode proteger melhor suas moedas, elas não podem ser facilmente confiscadas seja por banco ou mesmo pelo governo. Claro, você poderia ser roubado e extorquido em tese, mas a facilidade de locomoção, de alocação e de proteger o seu patrimônio é muito maior do que o sistema atual. O que é necessário para aplicarmos nosso plano de negócios com excelência? Pés no chão. Disciplina, muito estudo e dedicação no intuito de validar e revalidar tudo o que foi apontado aqui. É necessário conhecermos cada dia mais está tecnologia, sermos especialistas em blockchain, acompanhar todos os desenrolares da economia, política e principalmente, das contas públicas. Claro que podemos estar totalmente errados, só que quem disser isto, terá que explicar como tudo que eu disse não vai acontecer. No futuro quem sabe, a EXL irá desenvolver seu próprio sistema na Bitnation, funcionando de forma descentralizada. Não só uma empresa que investe no futuro, uma empresa do futuro. Erik Rodrigues Rosa Ferreira
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